Category: Santos mês 01

31 de janeiro – São João Bosco

jan 29 2021

31 de janeiro – São João Bosco

Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve. Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”.

Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal. Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, que se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios, e por meio destes as catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje. São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicada à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor. Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu, mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!

São João Bosco

30 de janeiro Carlos Stuart

jan 28 2021

30 de Janeiro – Carlos Stuart

A chegada dos Stuart ao trono significou uma grande transformação no cenário político da Inglaterra. Abandonando as medidas liberais dos Tudor, o recém-entronizado rei Jaime I era favorável ao poder monárquico absoluto. Além disso, tinha apreço pelos praticantes do catolicismo, ao enxergar nesses uma classe religiosa favorável ao inquestionável poder real.

Pretendendo implantar tais orientações políticas, Jaime I defendia que a dominação britânica sob a Irlanda deveria ser feita sob moldes feudais. Além disso, buscou exercer o monopólio sob a produção têxtil inglesa. Com isso, visava enriquecer os cofres reais e configurar uma forte influência política independente da aprovação do Parlamento inglês. No campo religioso, enfatizou as diretrizes católicas do anglicanismo e privilegiou os súditos católicos.

Morrendo em 1625, Jaime I deixou o trono para seu filho Carlos I. Durante seu reinado, foi obrigado a convocar o Parlamento para a aprovação de gastos com conflitos e guerras. Hostilizado pela instituição, foi pressionado a assinar a Petição de Direitos. Nesse documento, o rei se comprometia a prestar contas ao Parlamento e colocar as questões financeiras e militares sob o domínio da instituição. Indiferente a tais exigências, o rei preferiu dissolver o Parlamento britânico.

Anos mais tarde, Carlos I resolveu restabelecer um antigo tributo: o Ship Money. Esse imposto, que antes era cobrado em algumas zonas portuárias, deveria ser cobrado em todo o território inglês. Tal lei desfavorecia a burguesia, que seria obrigada a limitar seus lucros frente ao tributo real. Forçado por uma guerra a convocar o Parlamento em 1640, o rei mais uma vez levou à tona o conflito existente entre a sua autoridade e o interesse parlamentar.

Nesse momento, o Parlamento radicalizou sua postura exigindo total controle sobre as questões religiosas e tributárias. Além disso, reivindicou a constante convocação das autoridades parlamentares. Em resposta, Carlos I ameaçou mais uma vez extinguir as autoridades parlamentares. Inconformada com a imposição monárquica, os líderes do Parlamento convocaram a formação de uma milícia armada que garantisse a existência do parlamento britânico. Era o início da Revolução Puritana.

Protegendo-se da reação popular, Carlos I dirigiu-se à cidade de Oxford com intuito de organizar um exército capaz de combater as tropas do parlamento. Dessa forma, estabeleceu-se uma guerra civil onde as tropas reais enfrentavam as frentes populares armadas pelo parlamento. Esses populares, de maioria puritana (calvinistas), formaram um grande exército que via na luta um meio de superar suas dificuldades econômicas. Nomeados como integrantes do Exército de Novo Tipo, esses populares começaram a se inserir no processo revolucionário inglês.

Liderados por Oliver Cromwell, os combatentes revolucionários dividiram-se em duas facções políticas: os diggers e os levellers. Os primeiros defendiam uma reforma agrária espontânea que garantisse o acesso dos camponeses à terra. Já o levellers buscavam a total igualdade jurídica entre os cidadãos e a liberdade de culto religioso. Dessa maneira, as camadas populares inglesas se fizeram presentes no debate político da época.

As vitórias dos exércitos de Cromwell nas batalhas de Marston Moor e Naseby figuraram um importante passo para a conquistas dos ideais democráticos defendidos pelos diggers e levellers. No momento em que os mais moderados arquitetavam a desmobilização do exército de Novo Tipo, as tropas foram convocadas a lutarem mais uma vez contra as tropas da realeza. Nesse confronto, o rei Carlos I foi capturado e decapitado, em janeiro de 1649.

Exercendo grande hegemonia política, os exércitos decretaram o fim da monarquia inglesa e a proclamação de um governo republicano. Nesse novo governo, os moderados foram excluídos do parlamento e Oliver Cromwell foi aclamado como presidente do novo Conselho de Estado ou Commonwealth. Acumulando poderes políticos em mãos, Cromwell não atendeu às exigências do exército que o colocou no poder. Dessa maneira, implementou uma ditadura que excluiu os populares das instituições políticas.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-puritana.htm. Acesso em 28 de janeiro de 2021.

29 de janeiro – André Rublev

jan 22 2021

Arquivo: RublevIcon.jpg

André Rublev

Santo André Rublev ( Andrei Rublev ou Rubliov , em russo: Андрей Рублёв; 1360? – 29 de janeiro de 1430) é considerado um dos maiores iconógrafos de todos os tempos. Ele viveu na Rússia e era um monge . Ele é homenageado na Igreja Ortodoxa em 4 de julho .

Vida e trabalho
Poucos detalhes são conhecidos sobre sua vida. André Rublev queria ser monge desde a juventude, no mosteiro da Santíssima Trindade (mais tarde denominado Laure de la Trinité-Saint-Serge (Serguiev Possad, Rússia) ), sob a influência da personalidade do igumene de mosteiro, São Sérgio de Radonge

No entanto, parece que São Sérgio o mandou para outro lugar, para o mosteiro Spaso-Andronikov, fundado por Santo Andrônico ( 13 de junho ). Aqui ele foi tonsurado como um monge e é sempre aqui que ele iniciou o estudo da iconografia com Teófanes, o Grego e outro monge, Daniel.

A referência mais antiga a seu trabalho iconográfico data de 1405, quando ele teria escrito ícones e afrescos na Catedral da Anunciação em Moscou, junto com Teófanes e outro iconógrafo chamado Prócoro. Em 1408, ele e Daniel, seu companheiro monástico, pintaram afrescos na Catedral da Dormição da Virgem em Vladimir. Finalmente, eles são convidados a pintar a nova igreja do Mosteiro da Santíssima Trindade (onde Andrei cresceu), depois que o mosteiro foi destruído pelos tártaros durante a invasão de 1408. enquanto pintava o único ícone atestado como sendo inteiramente sua obra – a Trindade ou a Hospitalidade de Abraão .

André Rublev morreu no mosteiro de Saint-Andronique em 29 de janeiro de 1430. Foi canonizado pela Igreja em 1988.

Seleção de ícones:
A Santíssima Trindade – o ícone mais famoso de André Rublev.
Ascensão de Cristo (ca. 1408)
Theotokos por Vladimir (ca. 1405)
Cristo Redentor (ca. 1410)
Apóstolo Paulo (ca. 1410s)
Veja Wikimedia Commons: Categoria: Andrej Rublëv para fotos.

Hinos
Troparia (Tom 3)

Brilhando com os raios da luz divina,
Ó venerável André,
Você conheceu Cristo, a sabedoria e o poder de Deus.
Por meio da imagem da Santíssima Trindade
Você pregou a todo o mundo a Santíssima Trindade em unidade.
E nós, com espanto e alegria, clamamos a você:
Como você tem ousadia diante da Santíssima Trindade
Ore para que a Luz Incriada
Que ilumine nossas almas!
Kontakion (Tom 2)

Como uma trombeta, você claramente soou a doçura dos hinos divinos,
E foram revelados como um farol brilhante brilhando no mundo com a luz da Trindade.
Portanto, todos nós clamamos a você, Venerável André:
“Ore incessantemente por todos nós.”

Fonte: https://fr.orthodoxwiki.org/Andr%C3%A9_Roublev

21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

jan 21 2021

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

 21 de Janeiro de 2021 (Quinta-feira)

Essa data serve para alertar as pessoas sobre o problema da intolerância gerado pela desrespeito às diversas crenças existentes no mundo.

Diante disso, essa comemoração é considerada um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa, pois além de alertar para a discriminação no âmbito religioso, propõe a igualdade para professar as diferentes religiões.

Vale lembrar que o preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, passíveis de punição previstas no Código Penal.

Origem do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

A data foi oficializada em 2007 através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, e a sua escolha feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador.

Esse foi o dia em que ela, vítima do crime de intolerância religiosa, faleceu com um infarto no ano 2000.

Isso aconteceu na sequência de agressões físicas e verbais, bem como de ataques à sua casa e ao seu terreiro quando Mãe Gilda foi acusada de charlatanismo por adeptos de outra religião.

Mãe Gilda tornou-se um símbolo do combate a esse tipo de intolerância, especialmente pelo fato de simbolizar religiões de matriz africana. Este grupo representa o maior número de vítimas de intolerância religiosa na atualidade.

Por esse motivo, como forma de combater a intolerância religiosa, surge um dia dedicado ao tema, cujos crimes aumentaram de forma substancial nos últimos anos.

No mesmo dia 21 de janeiro é comemorado o Dia Mundial da Religião.

Fonte: https://www.calendarr.com/brasil/dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa/

24 de janeiro – Francisco de Sales

jan 19 2021

24 de janeiro – São Francisco de Sales

São Francisco de Sales nasceu no Castelo de Sales, região da Sabóia ou Savoia (termo derivado do latim sapaudia ou sabaudia, que significa “território de pinheiros”, atual França, no dia 21 de agosto de 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.

Estudou em La Roche e Annecy. Quando jovem estudou em Paris e Pádua, na Itália. Era alegre, leal e piedoso. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros. Sentindo o chamado de Deus para a vida sacerdotal estudou filosofia e teologia. Fez doutorado em Direito Civil e Canônico. Foi ordenado padre com 26 anos e trabalhou numa região da França (Sabóia) dominada pelos Calvinistas. Seu trabalho pastoral foi brilhante.

Enamorado da beleza e bondade divinas, é modelo de escritor, aberto ao diálogo, conciliador, pregador incansável, fundador solícito, sábio diretor e pastor de almas. Expressou, em 1609, no seu livro Introdução à Vida Devota (Filotéia), a convicção pessoal de que a santidade é para todos, independentemente do estado ou condição de vida.

Em 1616, publicou o Tratado do Amor de Deus, obra de grande profundidade espiritual, podendo ser considerada um diário da vida do autor. A obra foi dedicada a “Teótimo”,  que é a personificação do espírito humano, comum ao homem e à mulher, desejosos de progredir no amor divino.

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, aos 32 anos e, dois anos mais tarde, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Faleceu em Lyon, França, a 28 de dezembro de 1622. Beatificado pelo Papa Alexandre VII, em 1661, foi canonizado pelo mesmo Papa, em 1665. Pio IX o proclamou Doutor da Igreja a 16 de novembro de 1877, com o magnífico título de Doutor do Amor Divino. Em 1923, foi declarado por Pio XI padroeiro da Boa Imprensa. Sua festa é celebrada no dia 24 de janeiro, dia em que seu corpo foi levado à sepultura definitiva, em Annecy.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome salesiano. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.

Podemos ter a certeza de que Dom Bosco não olhou para São Francisco de Sales somente como seu inspirador a respeito de específicos aspectos da atividade de comunicação. O que realmente caracterizaram São Francisco de Sales e Dom Bosco foram a capacidade criativa, o otimismo, o amoroso e ao mesmo tempo constante empenho em superar todos os obstáculos para a difusão do Evangelho da salvação.

São Francisco de Sales, esse grande santo da Igreja, morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.

São Francisco de Sales, rogai por nós!

Fontes: Sistema Salesiano de Comunicação Social / Canção Nova / Diocese de Divinópolis – MG