Category: Santos mês 8

11 de agosto – Clara de Assis

ago 07 2018

Clara de Assis  Santa Clara de Assis, O.S.C.

Fundadora da Ordem das Clarissas
Nascimento 16 de julho de 1193 em Assis
Morte 11 de agosto de 1253 (60 anos) em Assis
Veneração por Igreja Católica
Canonização 23 de agosto de 1255, Catedral de Anagni por Papa Alexandre IV
Principal templo Basílica de Santa Clara
Festa litúrgica 11 de agosto
Padroeira Televisão
Gloriole.svg Portal dos Santos
Clara de Assis, em italiano Santa Chiara d’Assisi, nascida Chiara d’Offreducci (Assis, 16 de julho de 1193 — Assis, 11 de agosto de 1253), foi a fundadora do ramo feminino da ordem franciscana, a chamada Ordem de Santa Clara (ou Ordem das Clarissas).

Pertencia a uma família nobre e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.

Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por “Damas Pobres” ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.

O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: “Confia em Deus!”. Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.

Em outra ocasião, quando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o Ostensório na mão.


Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão.

Diversos episódios da vida de Santa Clara e São Francisco compõem as florinhas de São Francisco.[1] Escritos muitos anos após a morte de ambos, é dificil atestar a correção destes relatos, mas, com certeza, retratam bem o espírito de ambos e os primeiros acontecimentos quando da criação das Ordens Franciscanas.


Eventos importantes da vida de Santa Clara de Assis
1194 Nascimento de Santa Clara, na casa paterna da praça de São Rufino, em Assis. Filha mais velha de Hortolana e Bernardino.
1200 Estabelecimento da Comuna de Assis. A família de Clara, nobre, refugia-se em Corozano, por causa de uma revolução popular. Depois vai para Perugia onde permanece até 1204.
1210 Francisco prega na Catedral de São Rufino, Clara pode estar presente. Neste ano é possível terem-se encontrado.
1211 Encontros com Francisco: Clara tem 17 anos e Francisco 29.
1212 18 de março – Domingo de Ramos – Clara sai de casa e se consagra a Deus na Porciúncula. No dia 19, vai para o mosteiro de São Paulo das Abadessas. Pouco depois vai para ermida de Santo Ângelo de Panço. 4 ou 5 de abril – Ines, irmã de Clara, se junta a ela em Santo Ângelo de Panço. Pouco tempo depois, Francisco leva-as para São Damião. Em agosto entra Pacífica de Guelfúcio, já em São Damião. Francisco dá as irmãs sua primeira forma de vida.
1216 Por conselho de Francisco Clara aceita a regra de São Bento e o título de abadessa. Mas consegue o “privilégio da pobreza” de Inocêncio III.
1218 O papa, Honório III, concede ao Cardeal Hugolino plenos poderes para cuidar das irmãs pobres.
1219 Frei Felipe Longo de Atri se torna visitador das Irmãs Pobres.
1220 Clara recebe a carta do Cardeal Hugolino, logo após a Páscoa, em que ele a chama de “Mãe da minha Salvação”.
1224 Clara começa a estar habitualmente bastante doente.
1225 As monjas de Santo Apolinário adotam a forma de vida de São Damião.
1226 Francisco compõe o Audite Poverelle.
1227 Publicada a bula “Quoties Cordis” que põe as Clarissas aos cuidados dos frades.
1228 18 de julho – O cardeal Reinaldo lista oficialmente 24 mosteiros.
1234 Inês de Praga entra na Ordem. Clara lhe escreve a primeira carta.
1235 O Papa, pela carta ‘Cum relicata saeculi”, quer que Inês aceite propriedades. O que motiva a segunda carta de Clara.
1237 Com a bula “Omnipotens Deus” o Papa Gregório IX revoga a “Cum relicata Saeculi”
1238 Clara escreve a terceira carta a Inês. E o Papa concede o privilégio da pobreza a Inês.
1240 Com a oração diante do Santíssimo, Clara defende a cidade de Assis do ataque dos sarracenos.
1247 6 de agosto – o Papa Inocêncio IV concede às Clarissas a regra de São Francisco. Clara pode ter começado a escrever seu testamento (só serve de base jurídica).
1248 17 de julho – Uma bula confirma Reinaldo de Segni como Cardeal protetor das Damas Pobres e dos menores
1250 Agrava-se o estado de saúde de Santa Clara, que começa a escrever sua forma de vida definitiva, na redação que conhecemos.
1252 16 de setembro – O Cardeal Reinaldo aprova a forma de vida de Santa Clara.
1253 Clara escreve sua última carta a Santa Inês de Praga. Após uma visita a Clara moribunda, Papa Inocêncio IV manda apressar a aprovação de sua regra pela bula “Solete Anuere”, válida só para São Damião.
10 de agosto – A Bula da provação é levada para Clara em seu leito de morte. 11 de agosto – Data da morte de Santa Clara.

1255 23 de agosto – Canonização de Santa Clara, na Catedral de Anagni. Publicação de sua lenda, escrita por Tomás de Celano. Publicação da bula de Canonização “Clara claris Perclara”.
1257 Mudança das Irmãs de São Damião para o proto-mosteiro, junto do corpo de Santa Clara. (Ou em 1260?).
1258 São Boaventura de Bagnoregio é eleito ministro geral da Ordem dos Frades Menores.
1259 Aprovação da Regra de Isabel de Longchamp.
Carta de São Boaventura às Irmãs de São Damião.

1260 3 de outubro – O corpo de Santa Clara é solenemente trasladado para a basílica que está sendo construída em sua honra ao lado da igreja de São Jorge.
Um decreto do capítulo geral de Barcelona manda frades e irmãs celebrarem a festa da trasladação de Santa Clara, no dia 2 de outubro.

1263 18 de outubro – Papa Urbano IV promulga uma nova Regra para as Clarissas (nome pelo qual passam a ser conhecidas as “damianitas”), correção da Regra de Isabel de Longchamp.
O capítulo geral dos Frades Menores reconhece como biografia oficial de São Francisco a Legenda Maior, mandando queimar as outras.

1296 A bula “Quasdam litteras”, do Papa Bonifácio VIII, põe fim às dificuldades de relacionamento, impondo aos Frades Menores que assumam a responsabilidade pelas Clarissas.
1850 30 de agosto – é descoberto o sarcófago com o corpo de Santa Clara.
23 de setembro – abertura solene do sarcófago.

1872 30 de outubro – O corpo de Santa Clara é levado para a nova cripta da sua basílica e exposto aos fiéis.
1893 Descoberta do original da Regra de Santa Clara no meio de suas roupas.
1915 Descoberta das Cartas de Clara a Santa Inês de Praga, na biblioteca de Milão.
1920 Descoberta de uma cópia do Processo de Canonização de Santa Clara, na Biblioteca Landau, em Florença.
1958 14 de fevereiro – Papa Pio XII proclama Santa Clara padroeira da televisão.
1976 Descoberta do cântico “Audite Poverelle”, composto por São Francisco para Clara e suas Irmãs.
1982 12 de novembro – Papa João Paulo II canoniza Santa Inês de Praga.
1987 11 de abril – Depois de um adequado reconhecimento e de uma nova recomposição, o corpo de Santa Clara volta a seu lugar na basílica para ser venerado por seus fiéis.
Templos em honra de Santa Clara de Assis
Alguns dos templos que foram erigidos em honra de Santa Clara de Assis incluem:

Basílica de Santa Clara (século XIII), localizado em Assis, Itália (ver ainda o site oficial)
Mosteiro de Santa Clara a Velha (século XIII), localizado na Freguesia de Santa Clara, Concelho de Coimbra, Distrito de Coimbra, Portugal
Convento de Santa Clara de Santarém (século XIII), localizado no Concelho de Santarém, Distrito de Santarém, Portugal
Igreja Paroquial de Santa Clara de Sanjurge (século XIII-XIV), localizada na Freguesia de Sanjurge, Concelho de Chaves, Distrito de Vila Real, Portugal
Convento de Santa Clara de Vila do Conde (século XIV), localizada no Concelho de Vila do Conde, Distrito do Porto, Portugal
Igreja de Santa Clara do Porto (século XV), localizada na Freguesia da Sé, Concelho do Porto, Distrito do porto, Portugal
Mosteiro de Santa Clara a Nova (século XVII), localizado na Freguesia de Santa Clara, Concelho de Coimbra, Distrito de Coimbra, Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

10 de agosto – São Lourenço

ago 07 2018

Lourenço de Huesca ou São Lourenço (Huesca ou Valência, Hispânia, 225? — Roma, 10 de agosto de 258) foi um mártir católico e um dos sete primeiros diáconos (guardiões do tesouro da Igreja) da Igreja Cristã, sediada em Roma.

O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257, o imperador romano Valeriano decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II.

Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. “aonde vai sem seu diácono, meu pai?”, perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: “Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá”.

Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: “Estes são o património (riquezas) da Igreja”. O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. A tradição católica diz que o santo conservou seu bom humor mesmo enquanto era executado, dizendo aos que o queimavam: “podem me virar agora, pois este lado já está bem assado”.

Tornou-se um mártir cristão e é considerado um servo fiel da Igreja.

Santo Agostinho diz que o grande desejo que tinha São Lourenço de unir-se a Cristo fez com que esquecesse as exigências da tortura. Também afirma que Deus obrou muitos milagres em Roma por intercessão de São Lourenço. Este santo foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados e seu nome aparece no cânone da missa. Foi sepultado no cemitério de Ciriaca, em Agro Verão, sobre a Via Tiburtina. Constantino ergueu a primeira capela no local que ocupa atualmente a Basílica de São Lourenço Extramuros, a qual é a quinta basílica patriarcal de Roma.

Em todo o mundo cristão, existem muitas igrejas dedicadas a este santo. Geralmente, as estátuas dele apresentam uma grelha (o instrumento que lhe causou a morte) e uma Bíblia nas suas mãos.

É comemorado no dia 10 de Agosto.

08 de agosto – Domingos de Gusmão

ago 07 2018

São Domingos de Gusmão (Caleruega, Reino de Castela, 24 de Junho de 1170 — Bolonha, 6 de Agosto de 1221) foi um frade e santo católico fundador da Ordem dos Pregadores, cujos membros são conhecidos como dominicanos.

Filho de Joana de Aza e Félix de Gusmão, Domingos nasceu na zona de fronteira do Reino de Castela. Seus pais pertenciam à pequena nobreza guerreira, encarregue de assegurar as praças militares da fronteira com o sul dominado ainda pelos muçulmanos.

Domingos, que teve desde cedo inclinação para a vida religiosa, vai em 1189 estudar para Palência, tornando-se, após a conclusão dos estudos membro em 1196, do cabido da sua diocese natal, Osma.

Em 1203, o rei de Castela solicita ao bispo de Osma que este fosse negociar e trazer uma princesa da Dinamarca para se tornar esposa do seu filho, tendo Domingos sido companheiro de viagem do seu bispo, Diogo. Durante a viagem, Domingos ficou para sempre impressionado com o desconhecimento da doutrina cristã dos povos da Europa do norte, tornando-se-lhe evidente que se tornava necessário ir evangelizar aqueles povos, em especial um com que certamente contactou, os cumanos.

Em 1205, Domingos e Diogo, para conclusão do objetivo inicial, realizaram nova missão ao norte da Europa, tendo também efetuado uma peregrinação a Roma e a Cister. No sul de França, junto a Montpellier, encontraram legados do Papa que pregavam contra as heresias dos Albigenses, ou Cátaros. Este grupo afirmava que dois princípios dividiam o Universo: o princípio bom, espiritual, e o princípio mau, material. O homem era a junção dos dois princípios, um anjo aprisionado num corpo. O dever do homem seria aproximar-se da verdade tendo como fator mediante a razão. Também negavam o direito do Estado punir criminosos e a validade dos juramentos. É preciso lembrar que na Idade Média os juramentos constituíam a base da confiança social. Negar a validade dos juramentos na Idade Média era tão grave quanto negar a validade da lei na sociedade moderna. Com essa ética rígida, é claro que os cátaros não ajuntariam muitos fiéis. Sendo assim, eles estabeleceram dois tipos de fiéis: os “perfeitos” e os “simples”. Os perfeitos seguiam a ética cátara a risca, vivendo em comunidades isoladas. Os simples não tinham o dever de seguir qualquer código de conduta, e para ter a garantia de ir para o Céu bastava-lhes receber o “consolamentum”, um tipo de extrema-unção. Em suma, a heresia cátara defendia uma moral dupla: a vida ascética para a minoria, e a libertinagem para a maioria, com a salvação obtida sem esforço. Por isso que tal heresia conquistou muitos adeptos. A Igreja demonstrou grande paciência antes de tomar medidas contra a ameaça cátara. De 1119, quando a heresia foi condenada no Concílio de Toulouse[1], até 1179, Roma se contentou em enviar pregadores para a região, sem obter muito sucesso.[2] Diogo e Domingos, perante a evidência das dificuldades sentidas na missão dos legados papais, convencem-nos a adotar uma estratégia de simplicidade ao estilo apostólico e mendicante, pois que os Legados, até aí, deslocavam-se com grande pompa, criados, e riquezas. Os Legados deixam-se convencer, despachando para casa tudo o que fosse supérfluo, na condição que Diogo e Domingos os acompanhassem e os dirigissem na missão. O que estes fizeram. O Papa Inocêncio III, descobrindo virtudes nesta nova forma de pregação, aprova a mesma e manda Diogo e Domingos para a “santa pregação”. Diogo, sendo bispo, por razão das suas responsabilidades e não podendo ficar muito mais tempo naquela região, regressou à sua diocese, falecendo pouco tempo depois. Domingos continuou na região, muitas vezes sozinho.

A pregação e o início da Ordem

c. 1208. Esta pintura do século XV por Pedro Berruguete mostra a lenda de São Domingos de Gusmão e seu opositor albigense disputante jogando seus livro no fogo. O de são Domingos teria, miraculosamente pulado do fogo.
Em 1206, um grupo de mulheres por si convertida do catarismo pedem-lhe apoio e ele encontra uma casa para elas morarem em Prouille, dá-lhes uma regra de vida, simples, de oração e reclusão, no que veio a ser a primeira comunidade religiosa dominicana de monjas de clausura. Domingos encarava esta comunidade como “ponto de apoio à santa pregação”, pois que aquelas religiosas, por intermédio da oração, seriam o apoio dos pregadores. Em 1208 encontra-se completamente sozinho na missão de pregar pelas localidades do sul de França. Em 1210 está na região de Toulouse, palco de violentos combates entre senhores feudais e heréticos cátaros.

Em 1214 está em Carcassonne onde assiste a duras batalhas entre as duas partes e onde começa a juntar um pequeno grupo de companheiros que com ele adoptam a vida de pregadores itinerantes. No mesmo ano, torna-se pároco de Fanjeaux, localidade junto a Prouille e à sua comunidade feminina.


Em 1215, em Toulouse adopta uma regra de vida para a sua comunidade de pregadores, obtendo a aprovação do Bispo local. No entanto, o seu objectivo era criar uma ordem religiosa que não ficasse restrita a uma local, a uma diocese, mas sim que tivesse um mandato geral, por forma a poder actuar em todos os territórios onde fosse necessário a evangelização. Dirige-se nesse mesmo ano a Roma, onde decorria o Concílio de Latrão por forma a obter o reconhecimento da sua Ordem. No entanto, o concílio, perante tantos e diferentes novos movimentos que surgiram um pouco por todo lado, e por forma a evitar a anarquia, decide proibir que sejam aceites novas ordens religiosas.

Aconselhado pelo Papa, e de regresso a Toulouse, Domingos e os seus companheiros estudam as várias Regras de vida religiosa já existentes e optam pela Regra de Santo Agostinho. Entretanto, o Papa Inocêncio III morre e Honório III torna-se Papa, sendo um admirador e amigo de Domingos e dos seus pregadores. Em 1216, Domingos volta a Roma com a sua Regra e a seu pedido, o Papa pede à Universidade de Paris o envio para Toulouse de alguns professores destinados ao ensino e à pregação. Entretanto, o Papa confirma a regra da Ordem dos Pregadores como religiosos “totalmente dedicados ao anúncio da palavra de Deus”. Logo após o reconhecimento da Ordem, Domingos envia os seus primeiros discípulos, dois a dois, a fundar novas comunidades em Paris, Bolonha, Roma e a Espanha. Domingos acreditava que apenas o estudo profundo da Bíblia poderia dar os meios necessários para uma pregação eficaz. Assim, envia os seus irmãos para as principais cidades universitárias do seu tempo, por forma a não só adquirem os conhecimentos necessários, como para agirem e recrutarem novos membros entre as camadas estudantis e intelectuais do seu tempo.

A fundação da Ordem

Em 1218 Domingos está em Roma, a visitar as novas casas, dirigindo-se depois para a Península Ibérica onde um dos seus primeiros companheiros, o português Soeiro Gomes tinha fundado algumas casas. No principio de 1219, Domingos vai a Paris e posteriormente volta a Itália.

Em 1220 reúne em Bolonha o primeiro Capítulo da Ordem, fazendo-se algumas alteração às respectivas constituições canónicas, estando presentes dezenas de frades vindos de muitos pontos distantes da Europa. É adoptado o modelo de governo democrático, pelo qual todos os superiores de casas são eleitos por todos os membros da comunidade. Em 1221 funda em Roma o convento de monjas de São Sisto e realiza o segundo Capítulo da Ordem no qual esta passou a estar organizada em províncias. O modelo democrático estende-se a toda a Ordem, mediante o qual para cada Capítulo Geral participam por direito os Priores Provinciais e delegados eleitos por todas as comunidades, sendo que o Mestre-geral da Ordem dos Pregadores é também eleito. São enviados irmãos pregadores para Inglaterra, Escandinávia, Polónia, Hungria e Alemanha.

Completamente desgastado pelo esforço, morre em 6 de Agosto, Bolonha. É canonizado em 1234.

Igrejas de São Domingos de Gusmão na Bahia
Igreja da Ordem Terceira de São Domingos de Gusmão: construção de 1731, com fachada em estilo rococó. Em Salvador, Bahia, Brasil. Igreja de São Domingos de Gusmão, Niterói, Gragoatá. desde do tempo do império. Existe uma cidade na paraíba com o nome de São Domingos, em homenagem a São Domingos de Gusmão e se comemora no dia 08 de agosto o dia do padroeiro.

04 de agosto – João Batista Vianey

ago 07 2018

Infância e adolescência
Jean-Marie Baptiste Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, na localidade de Dardilly, dez quilômetros ao noroeste da cidade de Lyon, França. Seus pais, os camponeses Mateus Vianney e Maria Beluze, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de frequentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.[3]

Durante sua infância, João Maria trabalhou no campo como pastor e ajudante, e só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na aldeia onde residia. Frequentou a escola por dois anos apenas, pois tinha de trabalhar no campo. Foi quando aprendeu a língua francesa, pois em sua casa se falava um dialeto regional.[4]

Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai, além da perseguição aos padres por parte dos jacobinos, apoiados pela maçonaria,[2] e também dos homens de Napoleão Bonaparte, pois fora convocado ao serviço militar e não se apresentou, tendo sido considerado desertor.[4] Mas com a ajuda do pároco M. Balley, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde surgiram os obstáculos por causa de sua falta de instrução.[5] Além da perseguição religiosa da própria Revolução Francesa.[1]

Seminário e sacerdócio
Antiga nave onde Cura D’Ars celebrava a Missa
Embora ninguém duvidasse de sua fé e devoção, os professores e superiores o consideravam um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os outros seminaristas, especialmente de filosofia e teologia. Assim, acabou sendo confinado a estudar apenas aritmética, história e geografia.[5]

Em 13 de agosto de 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote na capela do seminário de Grenoble.[2] Contudo, sua ordenação teve um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. A despeito disso, é considerado um dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja Católica já teve.[3]

Durante o seu aprendizado em Écully, fora assistente do abade Malley, que o encorajou a enfrentar os diversos obstáculos e foi seu mentor, além de ter intercedido por Vianney, quando este falhou nos exames. Assim, três anos depois, em 1818, após a morte de do abade Malley, Vianney conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente, sendo então designado vigário geral no vilarejo de Ars-sur-Formans.[5]

O Santo Cura D’Ars – Monumento a Cura D’Ars em Ars-sur-Formans.
João Maria chegou em Ars em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: “Me mostras o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu”. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.[3]

Alguns anos após sua chegada, abriu um orfanato para garotas na cidade, o qual nomeou como “A Providência”. A instituição funcionou até 1847.[5]

Em 1823, o Bispo elevou Ars à categoria de paróquia. Vianney desejou abandonar a comunidade, pois não se achava à altura para administrar uma paróquia, contudo, permaneceu.[2] Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.[3]

Em 1824, Vianney sofreu ataques, como ter sua cama incendiada, que acreditou ser do próprio demônio.[1]

A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o Cura e, acima de tudo, confessar-se com ele, que chegava a ficar 15 horas por dia dentro do confessionário.[1] Mesmo que para isto tivessem de esperar horas ou dias inteiros. Assim, em 1827, o local tornou-se um centro de peregrinações a nível internacional.[2] Tanto que, em 1835, foi necessário a criação de um sistema de transporte entre Lyon e Ars, pois os peregrinos chegaram a atingir um número de 80 mil só naquele ano e aumentaria nos anos seguintes.[6]

Os milagres registrados por seus biógrafos são de três classes:[5]
Arrecadação de fundos para obras de caridade e comida para as órfãs;
Conhecimento sobrenatural sobre futuro e passado; e
Curar os doentes, em especial, as crianças.
O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pelo Papa Pio XI Padroeiro dos Párocos e dos Sacerdotes que têm Cura de Almas[7]no mundo todo, por Carta Apostólica datada de 20 de abril de 1929. Devido o seu exemplo de pastor, associa-se informalmente à sua memória, em 04 de agosto, a comemoração do dia do Padre. Por ocasião do Ano Sacerdotal (2009-2010), criado pelo Papa Bento XVI, chegou-se a cogitar o Santo Cura D’Ars como padroeiro de todos os sacerdotes,[8] o que não ocorrera por assim preferir o papa Bento XVI.[9]

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Maria_Batista_Vianney

 

06 de agosto – TRANSFIGURAÇÃO DE NSJC

jun 28 2013

VITRAL: TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO - STAINED GLASS: The Transfiguration of Christ06 de agosto – TRANSFIGURAÇÃO DE NSJC.

“A Transfiguração de Jesus é um episódio do Novo Testamento no qual Jesus é transfigurado (ou “metamorfoseado”) e se torna “radiante” no alto de uma montanha . Os evangelhos sinóticos (Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-8 e Lucas 9:28-36) e uma epístola (II Pedro 1:16-18) fazem referência ao evento. Nestes relatos, Jesus e três de seus apóstolos vão para uma montanha (conhecida como Monte da Transfiguração). Lá, Jesus começa a brilhar e os profetas Moisés e Elias aparecem ao seu lado, conversando com ele. Jesus é então chamado de “Filho” por uma voz no céu – presumivelmente Deus Pai – como já ocorrera antes no seu batismo.

A Transfiguração é um dos milagres de Jesus nos evangelhos, diferente dos demais pois, neste caso, o objeto do milagre é o próprio Jesus . Tomás de Aquino considerava a Transfiguração como o “maior dos milagres”, uma vez que ele complementou o batismo e mostrou a perfeição da vida no céu . A Transfiguração é também um dos cinco grandes marcos da vida de Jesus na narrativa dos evangelhos (os outros são o batismo, a crucificação, a ressurreição e a ascensão).

Na doutrina cristã, o fato de a Transfiguração ter ocorrido no alto de uma montanha representa o ponto onde a natureza humana se encontra com Deus: o encontro do temporal com o eterno, com o próprio Jesus fazendo o papel de ponte entre o céu e a terra”.

Fontes:
a) Texto, Wikipedia;
b) Vitral Transfiguração de Cristo, Caterdral do Bom Jesus, Pouso-  Alegre, MG  por laeti.photoshelter.com