Category: Santos mês 6

Jaci Correa Maraschin

jul 08 2019

Jaci Correa Maraschin 1930-2009
HPD nº 307354404406442

Professor, mestre, poeta, músico e pastor da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), nascido (1930 ou 1929?) em Bagé, RS, faleceu 29 de junho de 2009 em São Paulo. – Líder da juventude em sua paróquia natal, a Matriz do Crucificado, Maraschin ingressou no Seminário Teológico da Igreja Episcopal do Brasil em 1951. Dois anos depois (em 1953) graduou-se Bacharel em Teologia. No mesmo ano foi ordenado diácono da Igreja da Ascensão, em Porto Alegre. Viajou aos EUA para fazer pós-graduação no Seminário Geral de Nova Iorque, sendo graduado como Mestre em Teologia (em 1956). Em 1959, assumiu como mestre, o magistério no Seminário Teológico em Porto Alegre. Fez graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (em 1963), e em 1964 viajou a Estrasburgo, onde (em 1966) doutorou-se em Ciências da Religião. Na Universidade Metodista de São Paulo ministrou: Hermenêutica, Estética, Liturgia, Ecumenismo e temas de Teologia.

Maraschin participou de vários fóruns nacionais e internacionais de âmbito denominacional e ecumênico. Foi um dos fundadores da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) e eleito, em 1976, para a Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Parte de sua vida e ministério foi dedicada à causa da Unidade dos Cristãos, trabalhando em várias comissões que promovem o diálogo ecumênico. Foi membro atuante, durante vários anos, da Comissão Teológica do CONIC, assim como das Comissões nacional e internacional do diálogo anglicano-católico romano, entre outras. – Jaci Maraschin foi um homem que viveu fielmente a sua vocação, sendo exemplo de promoção da Paz, da Dignidade humana, da inclusividade, da quebra de paradigmas e da busca da Unidade da Igreja.

No campo litúrgico, a Igreja cristã no Brasil e no mundo, foi enriquecida com inúmeras liturgias e músicas de sua autoria. Maraschin deixou como herança composições cantadas hoje em congregações anglicanas e de igrejas engajadas no movimento ecumênico.

Jaci era casado com Ana Dulce. O casal teve duas filhas: Ana Isabela e Rosa Maria.

No hinário HPD, Volume II, se encontram da autoria de Jaci C.Maraschin:
Nº 307 Magnificat (L+M), Ela era pobre e silenciosa e até sofrida
Nº 354 Glória (L+M), Glória te seja dada, ó Senhor.
Nº 404 A Ceia do Senhor (L+M), Partilhar o pão, distribuir o vinho
Nº 406 Comunhão (L+M), Na Ceia do Senhor celebramos a esperança
Nº 442 A canção do Senhor (L+M), Como vamos cantar este canto imprevisto

Fontes: Jornal O CAMINHO de agosto de 2009
Hinos do Povo de Deus 2 Arranjos completos para Coros de Trombones, Blumenau, 2009 , pág.256 http://www.conic.org.br/index.php?system=news&news_

 

Canções de Jaci Maraschin em CD. – Com o título Dança Jubilosa, Canções de Jaci Maraschin, acaba de aparecer mais este CD do grupo Gente de Casa, produzido por Flávio Irala. As letras e partituras já foram publicadas no livro, O novo canto da terra. A edição deste CD teve o apoio financeiro da paróquia anglicana de São Lucas, de Londrina, Paraná, da diocese anglicana do Paraná, do Centro de Estudos Anglicanos (CEA) e do CLAI Brasil. Entre as canções gravadas agora, já são bem conhecidas ‘Lavapés, A canção do cativeiro, Insistência, Jesus Cristo, vida do mundo e A oferenda dos sentidos. Esses cânticos refletem o clima dos anos 70 e 80 quando a Teologia da Libertação exercia forte influência tanto na liturgia como nas expressões artísticas cristãs. A gravação foi feita por Não obstante produções musicais de Londrina, Paraná. O CD será lançado aqui em São Paulo e em diversas cidades do Brasil a partir de maio.
Fonte: http://www.metodista.br/posreligiao/noticias/cancoes-de-jaci-maraschin-em-cd/

 

A Paróquia da Santíssima Trindade (São Paulo, SP) hospedou durante toda a quinta-feira (23.04.2010) o Encontro da Comissão Nacional de Liturgia. A Comissão é eleita sempre nos Sínodos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) quase sempre a cada três anos. – Estiveram presentes o presidente da Comissão o Bispo Primaz Dom Maurício Andrade, a Reverenda Carmen Etel (Diocese de Curitiba), o Reverendíssimo Deão Flávio Irala (Diocese de Curitiba) e o Reverendo Arthur Cavalcante (Diocese de São Paulo). – A reunião representou o terceiro encontro da Comissão para executar suas funções sinodais. Nos dois primeiros encontros, integrantes da Comissão, estiveram reunidos com o Professor Dr. Jaci Maraschin para a reforma do Hinário Episcopal e preparação do livro de Liturgias para a Quaresma, Semana Santa e Páscoa. Essa foi a primeira reunião da Comissão após o falecimento do Doutor Maraschin (2009).
Fonte: http://www.trindade.org/drupal/node/782

22 de junho – Thomas More

maio 29 2019

THOMAS MORE, 22 de Junho, Ordem Terceira

PROTETOR DOS ADVOGADOS E ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS (1535)

    Thomas More era um advogado cujos serviços, embora constantemente em demanda, sempre eram temperados com frequentar a Eucaristia diária e outras práticas piedosas. Ao redor 1498, ele se tornou membro da Ordem Terceira. Como pai, ele zelava para que seus filhos crescessem em uma atmosfera cristã. Começando em 1518, Thomas foi Chanceler de Henrique VIII durante onze anos, e era conhecido e respeitado por toda Europa. Quando Henrique procurava o divórcio, casamento pela segunda vez com Anna Bolena e a designação Parlamentar de Chefe da Igreja da Inglaterra no Ato de Supremacia, Thomas renunciou. Incapaz de jurar pelo Ato, Thomas foi preso na Torre durante quinze meses e então decapitado depois de ser condenado por evidência de perjúrio.

Coleta: Deus de amor que deste a teu servo Thomas More uma bondade de espírito e firmeza de fé: fortalece-nos em segurar a tua verdade para que ao final, possamos sempre viver e amar juntos com todos teus santos no céu; por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

19 de junho – Matt Talbot – 3ª Ordem

maio 29 2019

MATT TALBOT (1925) 19 de Junho 3ª Ordem

      Nascido em Dublin, Matt Talbot começou a beber em excesso quando adolescente e, durante quinze anos, foi alcoólatra muito ativo. Um dia, ele decidiu fazer “a promessa dos Alcoólicos Anônimos” durante três meses, fazendo uma confissão geral e começando a assistir à Eucaristia diária. Os seus primeiros sete anos depois de fazer a promessa foram extremamente difíceis, mas ele começou a orar tão intensamente quanto tinha bebido antigamente. Ele reembolsou todos aqueles a quem tinha pedido dinheiro emprestado ou roubado. Em grande parte de sua vida, trabalhou como operário de construção e se uniu à Ordem Terceira, iniciando uma vida de severa penitência. Em 1923, sua saúde faltou, e foi forçado a deixar o trabalho. Ele morreu a caminho da  igreja no Domingo da Trindade.

Coleta: Deus Todo-poderoso, concede-nos, com o bem-aventurado Matt Talbot, chegar à perfeição da humildade menosprezando o mundo, mas amando a todas as pessoas; menosprezando nossos pecados, mas aceitando teu perdão. Pedimos-te isto em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

30 de junho – Jaci Correia Maraschin, 2009

maio 29 2019

Jaci Correia Maraschin: sacerdote, poeta e teólogo. 1929-2009

“A IEAB amanheceu hoje mais empobrecida pelo passamento de um dos seus mais ilustres filhos.
Maraschin, ou Jaci – como alguns o chamavam – fez história nesta parte da Igreja de Deus. Desde a campanha gaúcha, onde nasceu na cidade de Bagé, Maraschin trilhou o caminho do mundo. Desde cedo revelou sua habilidade para a poesia e a música.

 
Foi um destacado líder da juventude em sua paróquia natal, a Matriz do Crucificado. Durante anos foi diretor responsável da revista Flâmula, um periódico mensal da juventude da IEAB, sendo um dos seus mais dedicados líderes. Em 1951 ingressou no Seminário e em 1953 foi ordenado diácono na Igreja da Ascensão, em Porto Alegre. Sua primeira comunidade como reverendo foi a de coadjutor na Paróquia da Redenção em São Gabriel onde realizou um belo trabalho de renovação espiritual e litúrgica. Após sua ordenação presbiteral, no ano seguinte, foi para os Estados Unidos para fazer pós-graduação no Seminário Geral de Nova York. A convivência com a Igreja dos Estados Unidos transformou Maraschin num dos mais ardentes defensores de uma espiritualidade comprometida com a reflexão profunda, com a relação entre fé e cultura e com a dimensão católica da espiritualidade anglicana.

Ao regressar ao Brasil, em 1956, recebeu a incumbência de coordenar a Educação Cristã. Desenvolveu um amplo trabalho de atualização da educação religiosa na Igreja, buscando construir um processo de formação que levasse em conta a diversidade e riquesa cultural brasileira. A ênfase numa espiritualidade não divorciada da realidade e na compreensão de que a Paróquia devia ser um amplo laboratório de uma fé comprometida. Paralelamente a esse trabalho, Marachin mantinha as funções de Secretário Executivo da Juventude e diretor da revista Flâmula.

 
Em 1959 tornou-se professor do Seminário Teológico em Porto Alegre. Em 1964 viajou a Estrasburgo para fazer o doutorado em Ciências da Religião, onde obteve a mais alta recomendação acadêmica – Magna Cum Laude – com sua tese acerca de Fraderick Deninson Maurice. Foi o primeiro episcopal brasileiro a receber tal distinção acadêmica na Europa. De volta ao Brasil, continuou sua docência no Seminário Teológico e passou a representar a Igreja do Brasil em fóruns nacionais e internacionais de âmbito denominacional e ecumênico. Foi um dos fundadores da ASTE – Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, tornando-se mais tarde seu Secretário Executivo por muito anos.
 
Em 1976 foi eleito para compor a Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas onde atuou ao lado de renomados teólogos do mundo inteiro. Foi escolhido pelo Arcebispo de Cantuária para compor a Comissão Internacional Anglicana de Teologia, criada em 1981 na qual participou da produção de vários documentos de orientação teológica para a Comunhão Anglicana. Foi escolhido para representar o Brasil no Conselho Consultivo Anglicano em 1990 e assessorou este mesmo Conselho na produção de diretrizes para as Provincias da Comunhão. Foi designado pelo Arcebispo de Cantuária para compor a Comissão Internacional Anglicano-Católico Romana na qual ajudou a construir o famoso documento Dom da Autoridade, assinado pelas duas Igrejas.
 
Toda a Igreja é testemunha de sua rica rica contribuição à liturgia e à música. Afeito à Arte e amante do clássico ao moderno, Maraschin tem sua marca em muitas da músicas cantadas hoje no dia a dia de nossas paróquias. E não somente na IEAB. Sua contribuição atravessou fronteiras denominacionais e são hoje um patrimônio ecumênico. Ultimamente, por designação do bispo Primaz, estava coordenando o processo de revisão do Hinário da IEAB e de sua Liturgia.

O legado que nosso irmão deixa é imensurável. Praticamente a liderança toda da IEAB hoje recebeu sua influência teológica. Seu compormisso com uma Igreja inclusiva e aberta á razão e à intuição influenciou gerações. No dizer de um dos bispos de nossa Igreja, Maraschin reuniu harmonicamente as marcas de sacerdote, poeta e teólogo. No dizer de uma de suas filhas, Ana Isabela, ele chega a ser um ícone, uma imagem que não sai da mente. Mas o que diria o próprio Maraschin sobre si mesmo? Um amante da liberdade. Segundo ele, “a vida só é vida enquanto dura a liberdade”!

Viva a liberdade Maraschin. E viva-a intensamente agora que estás na presença de Deus. Que andes nos rastros do sagrado, como tu mesmo dissestes:”Liberdade é andar nos rastros do sagrado sem se preocupar com intencionalidades ou explicações”

Para além de tudo isso e com muito amor, ele foi um esposo e um pai exemplar e deixa saudades a Ana Dulce, sua esposa e às filhas Ana Isabela e Rosa Maria. A elas, o nosso agradecimento por ter partilhado esse irmão com a Igreja, mesmo as vezes à custa de ausências familiares. Aliás, as mulheres anglicanas do Brasil sempre tiveram nele um ardoroso defensor da ordenação feminina e do protagonismo de todas as mulheres ainda nos tempos em que esse debate atraia posições apaixonadas.

 
A título de sugestão e em memória de nosso irmão, pedimos às Paróquias e Missões da IEAB que utilizem em seus ofícios no próximo domingo uma música das muitas que ele compôs para a nossa elevação espiritual”.

Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

Secretário Geral da IEAB 

27 de junho – Cirilo

maio 29 2019
São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja
27-06

Cirilo nasceu em 370. De 412 a 444, ano de sua morte, teve nas mãos, com toda a firmeza, as rédeas da Igreja do Egito, empenhando-se, ao mesmo tempo, numa das épocas mais difíceis da história da Igreja do Oriente, na luta pela ortodoxia, em nome do papa são Celestino. Nesta firmeza no serviço da doutrina e na coragem demonstrada na defesa da verdade católica está a santidade do batalhador bispo de Alexandria, embora tardiamente reconhecida, ao menos no Ocidente. De fato, somente no pontificado de Leão XIII o seu culto foi estendido a toda a Igreja latina e lhe foi atribuído o título de doutor.

Pela defesa da ortodoxia, contra o erro de Nestório, bispo de Constantinopla, arriscou ser mandado ao exílio e por alguns meses experimentou a humilhação do cárcere: “Nós — escreveu —, pela fé em Cristo, estamos prontos a sofrer tudo: algemas, cárcere, todos os incômodos da vida e a própria morte”. No concílio de Éfeso, no qual Cirilo foi um dos protagonistas, foi derrotado seu adversário Nestório, que fizera verdadeira tempestade na Igreja, pondo em discussão a maternidade divina de Maria.

Título de glória para o bispo de Alexandria foi o ter elaborado nesta ocasião uma autêntica e límpida teologia da Encarnação. “O Emanuel tem certamente duas naturezas: a divina e a humana. Todavia, o Senhor Jesus é um só, único e verdadeiro filho natural de Deus, ao mesmo tempo Deus e homem, não um homem deificado, semelhante aos que pela graça se tornaram partícipes da natureza divina, mas Deus verdadeiro que para a nossa salvação apareceu na forma humana”. Tem particular interesse a quarta homilia, pronunciada durante o Concílio de Éfeso, o célebre Sermão em louvor à Mãe de Deus. Neste importante exemplo de pregação mariana, que inicia rico florescimento de literatura em louvor da Virgem, Cirilo celebra as grandezas divinas da missão de Nossa Senhora, que é verdadeira Mãe de Deus, pela parte que teve na concepção e no parto da humanidade do Verbo feito carne.

Controversista de categoria, Cirilo transbordou os rios da sua fecunda oratória. Teólogo de olhar penetrante, foi ao mesmo tempo pastor vigilante das almas. De fato, ao lado dos tratados estritamente doutrinais, temos dele 156 homilias sobre são Lucas, de caráter pastoral e prático, e as mais conhecidas Cartas pastorais, expressas em 29 homilias pascais.

Extraído do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.