Category: Santos mês 01

23 de Janeiro – YONA KANAMUEZI

abr 28 2020

(Companheira Devocional , 214) 

YONA KANAMUEZI (1964)

23 de Janeiro, Mártir da Terceira Ordem

            Diácono da Igreja Anglicana, Yona Kanamuyezi acolheu na sua missão de Nyamata refugiados durante a guerra civil em Ruanda-Burundi. Suas atividades se tornaram suspeitas às autoridades quando ele se recusou a tomar partido no conflito. Ele e outros dois membros da sua missão foram presos e conduzidos ao paredão. Coleta: Ó Deus da Paz: Concede que possamos nos tornar verdadeiros “pacificadores” através da procura da paz interior, a qual governará nossas mentes e nossas ações de forma que o amor de Cristo possa ser visto em nós, apesar do que possamos sofrer nas mãos do mundo. Pedimos-te esta paz interna, em nome de Jesus. Amém.

16 de janeiro – PRIMEIROS MÁRTIRES FRANCISCANOS

abr 28 2020

(Companheira Devocional , 213)

16 de janeiro – PRIMEIROS MÁRTIRES FRANCISCANOS (1220)

Mártires da Primeira Ordem

            Os irmãos Bernardo, Pedro, Accursio, Adiuto e Otto foram enviados para pregar aos muçulmanos em Sevilha, Espanha. Lá eles foram postos sob custódia e enviados para Marrocos onde pregavam nas ruas de Marrakech. Inicialmente, pensava-se que eles estavam loucos. Uma tentativa de suborno só trouxe uma réplica, “Nós menosprezamos todas estas coisas por causa de Cristo”. Finalmente, eles foram postos em cadeias, foram cruelmente torturados e decapitados”.

Coleta: Deus Todo-poderoso, conceda pelo exemplo dos santos mártires Bernardo, Pedro, Accursio, Adiuto e Otto, por cujo martírio glorioso tu santificaste o começo da Primeira Ordem franciscana, que nós possamos desejar a todo o tempo coisas divinas e possamos amar a Cristo. Pelo mesmo Cristo nosso Deus. Amém.

4 de Janeiro – ÂNGELA DE FILIGNO

abr 28 2020

 (Companheira Devocional , 212) 

ÂNGELA DE FILIGNO, 4 Jan.(1309) 3ª Ordem.

            Ângela nasceu em Filigno, perto de Assis e de Roma, em 1248. Ela pertencia à uma família rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confortável, até os 37 anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida. Num curto espaço de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao invés de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela sequência de mortes e sofrimento, cheia de fé em Deus e no seu conforto espiritual. (Conclusão) Como consequência, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de São Francisco. O dom místico começou a se manifestar quando Santa Ângela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrinação a Assis. Dedicou-se à meditação, oração e prática da caridade até sua morte em 1309. Foi beatificada pelo Papa Inocêncio XII em 1693 e canonizada pelo Papa Francisco em 2013. Seus  escritos foram publicados como Theologia Crucis.

Coleta: Deus todo-poderoso e sempiterno, a  quem Ângela de Filigno dedicou a sua vida de oração mística e obras de caridade; concede que possamos ministrar aos doentes e pobres da nossa idade, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina, um Deus para todo o sempre. Amém.

22 de Janeiro – São Vicente

jan 02 2015

22 de Janeiro – São Vicente

Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha.
Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana.

Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloqüência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos.

Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência.

Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304.

Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje.

São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data.

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20 de Janeiro – São Fabiano

jan 02 2015

fabiano20 de Janeiro – São Fabiano

Fabiano era um fazendeiro cristão nascido em Roma. Era um laico, quer dizer, não era um sacerdote, mas mesmo assim foi escolhido pelo povo e pelo clero, à ocupar a cátedra de São Pedro. Tudo aconteceu, devido a um fato ocorrido, quando a assembléia cristã estava tentando escolher o novo pastor da Igreja de Roma. Num determinado momento uma pomba, símbolo do Espírito Santo, pousou sobre sua cabeça e eles entenderam isto como um sinal de Deus. Foi eleito e ordenado: diácono, presbítero e bispo no mesmo dia, 10 de janeiro de 236. Depois de ser consagrado o vigésimo sacerdote a ocupar a Cátedra da Igreja de Roma, o então papa Fabiano se dirigiu ao túmulo de São Pedro para rezar.

Administrador nato, realizou o censo do povo de Cristo, presente na cidade de Roma. Depois dividiu a cidade em sete distritos eclesiásticos, ou paróquias, e delegou a cada uma os seus paroquianos, seu clero e suas catacumbas, como eram chamados os cemitérios. O papa Fabiano que era um quase desconhecido antes da eleição, foi muito apreciado também por suas intervenções doutrinais, especialmente nas controvérsias da Igreja da África. Sob seu pontificado de catorze anos, houve paz e desenvolvimento interno e externo da Igreja.

Segundo são Cipriano, bispo de Cartago, capital romana da África do norte, o próprio imperador Décio, admitia a sua competência e teria dito que preferia um rival no Império a um bispo como Fabiano em Roma. O soberano estava com problemas no seu governo, os domínios romanos diminuíam devido às constantes rebeliões, por isto definiu os cristãos como culpados e desencadeou uma ferrenha perseguição contra toda a Igreja.

Ocorreu um grande êxodo de cristãos de Roma, que se deslocaram para o Oriente à procura das comunidades religiosas dos desertos, um pouco mais protegidas das perseguições. Este foi o início para a vida eremita, com os “anacoretas”, mais conhecidos como os padres do deserto. Entretanto, o papa Fabiano permaneceu no seu posto e não renegou a fé, sendo decapitado no dia 20 de janeiro de 250.

Assim escreveu sobre ele são Cipriano na Carta que enviou ao clero romano: “Quando era ainda incerta entre nós a notícia da morte desse homem justo, meu companheiro no episcopado.. a carta que me enviastes… por ela fiquei… a par da sua gloriosa morte. Muito me alegrei, porque a integridade do seu governo foi coroada com um fim tão nobre.”

Depois do seu martírio, a Cátedra de Pedro ficou desocupada por mais de um ano, até que o clero e o povo de Roma pudessem eleger um novo bispo, devido à intensa perseguição ao catolicismo.

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