Category: Santos mês 07

31 de julho – Inácio de Loiola

jul 30 2020

Uma vida cavalheiresca

Íñigo López de Loyola nasceu em 1491, em Azpeitia, país Basco. Como filho cadete, era destinado à vida sacerdotal, mas a sua aspiração era a de se tornar cavalheiro. Por isso, seu pai o mandou a Castela, para viver na Corte de dom Juan Velazquez de Cuellar, ministro do rei Ferdinando, o Católico. Aquela vida formou o caráter e as atitudes do jovem, que começou a ler poemas e cortejar as damas. Quando dom Juan morreu, Íñigo transferiu-se para a Corte de dom Antônio Manrique, duque de Najera e vice-rei de Navarra, participando da corporação para a defesa do castelo de Pamplona, assediado pelos franceses. Ali, em 20 de maio de 1521, foi ferido por um tiro de canhão, que o tornou coxo por toda a vida. Sua longa convalescença foi para ele uma boa ocasião para ler a Lenda Dourada, de Tiago de Voragine, e a Vida de Cristo, de Ludolfo da Saxônia, o Cartusiano, textos que muito influenciaram na sua personalidade, voltada para os ideais cavalheirescos, convencido de que o único Senhor, que valia a pena seguir, era Jesus Cristo.

Peregrinação providencial

Decidido a ir em peregrinação à Terra Santa, Íñigo fez uma parada no Santuário de Montserrat, onde fez o voto de castidade, trocando as suas ricas vestes com as de um mendigo. Devia embarcar para a Itália, do porto de Barcelona, mas a cidade estava tomada por uma epidemia de peste. Por isso, teve que se deter em Manresa, uma etapa obrigatória, que lhe proporcionou um longo período de meditação e isolamento. Neste interim, escreveu uma série de conselhos e reflexões, que, a seguir, foram reelaborados, convertendo-se em base para seus Exercícios Espirituais.

Finalmente, chegou à Terra Santa, onde queria se estabelecer. Mas, o superior dos Franciscanos o impediu, considerando muito escassos seus conhecimentos teológicos. Logo, Íñigo voltou para a Europa e passou estudar gramática, filosofia e teologia, antes, em Salamanca e, depois, em Paris.

Precisamente na capital francesa, mudou seu nome para Inácio, em homenagem a Santo Inácio de Antioquia, do qual admirava seu amor por Cristo e a obediência à Igreja, que, mais tarde, se tornariam os alicerces fundamentais da Companhia de Jesus.

Em Paris, Inácio conheceu aqueles que seriam seus primeiros companheiros. Com eles, fez o voto de pobreza e decidiu ir novamente à Terra Santa. Porém, não foi possível por causa da guerra entre Veneza e os Turcos. Então, Inácio e seus companheiros se apresentaram ao Papa, ao qual prometeram obediência. O Papa disse-lhes: “Por que ir a Jerusalém? A Itália é uma boa Jerusalém para produzir frutos para a Igreja”.

A Companhia de Jesus

Em 1538, o Papa Paulo III concedeu a aprovação canônica à Companhia de Jesus, que, desde então, foi animada pelo zelo missionário: os Padres Peregrinos ou Reformados – só depois foram chamados Jesuítas – foram enviados a toda a Europa e, depois, à Ásia e ao mundo inteiro; levavam, em todos os lugares, seu carisma de pobreza, caridade e obediência absoluta à vontade do Papa.

Um dos principais problemas que Inácio enfrentou foi a preparação cultural e teológica dos jovens: por isso, formou um corpo de docentes e fundou diversos colégios -, que, ao longo dos anos, adquiriram fama internacional, graças ao altíssimo nível científico, – e um programa de estudos, que foi tomado como modelo também por Institutos não religiosos.

Em Roma

Por obediência ao Papa, Inácio permaneceu em Roma para coordenar as atividades da Companhia e cuidar dos pobres, órfãos e enfermos, a ponto de merecer o título de “apóstolo de Roma”.

Dormia cerca de quatro horas por noite, a fim de continuar seu trabalho e compromisso, apesar dos sofrimentos, por causa de uma cirrose hepática e por cálculos biliares, até esgotar suas forças.

Morreu na sua pobre cela, em 31 de julho de 1556. Seus restos mortais encontram-se sob o altar do braço esquerdo do transepto da Igreja de Jesus, no centro de Roma, um dos monumentos mais lindos da arte Barroca romana.

Fonte: Vatican News

27 de julho – William Reed Huntington

jul 26 2020

William Reed Huntington (20 de setembro de 1838 – 26 de julho de 1909)
Padre e autor episcopal americano .

Huntington nasceu em Lowell , Massachusetts . Ele começou sua educação na Universidade de Norwich, na faculdade militar de Alden Partridge, em Norwich, Vermont, e finalmente se transferiu e se formou em Harvard em 1859 e entre 1859 e 1860 era instrutor de química lá. Entrando no ministério episcopal, ele foi reitor da Igreja de Todos os Santos, Worcester, Massachusetts , em 1862-1883 e da Grace Church, Nova York, de 1883 até sua morte. Huntington sempre teve um papel de destaque nos assuntos públicos. Ele atuou no movimento de revisões litúrgicas e foi secretário do Comitê de Revisões do Livro de Orações e editor com Samuel Hart daLivro de Oração Padrão de 1892. Huntington morreu em Nahant, Massachusetts , em 1909. [2] Huntington foi eleito membro da Sociedade Americana de Antiquários em 1875. [3]

Obras 
O Quadrilátero Chicago-Lambeth teve sua gênese em um ensaio de 1870 de Huntington. Em The Church Idea, um ensaio para o objetivo de Unity Huntington era estabelecer “uma base sobre a qual a bênção de Deus possa ser feita para a reunião em casa”, ou seja, com as igrejas católica e ortodoxa romana . O Quadrilátero é uma articulação de quatro pontos da identidade anglicana , frequentemente citada como encapsulando os fundamentos da doutrina da Comunhão e como ponto de referência para discussões ecumênicas com outras denominações cristãs.

Os quatro pontos são:
1. As Escrituras Sagradas, como contendo todas as coisas necessárias para a salvação;
2. Os credos (especificamente, os credos dos apóstolos e dos nicenos ), como a declaração suficiente da fé cristã;
3. Os sacramentos dominicais do batismo e da sagrada comunhão ;
4. O episcopado histórico , adaptado localmente. [4]
O Quadrilátero teve um impacto significativo na identidade anglicana desde a sua passagem pela Conferência de Lambeth. [4] A resolução chegou em um momento de rápida expansão da Comunhão Anglicana, principalmente nos territórios do Império Britânico . Como tal, forneceu uma base para um ethos compartilhado, que se tornou cada vez mais importante à medida que as igrejas coloniais influenciadas pela cultura e valores britânicos evoluíram para as nacionais influenciadas pelas normas locais.

Huntington também escreveu:
• Imortalidade condicional (1878)
• O livro em anexo: seus críticos e perspectivas (1886)
• Breve história do Livro de Oração Comum (1893)
• Uma Igreja Nacional (1898)
• Sonetos e um sonho . Jamaica, Queensborough, Nova York: The Marion Press, 1899.
• Um Bom Pastor e Outros Sermões (1906)

Veneração
Huntington é homenageado com um dia de festa no calendário litúrgico da Igreja Episcopal (EUA) em 27 de julho.

Referências 
1. ^ Armentrout, Don S. & Robert Boak Slocum (eds.) (2000) Um dicionário episcopal da igreja , Nova York: Church Publishing Incorporated, p. 256
2. ^ Armentrout, Don S. & Robert Boak Slocum (eds.) (2000) Um dicionário episcopal da igreja , Nova York: Church Publishing Incorporated, p. 257
3. ^ Diretório americano dos membros da sociedade do Antiquarian
4. ^ Ir para:um b Sydnor, William (1980). Olhando para a Igreja Episcopal. EUA: Morehouse Publishing. p. 80

Fonte: Wiki
Este artigo incorpora texto de uma publicação agora de domínio público : Gilman, DC ; Peck, HT; Colby, FM, eds. (1905). Nova Enciclopédia Internacional (1ª ed.). Nova York: Dodd, Mead. Em falta ou vazio |title=( ajuda )

20 de julho – Bartolomeu delas Casas

jul 19 2020

Fonte: Wikipedia

Bartolomeu de las Casas (Sevilha, 1474 ou 1484 — Madrid, 17 de julho de 1566) foi um frade dominicano espanhol, cronista, teólogo, bispo de Chiapas (México) e grande defensor dos índios. É considerado o primeiro sacerdote ordenado na América.

Conhecido em português como Frei Bartolomeu de las Casas (em espanhol: Fray Bartolomé de las Casas) era filho de um modesto comerciante de Tarifa, na Andaluzia. Participou da segunda viagem de Cristóvão Colombo. Havia feito estudos de latim e de humanidades em Salamanca. Partiu para a ilha de Hispaniola ou La Española na expedição de Nicolás de Ovando, em 1502 ou 1503, chegando em 15 de abril. Como a maioria, Bartolomeu estava motivado pelo espírito aventureiro e explorador de riquezas, logo se adaptando ao estilo de vida dos colonizadores. No início, aceitou o ponto de vista convencional quanto à exploração da mão de obra indígena e também participou dos ataques contra as tribos e a escravização dos nativos em plantações.

Viajou depois a Roma, onde terminou os estudos e se ordenou sacerdote em 1507. Isabel de Castela, a rainha a quem o papa dera licença para se intitular “A Católica”, considerava a evangelização dos índios uma importante justificativa para a expansão colonial e, como tal, insistia para que sacerdotes estivessem entre os primeiros a se fixarem na América.

Em 1510, Bartolomeu de Las Casas retornou à ilha Espanhola, agora como missionário. Conseguiu um repartimiento ou encomienda de índios, dedicando-se assim ao trabalho pastoral. Os dominicanos contrários à encomienda, dados os abusos cometidos contra os índios, não mudaram sua opinião, mas frei Bartolomé defendia a instituição. Transferiu-se para Cuba com Pánfilo de Narváez e, ali, foi capelão militar. Recebeu outra vez um repartimiento onde se ocupava em mandar seus índios às minas, tirar ouro, e fazer sementeiras, aproveitando-se deles como podia.

20 de julho – Margarida de Antioquia

jul 19 2020

Margarida de Antioquia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Margarida de Antioquia (Antioquia da Pisídia),? – ?, 304 d.C.) também conhecida como Santa Margarida é uma santa cristã, virgem e mártir, inscrita no grupo dos Catorze santos auxiliares, cuja celebração litúrgica se situa, tal como na Igreja Anglicana, a 20 de julho. Na Igreja Ortodoxa é venerada como Marina de Antioquia, três dias antes, a 17 de julho. A sua veracidade histórica não está comprovada. De facto, o papa Gelásio I declarou-a como apócrifa em 494, mas a devoção Ocidental a esta personagem foi reavivada com as Cruzadas. A sua reputação incluía indulgências muito poderosas para todos quanto escrevessem ou lessem a sua vida, ou invocassem a sua intercessão. Não há dúvidas que isto contribuiu decisivamente para o alastramento do seu culto.

Biografia

Segundo a Legenda Áurea, Margarida (ou Marina) nasceu em Antioquia da Pisídia e era filha de um sacerdote pagão chamado Aedesius. Renegada pelo pai por causa da sua fé, foi viver com uma mãe adoptiva na Ásia Menor, actual Turquia, acabando a guardar ovelhas. Olybrus, o governador, fascinado com a beleza da jovem, propôs-lhe casamento, em troca da sua renúncia ao cristianismo. Não ocultando que era cristã, o governador decidiu então entregá-la aos cuidados de uma mulher nobre. Detinha a esperança que esta a convenceria a renegar Cristo. Mas Margarida manteve-se firme e negou-se a oferecer um sacrifício aos ídolos. Encarcerada por não aceder aos pedidos do prefeito, submeteram-na então às mais terríveis torturas, entre as quais se contam o açoitamento com varas, o cortar do seu corpo com tridentes, o cravar de cravos e a sua laceração por meio de um gancho. Contam-se então alguns episódios; Um relata que, sobrevivendo milagrosamente, conseguiu, mediante o sinal da cruz, expulsar de si mesma um demónio da sua garganta. Noutro momento, diz-se que, engolida por Satanás (que assumira a forma de um dragão), ela rasgou a pele do mesmo com um crucifixo que possuía, saindo então, de dentro do animal. Ora, curiosamente, num momento atípico de cepticismo, a própria Legenda Aurea descreve este último incidente como “apócrifo e que não deve ser levado a sério.” (trans. Ryan, 1.369) Seja isto verdade ou não, Margarida é então condenada à morte no ano de 304.

A sua lenda, descrita pelos cruzados diz que morreu decapitada, sem precisar se teria perdido a sua virgindade, mas permaneceu no imaginário popular como modelo de virgem consagrada.

As suas relíquias encontravam-se em Constantinopla até à tomada da cidade pelos cruzados no ano de 1204. O braço de Santa Margarida encontra-se no monte Atos no Mosteiro de Vatopedi. A Igreja Ortodoxa conhece Margarida como Santa Marina, e celebra-a no dia 17 de julho. Não confundir com Marina de Bitínia, também venerada como Santa Marina, por outras igrejas.

Tem sido, de igual modo, identificada com Santa Pelagia – sendo “Marina” o equivalente latino ao nome grego “Pelagia” – a qual, segundo a lenda, também se chamava Margarida. Não possuímos documentos históricos que distingam uma da outra. A “Marina” grega é natural de Antioquia, na Síria (em oposição a Antioquia da Pisídia). Todavia, no mundo ocidental perdeu-se a distinção entre os dois locais homónimos.

Sendo reconhecida como santa pela Igreja Católica, a sua festa litúrgica foi colocada no Martirológio Romano a 20 de julho. Do século XII ao século XX, ela fora incluída entre os santos celebrados onde quer que se celebrasse o rito romano.Porém, dado o carácter completamente fictício [juntamente com a falta de comprovação e veracidade] das suas histórias, a sua entrada foi removida do supracitado calendário. Margarida é ainda uma dos catorze santos auxiliares, e é um dos santos que teria falado com joana d´Arc

Margarida teria aparecido para Joana d’Arc, junto com Santa Catarina de Alexandria e São Miguel, para ajudarem Joana a salvar a França dos ingleses. Santa Barbara e Santa Catarina foram uma das 14 santos auxiliares, com a adição de Santa Doroteia elas formam o grupo das Virgens capitais, as importantes virgens.

Representações e atributos

É tida como padroeira da gravidez. O seu principal atributo é o dragão que leva preso ou que jaz a seus pés; por vezes é representada guardando o seu rebanho ou sustém uma cruz entre as mãos e um rosário de pérolas.

Macrina – freira – 379

jul 16 2020

Macrina, a Jovem (Cesareia, 324-379) foi uma religiosa católica. Filha de Basílio, o Velho e Emélia de Cesareia, e neta de Macrina, a Velha, seus irmãos também destacaram como religiosos formando uma família dinástica conhecida como os Padres capadócios. Tinha um casamento planejado com doze anos, mas o noivo morreu e desde então se dedicou à vida religiosa.
Vida e obras
Ela se tornou muito conhecida como uma mulher santa e instruiu muitas jovens na vida religiosa. Por isto ela é celebrada como uma das mais proeminentes freiras da Igreja Oriental. Ela teve uma profunda influência sobre seus irmãos com sua aderência ao ideal ascético. Seu irmão, São Gregório de Níssa, escreveu uma obra chamada “Vida de Macrina”[2] na qual ele descreve sua santidade por toda a vida.[3]

Em 379, Macrina morreu na propriedade da família na província romana de Ponto, que, com a ajuda de seu irmão caçula São Pedro de Sebaste, ela tinha convertido em um mosteiro e um convento. Gregório compôs ainda um “Diálogo sobre a Alma e a Ressurreição”[4] (peri psyches kai anastaseos), intitulado ta Makrinia[5] para comemorar Macrina.
Sua festa litúrgica é no dia 19 de julho.

Fonte: Wikipedia