Category: Santos de julho

6 de julho – Thomas Morus

jul 07 2015

62017_more_lgThomas Morus,
Thomas More,
São Thomas More

Nascimento: 7 de fevereiro de 1478 em Londres

Morte 6 de julho de 1535 (57 anos) em Londres

Canonização: 19 de maio de 1935, Roma por Papa Pio XI
Festa litúrgica: 22 de junho

Thomas More, Thomas Morus ou Tomás Moro nasceu em Londres, 7 de fevereiro de 1478 — Londres e faleceu em 6 de julho de 1535) foi homem de estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis, ocupou vários cargos públicos, e em especial, de 1529 a 1532, o cargo de “Lord Chancellor” (Chanceler do Reino – o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento.

Foi canonizado como mártir da Igreja Católica em 19 de maio de 1935 e sua festa litúrgica celebra-se em 22 de junho.

História
Thomas More chegou a se autodescrever como “de família honrada, sem ser célebre, e um tanto entendido em letras”. Era filho do juiz sir John More, investido cavaleiro por Eduardo IV, e de Agnes Graunger. Casou-se com Jane Colt em 1505, em primeiras núpcias, tendo tido como filhos: Margaret, Elizabeth, Cecily e John. Jane morreu em 1511 e Thomas More casou-se em segundas núpcias com lady Alice Middleton. More era homem de muito bom humor, caseiro e dedicado à família, muito próximo e amigo dos filhos. Dele se disse que era amigo de seus amigos, entre os quais se encontravam os mais destacados humanistas de seu tempo, como Erasmo de Rotterdam e Luis Vives.

Deu aos filhos uma educação excepcional e avançada para a época, não discriminando a educação dos filhos e das filhas. A todos indistintamente fez estudar latim, grego, lógica, astronomia, medicina, matemática e teologia. Sobre esta família escreveu Erasmo: “Verdadeiramente, é uma felicidade conviver com eles.”

Fez carreira como advogado respeitado, honrado e competente e exerceu por algum tempo a cátedra universitária. Em 1504, fazia parte da Câmara dos Comuns da qual foi eleito Speaker (ou presidente), tendo ganho fama de parlamentar combativo. Em 1510, foi nomeado Under-Sheriff de Londres, no ano seguinte juiz membro da Commission of Peace. Entrou para a corte de Henrique em 1520 foi várias vezes embaixador do rei e tornou-se cavaleiro (Knight) em 1521. Foi nomeado vice-tesoureiro e depois Chanceler do Ducado de Lancaster e, a seguir, Chanceler da Inglaterra.
Estudo para um retrato da família de Tomás Moro, por Hans Holbein, o jovem, c. 1527

A sua obra mais famosa é “Utopia” (1516) (em grego, utopos = “em lugar nenhum”) . Neste livro criou uma ilha-reino imaginária que alguns autores modernos viram como uma proposta idealizada de Estado e outros como sátira da Europa do século XVI. Um dos aspectos desta obra de More é que ela recorreu à alegoria (como no Diálogo do conforto, ostensivamente uma conversa entre tio e sobrinho) ou está altamente estilizada, ou ambos, o que lhe abre um largo campo interpretativo .

Como intelectual, ele foi inicialmente um humanista no sentido consensual do termo. Latinista, escreveu uma “História de Ricardo III” em texto bilíngüe latim-inglês, em que Shakespeare, mais tarde se basearia para escrever a peça de igual nome. Foi um grande amigo de Erasmo de Roterdão que lhe dedicou o seu “In Praise of Folly” (a palavra “folly” equivale à “moria” em grego).

Era um leitor das obras de Santo Agostinho e traduziu para o vernáculo “A Vida de Pico della Mirandolla”, obras que exerceram sobre ele grande influência. Escolheu John Colet, sacerdote, como diretor espiritual, que lhe estabeleceu um plano intenso de práticas pietistas.

De Morus teria dito Erasmo: “É um homem que vive com esmero a verdadeira piedade, sem a menor ponta de superstição. Tem horas fixas em que dirige a Deus suas orações, não com frases feitas, mas nascidas do mais profundo do coração. Quando conversa com os amigos sobre a vida futura, vê-se que fala com sinceridade e com as melhores esperanças. E assim é More também na Corte. Isto, para os que pensam que só há cristãos nos mosteiros.”

O divórcio de Henrique VIII
Thomas Wolsey, Arcebispo de York, não foi bem sucedido na sua tentativa de conseguir nem o divórcio, nem a anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão como pretendia Henrique VIII de Inglaterra e foi forçado a demitir-se em 1529. More foi nomeado chanceler em sua substituição, sendo evidente que Henrique ainda não se tinha apercebido da rectidão de caráter de More nesta matéria.

A sua chancelaria (1529-32) distinguiu-se pela perseguição aos ditos hereges (reformistas), sendo que dezenas foram torturados e queimados em praça pública por ordem de More, ação que não ocorria na Inglaterra havia oito anos[carece de fontes].

Sendo profundo conhecedor de teologia e do direito canónico e homem religioso – ao ponto de se mortificar por Deus – usava por baixo das roupas uma camisa de cilício [carece de fontes] – More via na anulação do sacramento do casamento uma matéria da jurisdição do papado, e a posição do Papa Clemente VII era claramente contra o divórcio em razão da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio. Contrário às Reformas Protestantes então já efetuadas e percebendo que na Inglaterra poderia acontecer o mesmo (devido às questões pessoais do soberano que conduziram à crise político-diplomática com Roma), More – apoiante das decisões da Santa Sé e arraigadamente católico – deixa seu cargo de Lord Chanceler do rei em 16 de maio de 1532, provocando desconfiança na Corte e em Henrique VIII particularmente.

A reação de Henrique VIII foi atribuir-se a si mesmo a liderança da Igreja em Inglaterra sendo o sacerdócio obrigado a um juramento ao abrigo do Acto de Supremacia que consagrava o soberano como chefe supremo da Igreja.

More escapara, entretanto, a uma tentativa de o implicar numa conspiração. Em 1534, o parlamento promulgou o “Decreto da Sucessão” (Succession Act), que incluía um juramento (1) reconhecendo a legitimidade de qualquer criança nascida do casamento de Henrique VIII com Ana Bolena, sua segunda esposa, e (2) repudiando “qualquer autoridade estrangeira, príncipe ou potentado”. Tal como no juramento de supremacia, este apenas foi exigido àqueles especificamente chamados a fazê-lo, por outras palavras, a todos os funcionários públicos e àqueles suspeitos de não apoiarem Henrique.
Martírio

More foi convocado, excepcionalmente, para fazer o juramento em 17 de abril de 1534, e, perante sua recusa, foi preso na Torre de Londres, juntamente com o Cardeal e Bispo de Rochester John Fisher, tendo ali escrito o “Dialogue of Comfort against Tribulation”. A sua decisão foi manter o silêncio sobre o assunto. Pressionado pelo rei e por amigos da corte, More decidiu não enumerar as razões pelas quais não prestaria o juramento.

Inconformado com o silêncio de More, o rei determinou o seu julgamento, sendo condenado à morte, e posteriormente executado em Tower Hill a 6 de julho. Nem no cárcere nem na hora da execução perdeu a serenidade e o bom humor e, diante das próprias dificuldades reagia com ironia.

Pela sentença o réu era condenado “a ser suspenso pelo pescoço” e cair em terra ainda vivo. Depois seria esquartejado e decapitado. Em atenção à importância do condenado o rei, “por clemência”, reduziu a pena a “simples decapitação”. Ao tomar conhecimento disto, Tomás comentou: “Não permita Deus que o rei tenha semelhantes clemências com os meus amigos.” No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que “morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro.”

A sua cabeça foi exposta na ponte de Londres durante um mês, foi posteriormente recolhida por sua filha, Margaret Roper. A execução de Thomas More na Torre de Londres, no dia 6 de julho de 1535 “antes das nove horas”, ordenada por Henrique VIII, foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra, consequência de uma atitude despótica e de vingança pessoal do rei. Ele está sepultando na Capela Real de São Pedro ad Vincula.1

Sua trágica morte – condenado a pena capital por se negar a reconhecer Henrique VIII de Inglaterra como cabeça da Igreja da Inglaterra, é considerada pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja e à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.

Devido à sua retidão e exemplo de vida cristã, foi reconhecido como mártir, declarado beato em 29 de dezembro de 1886 por decreto do Papa Leão XIII e canonizado, conjuntamente com São João Fisher em 19 de maio de 1935 pelo Papa Pio XI. O seu dia festivo é 22 de junho.

Deixou vários escritos de profunda espiritualidade e de defesa do magistério da Igreja. Em 1557, seu genro, William Roper, escreveu sua primeira biografia. Desde a sua beatificação e posterior canonização publicaram-se muitas outras.
Patrono dos políticos e dos governantes

Em 2000, São Thomas More foi declarado “Patrono dos Estadistas e Políticos” pelo Papa João Paulo II:

Obras de More (editadas em várias línguas)
The Workes of Sir Thomas More Knyght, sometyme Lorde Chauncellour of England, written by him in the Englysh tongue (“Trabalhos de sir Thomas More” escrito em inglês). Ed. William Rastell, London, 1557.Thomae Mori Opera Omnia Latina. Lovaina, 1565. Reimpresso em Frankfurt, 1963.Um homem para todas as horas (Correspondência de Tomás Moro). The Correspondence of Sir Thomas More. Princeton: Elizabeth F. Rogers Edit., 1947.Thomas More’s Prayer Book. Louis L. Martz & Richard S. Sylvester. New Haven, Connecticut, 1969. Diálogo da fortaleza contra a tribulação. A Agonia de Cristo. A Apologia. Um homem só (Cartas da torre). Os Novíssimos.  Réplica a Martinho Lutero. Diálogo contra as heresias. Súplica das Almas. Refutação da Resposta de Tyndale. Debelação de Salem e Bizancio.  Tratado sobre a Paixão de Cristo. Expositio Passionis. Tratado para receber o Corpo de Nosso Senhor. Piedosa Instrução. Orações. Epitáfio. Vida de Pico della Mirandola. História de Ricardo III.Utopia.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

6 de julho – João Huss

jul 07 2015

  joao hussJoão Huss

  Nascimento: 1369, Husinec, República Checa
  Falecimento: 6 de julho de 1415, Constança, Alemanha
  Obra: The Letters of John Hus
  Educação: Universidade Carolina de Praga (1936), Universidade Carolina de Praga    (1393)

 

Joao Hus (Husinec, 1369 — Constança, 6 de julho de 1415) foi um pensador e reformador religioso1 . Ele iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Os seus seguidores ficaram conhecidos como os hussitas. A Igreja Católica não perdoou tais rebeliões e ele foi excomungado em 1410. Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado vivo e morreu cantando um cântico [cântico de Davi” Jesus filho de Davi tem misericórdia de mim
Um precursor do movimento protestante (ver: Reforma Protestante). Pensador e reformador.A sua extensa obra escrita concedeu-lhe um importante papel na história literária checa. Também é responsável pela introdução do uso de acentos na língua checa por modo a fazer corresponder cada som a um símbolo único. Hoje em dia a sua estátua pode ser encontrada na praça central de Praga, a Praça da Cidade Velha, em checo Staromestské námestí.
Sua infância e estudos
Jan Hus, também conhecido em português como João Huss, o famoso reformador da Boémia, nasceu em Husinec (75 km s. s. w. de Praga) possivelmente dia 6 de julho de 1369, como acreditam,tendo sido queimado vivo em Constança dia 6 de julho de 1415. O nome Hus é a abreviação do seu lugar de nascimento, feita pelo próprio, em cerca de 1399; anteriormente era conhecido como Jan Husinecký, ou, em latim, Johannes de Hussinetz. Seus pais eram checos de poucas posses.
Teve de ganhar a vida cantando e prestando serviços na Igreja. Sentiu-se atraído pela profissão clerical não tanto por um impulso interior mas pela atração de uma vida tranquila como clérigo. Estudou em Praga, onde teria estado por volta dos anos 80. Foi grandemente influenciado por Stanislav ze Znojma, que mais tarde se tornaria seu amigo íntimo e finalmente um grande inimigo. Como estudante, Hus não mostrou grande distinção. Nos seus escritos usava frequentemente citações de John Wycliffe. Era uma personalidade de temperamento quente. Em 1393 ele fez o Bacharelado em Letras, em 1394 o Bacharelado em Teologia, e em 1396 O Mestrado. Em 1400 foi ordenado padre, em 1401 tornou-se reitor da faculdade de Filosofia, e no ano seguinte foi reitor da Universidade Carlos. Em 1402 foi nomeado também pregador na Igreja de Belém em Praga, onde pregava em língua checa.
Morreu em 6 de julho de 1415 aos 46 anos.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

11 de julho – Bento de Núrsia, Abade de Montecassino, 540

jun 28 2010

11dejulhobentodenursia11 de julho:
Bento de Núrsia,
Abade de Montecassino, 540

“Algo aconteceu no quinto século que modificou a vida de um jovem, Bento de Núrsia, na Úmbria (Itália). Já contava com 20 anos quando decidiu dirigir-se a Subíaco para viver como eremita e dedicar-se à oração. Sua reputação de Santidade fez com que fosse convidado a dirigir pequenas comunidades monásticas, mas sua rigidez e disciplina provocou rejeições.

Em 529, aos 49 anos de idade, mudou-se para Monte Cassino, onde estabeleceu uma grande família monástica e foi ali que redigiu sua famosa regra, que resumia e melhorava experiências anteriores, na procura de Deus, nas práticas da oração, e na luta espiritual.
Sua influência no Anglicanismo e no livro de Oração Comum é inegável, e espiritualidade anglicana muitas vezes passa a ser traduzida como espiritualidade beneditina tantas são as pontes de contato.
Desde o envio da parte de Gregório Magno de 40 monges beneditinos para Inglaterra em 596 para unificar o cristianismo lá existente sob a liderança de Agostinho que veio a se tornar o primeiro Arcebispo da Cantuária até o presente são inumeráveis as contribuição da família beneditina ao anglicanismo.
Essa mesma inquietação do jovem Bento é que inspirou um grupo de cristãos aqui no Brasil, desde 22 de junho de 1998, dentro da tradição anglicana, integrado por leigos e ministros ordenados, por meio de sua oblação pessoal e voluntária a comprometerem-se a seguir nas devidas proporções a Regra de São Bento e os próprios Estatutos, sob a guia de seu Prior e em comunhão fraterna com os demais a procurar tornar realidade em suas vidas o lema básico dos beneditinos do mundo inteiro: ORAÇÃO E TRABALHO.”
Fonte:www.trindade.org.
Em São Paulo, há um grupo de beneditinos, a Congregação dos Oblatos Anglicanos de São Bento, na Paróquia Anglicana de Santa Cruz.

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17 de julho – William White, Bispo da Pensilvânia, 1835

jun 27 2010

williamwhite17 de julho:
WILLIAM WHITE, 
BISPO DA  PENSILVÂNIA (17 JULHO 1836).

 Antes da revolução americana, não havia nenhum bispo nas colônias (em parte porque o governo britânico era relutante em dar autonomia às colônias, e em parte porque muitos dos colonos também eram contrários à presença de um bispo inglês. Após a revolução, o estabelecimento de um episcopado americano tornou-se imperativo. Samuel Seabury foi o primeiro americano a ser consagrado, em 1784 (em 14 de novembro) e em 1787 William White e Samuel Provoost foram eleitos bispos da Pensilvânia e de New York respectivamente. William White nasceu em Filadélfia em 1747 e  em 1770 na Inglaterra, foi ordenado ao diaconato e posteriormente ao presbiterado. Foi Assistente e depois, Reitor da Igreja de Cristo  e de São Pedro na Filadélfia. William White foi um grande colaborador da Constituição da Igreja Protestante  Episcopal nos Estados Unidos da América. Por sua sugestão, o sistema do governo da Igreja foi estabelecido mais ou mais menos como nós o temos hoje. (A exemplo, só um bispo só pode ordenar um diácono ou um presbítero, e somente os bispos (normalmente pelo menos três) podem consagrar um bispo;  Quando um bispo morre ou se aposenta, um novo bispo é eleito através de uma convenção em sua diocese, composta de clérigos e delegados leigos por votos em separado, vencendo a maioria em cada uma das alas, havendo ainda a necessidade de uma confirmação posterior, etc etc; os negócios a nível nacional são conduzidos pelo presidente geral da Convenção, que se encontra a cada três anos, etc etc).  William White foi o bispo presidente da PECUSA em sua primeira Convenção em 1789, e outra vez de 1795 até sua morte em 17 julho 1836.

Por James Kiefer, livre tradução e interpretação do Revdo. JBS, jul2006

22 DE JULHO – MARIA MADALENA

jun 26 2010
MaryMagdaleneTomb

Maria Madalena no Túmulo.  Fonte: ctaviobotelho.blogspot.com.br

(TEXTO PARA PENSAR SOBRE O ASSUNTO)

(Publicado no Jornal de Opinião, 6 a 12/05/2002)

Frei Jacir de Freitas Faria

Quem era, de fato, Maria Madalena? A ligação errônea das passagens evangélicas que falam dela levou a identificá-la com a pecadora (prostituta?) que ungiu os pés de Jesus (Lc 7,36-50). E esse erro, infelizmente, virou verdade de fé. O inconsciente coletivo guardou na memória a figura de Maria Madalena como mito de pecadora redimida. Fato considerado normal nas sociedades patriarcais antigas. A mulher era identificada com o sexo e ocasião de pecado por excelência. Daí não ser nenhuma novidade a pecadora de Lucas ser prostituta e a prostituta ser Maria Madalena. Lc 8,2 cita nominalmente Maria Madalena e diz que dela “haviam saído sete demônios”. Ter demônios, segundo o pensamento judaico, é o mesmo que ser acometido de uma doença grave. No cristianismo, o demônio foi associado ao pecado. No caso da mulher, o pecado era sempre o sexual. Nesse sentido, a confusão parece lógica. Mas não o é, se levarmos em consideração o valor da liderança exercida por Maria Madalena entre os primeiros cristãos, bem como a predileção de Jesus por ela. Entre os discípulos judeus, considerar Maria Madalena como prostituta significava também subestimar o valor da mulher enquanto liderança. Os padres da Igreja seguiram essa linha de pensamento.

Num fragmento apócrifo encontramos os nomes das nove mulheres que vão ao sepulcro, na manhã de domingo. Salomé é chamada de a sedutora. Uma mulher é chamada de a pecadora, da qual Jesus tinha dito: “Teus pecados te são perdoados”. De Maria Madalena não se diz nada, o que nos mostra que Maria Madalena não é vista como prostituta pelas primeiras comunidades.

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