Category: Santos mês 7

22 DE JULHO – MARIA MADALENA

jun 26 2010
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Maria Madalena no Túmulo.  Fonte: ctaviobotelho.blogspot.com.br

(TEXTO PARA PENSAR SOBRE O ASSUNTO)

(Publicado no Jornal de Opinião, 6 a 12/05/2002)

Frei Jacir de Freitas Faria

Quem era, de fato, Maria Madalena? A ligação errônea das passagens evangélicas que falam dela levou a identificá-la com a pecadora (prostituta?) que ungiu os pés de Jesus (Lc 7,36-50). E esse erro, infelizmente, virou verdade de fé. O inconsciente coletivo guardou na memória a figura de Maria Madalena como mito de pecadora redimida. Fato considerado normal nas sociedades patriarcais antigas. A mulher era identificada com o sexo e ocasião de pecado por excelência. Daí não ser nenhuma novidade a pecadora de Lucas ser prostituta e a prostituta ser Maria Madalena. Lc 8,2 cita nominalmente Maria Madalena e diz que dela “haviam saído sete demônios”. Ter demônios, segundo o pensamento judaico, é o mesmo que ser acometido de uma doença grave. No cristianismo, o demônio foi associado ao pecado. No caso da mulher, o pecado era sempre o sexual. Nesse sentido, a confusão parece lógica. Mas não o é, se levarmos em consideração o valor da liderança exercida por Maria Madalena entre os primeiros cristãos, bem como a predileção de Jesus por ela. Entre os discípulos judeus, considerar Maria Madalena como prostituta significava também subestimar o valor da mulher enquanto liderança. Os padres da Igreja seguiram essa linha de pensamento.

Num fragmento apócrifo encontramos os nomes das nove mulheres que vão ao sepulcro, na manhã de domingo. Salomé é chamada de a sedutora. Uma mulher é chamada de a pecadora, da qual Jesus tinha dito: “Teus pecados te são perdoados”. De Maria Madalena não se diz nada, o que nos mostra que Maria Madalena não é vista como prostituta pelas primeiras comunidades.

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24 de julho – Thomas a Kempis

jun 24 2010

24dejulhothomasakempis24 de julho:
Thomas Haemerken [latinizado Malleolus] ou
Tomás de Kempis (1379 – 1471)

Agostiniano germânico nascido na localidade alemã de Kempten, na Diocese de Cologna, próximo a Düsseldorf, na Renânia, autor do livro devocional De imitatione Christi (Imitação de Cristo), tido como a mais importante obra da literatura cristã, depois da Bíblia. Filho de um artesão e de uma professora, John e Gertrudes Haemerken, seguiu seu irmão mais velho John Haemerken, e foi estudar em Deventer (1392), na Holanda, centro religioso e sede da Irmandade da Vida Comum, comunidade dedicada ao cuidado e educação dos pobres. Estudou sob a orientação de Florentius Radewyns, agostiniano e fundador da Congregação de Windesheim. Depois de completar as Humanidades em Deventer (1399), por recomendação de seu superior, Florêncio Radewyn, procurou admissão entre os Cônegos Regulares de Windesheim no Monte S. Agnes, perto de Zwolle, mosteiro do qual seu irmão John era o prior. Ingressou no mosteiro de Agnietenberg, no qual permaneceria por mais de setenta anos e recebeu o hábito de noviço (1406). Ordenou-se (1413), passando a dedicar sua vida à cópia de manuscritos e ao ensino de noviços.

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25 de julho – SÃO TIAGO, APÓSTOLO (o Maior)

jun 23 2010

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25 de julho:
SÃO TIAGO, APÓSTOLO, o Maior (~ 5 a. C. – 44)

Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Aportuguesado para Santiago, significando a junção dos termos São + Tiago, também é conhecido como o Apóstolo Ambicioso. Também pescador e filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,37), a transfiguração (Mc 9,2-13) e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani (Mc 14,32). De acordo com Isidoro de Sevilha, em De vita et obitu Sanctorum (71, Vida e morte dos Santos), após a ascensão de Jesus, teria evangelizado a Espanha, tornando-se seu primeiro evangelizador e depois seu patrono.

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29 de julho – Marta e Maria de Betânia

jun 22 2010
marta e maria

Fonte:pitacosdamae.blogspot.com

29 de julho:
Marta e Maria de Betânia

Maria, irmã de Marta ou Maria de Betânia, a única referência sinóptica acha-se em Lucas 10:38-42 – e pelo que aí se lê parece que Marta era a dona da casa numa certa povoação. A sua irmã, Maria, tendo segundo parece, a sua parte nas hospitaleiras preparações, ficava assentada aos pés do Jesus Cristo a ouvir-lhe os ensinamentos deixando Marta sobrecarregada com o trabalho. Marta queixa-se, então, e Jesus lhe responde ternamente. É o quarto evangelho que nos diz viverem estas mulheres em Betânia, relacionando Lázaro com elas, e nos mostra que esses três membros da casa eram estimados amigos de Jesus. As partes desempenhadas por Marta e Maria, no facto da morte e ressurreição de Lázaro (João 11:1-46), estão em notável concordância com o que delas afirma Lucas no Cap. 10.

Maria de Betânia, irmã de Marta, que ungiu com óleo os pés de Jesus 6 dias antes da Páscoa de 33 d.C.. (João 12:3) João também atribui a esta Maria o acto narrado por Mateus (Cap. 26) e Marcos (Cap. 14). Ele, segundo alguns autores, procura descrever o acto como um impulso de gratidão pela volta de Lázaro a sua casa. (João 11:2 a 12:1,2)

Notas:

(1) Betânia ou Bethânia era originalmente uma aldeia em Israel antiga, localizada próximo de Jerusalém. É mencionada diversas vezes (doze, mais exactamente) na Bíblia, como tendo sido visitada por Jesus Cristo. Deu origem a nomes de diversas localidades em todo o mundo, de acordo com as variantes em cada idioma, por exemplo, Bethany [1] em inglês. Originou igualmente o nome feminino Betânia, pois era onde morava a irmã de Lázaro, Maria de Betânia.

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30 de julho – William Wilberforce, 1833

jun 21 2010

williamwilberforce30 de julho:
William Wilberforce (1759–1833)

“Deus pôs diante de mim dois grandes objetivos: a abolição da escravatura e a reforma dos costumes”.

“Todos vós sois um em Cristo Jesus”

No século 18, a Inglaterra detinha o monopólio do comércio de escravos negros. Os meios de transporte eram os mais cruéis imagináveis. Boa parte da população inglesa tirava proveito desse comércio, e o povo, de maneira geral, aceitava a escravidão. Havia aqueles que enriqueciam e, por isso, defendiam com veemência o escravagismo. Mas Deus graciosamente ergueu uma geração de políticos cristãos para lutar contra o que William Carey chamou de “maldito comércio de escravos”.

Preciosa graça

É surpreendente que nenhum grande reformador da história ocidental seja tão pouco conhecido como William Wilberforce. Ele nasceu numa família nobre da Inglaterra, na cidade portuária de Hull, em Yorkshire, em 24 de agosto de 1759. Naquela época, como hoje, a aristocracia vivia em meio a contradições: nela se encontravam alguns dos grandes benfeitores da nação e alguns de seus maiores corruptores. Wilberforce era fruto dessas ambigüidades.

Após estudar em uma escola em Pocklington, foi aceito em 1776 no St. John’s College, na Universidade de Cambridge, onde decidiu dedicar-se à carreira política, tendo sido eleito representante de seu povoado aos 21 anos de idade. Além de repartir o dinheiro que possuía, mandou fazer um grande churrasco para todo o vilarejo, o que lhe valeu um bom número de votantes. Aos 24 anos, já era um político famoso por sua eloqüência e acabou por ser eleito representante de Yorkshire, o maior e mais importante condado da Inglaterra, chegando a Londres cheio de popularidade.

Em 1784, ainda aos 24 anos de idade, partiu para uma viagem a Nice, na França, que traria grande transformação em seu caráter. Levou consigo a mãe, Elizabeth, a irmã Sally, uma amiga dela e Isaac Milner, seu antigo professor primário, e que veio a se tornar presidente do Queen’s College, na Universidade de Cambridge.

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