Category: Santos mês 6

4 de junho – S. João XXIII

maio 29 2019

São João XXIII, o Papa Bom. 
261° Papa da Igreja Católica
Ordem Ordem Franciscana Secular
Diocese Diocese de Roma
Eleição: 28 de outubro de 1958
Entronização: 4 de novembro de 1958
Fim do pontificado: 3 de junho de 1963 (4 anos)
Predecessor: Venerável Pio XII
Sucessor: São Paulo VI
Ordenação presbiteral: 10 de agosto de 1904 em Roma, Itália por Dom Giuseppe Ceppetelli
Nomeação episcopal em 3 de março de 1925; Ordenação episcopal em 19 de março de 1925 em Roma, Itália
                    por Dom Giovanni Cardeal Tacci Porcelli
Beatificação: 3 de setembro de 2000 na Praça de São Pedro pelo Papa João Paulo II
Canonização: 27 de abril de 2014 na Praça de São Pedro pelo  Papa Francisco
Veneração: pela Igreja Católica e pela Comunhão Anglicana
Festa litúrgica: 11 de outubro (Catolicismo) e 4 de junho (Anglicanismo)
Nascimento: 25 de novembro de 1881 em Sotto il Monte, Itália
Morte:  3 de junho de 1963 (81 anos) no Vaticano, Roma
Nome de nascimento: Angelo Giuseppe Roncalli
Progenitora: Marianna Giulia Mazzolla (1854-1939)
Progenitor: Giovanni Battista Roncalli (1854-1935)

João XXIII ou São João XXIII; O.F.S., nascido Angelo Giuseppe Roncalli (Sotto Il Monte, 25 de novembro de 1881 — Vaticano, 3 de junho de 1963) foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à data da sua morte. Pertencia à Ordem Franciscana Secular (OFS) e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.

Sendo um sacerdote católico desde 1904, ele iniciou a sua vida sacerdotal em Itália, onde foi secretário particular do bispo de Bérgamo D. Giacomo Radini-Tedeschi (1905-1914), professor do Seminário de Bérgamo e estudioso da vida e obra de São Carlos Borromeu, capelão militar do Exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial e presidente italiano do “Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé” (1921-1925). Em 1925, sendo já um arcebispo-titular, iniciou-se a sua longa carreira diplomática, onde o levou à Bulgária como visitador apostólico (1925-1935), à Grécia e Turquia como delegado apostólico (1935-1944) e à França como núncio apostólico (1944-1953). Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecumênico e pela sua bondade corajosa em salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1953, foi nomeado cardeal e Patriarca de Veneza.

Foi eleito Papa no dia 28 de outubro de 1958. Considerado inicialmente um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, ele convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno.  No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).

Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o “Papa bom” ou o “Papa da bondade”. Mas, mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser maçom, radical esquerdista e herege modernista por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo.  Ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de Setembro de 2000.  É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de Outubro. Foi canonizado em 27 de Abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa João Paulo II. A missa de canonização foi presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

3 de junho – Os Mártires de Uganda Século XIX

maio 29 2019

     Carlos Lwanga e José Mkasa, junto com 20 companheiros, foram martirizados entre os anos 1885 e 1887 em Uganda, por ter formado a sociedade dos Missionários da África, conhecida como os Padres Brancos, que se encarregou da evangelização desse continente durante o século XIX.

Em 3 de junho de 1886, doze deles foram queimados vivos juntos a outros 20 anglicanos, porque se negaram a renunciar a sua fé. Os outros 10 mártires foram esquartejados.

No começo do apostolado, os Padres Brancos se encarregaram da região de Uganda como parte do Vicariato do Nilo superior (1878). Conseguiram entrar na região e obter muitos neófitos.

O próprio rei, chamado Mtesa, a princípio, favoreceu os missionários, mas depois, por medo de que a nova religião fosse um obstáculo para o comércio de escravos que ele mantinha, obrigou-os a se afastar.

Tempos depois, foi sucedido no trono por seu filho Muanga, que foi amigo dos cristãos. Entretanto, aquele panorama se complicaria novamente.

O líder da comunidade católica, que na época tinha 200 membros, era um jovem de 25 anos chamado José Mkasa (Mukasa), que trabalhava como mordomo da corte de Muanga. O rei mandou mata-lo por confrontar uma decisão sua. José disse aos carrascos: “Um cristão que entrega sua vida por Deus não tem medo de morrer”. Foi queimado em 15 de novembro de 1885.

Os cristãos, longe de ficarem com medo, continuaram com suas atividades. Por sua parte, Carlos Lwanga, favorito do rei, substituiu José como chefe da comunidade cristã e suas orações conseguiram com que Muanga desistisse das perseguições por 6 meses.

Em maio do ano seguinte, a violência se desencadeou. Os cristãos foram capturados e chamados diante do rei. Este lhes perguntou se tinham a intenção de seguir sendo cristãos. “Até a morte!”, responderam. O rei ordenou que fossem executados em um lugar chamado Namugongo, a 60 quilômetros de distância.

Carlos Lwanga, Andrés Kagwa e outros 20 jovens foram beatificados em 6 de junho de 1920 pelo Papa Bento XV. Posteriormente, foram canonizados por Paulo VI em 18 de outubro de 1964.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/hoje-a-igreja-celebra-sao-carlos-lwanga-e-companheiros-martires-de-uganda-81344

13 de junho – Antonio de Lisboa, 1231

jun 13 2017

13 de Junho de 1231: Morre Santo António de Lisboa, em Pádua

Antonio de Lisboa

Antonio de Lisboa

Fernando de Bulhões de seu nome de batismo, Santo António de Lisboa, ou Santo António de Pádua, nasceu por volta de 1195, em Lisboa, e morreu a 13 de Junho de 1231, em Pádua, na Itália. Aos vinte anos professou a vida religiosa entre os Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Ordenado sacerdote em 1220, fez-se frade franciscano no eremitério de Santo Antão dos Olivais, partindo depois para Marrocos em missão de apostolado aos muçulmanos. Foi dos mais categorizados representantes da cultura cristã no período de transição da pré-escolástica para a escolástica. Figura notável pela sua erudição, impôs-se também pelo exemplo na pregação solene e doutrinal, na discussão com os hereges e no ensino nas escolas conventuais.Por isso, é ainda hoje considerado uma das personalidades franciscanas mais significativas.
 A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo. Santo António de Lisboa é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela colectânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspetos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio, o Velho, Cícero, Séneca, Boécio, Galeno e Aristóteles, entre muitas outras. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo. Leccionou em universidades italianas e francesas e foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano. São Boaventura disse que ele possuía a ciência dos anjos. Hoje é visto como um dos grandes santos do Catolicismo, recebendo larga veneração e sendo o centro de rico folclore. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, em 30 de Maio de 1233. Em Pádua foi erigida uma conhecida basílica em sua memória, e lá se encontram as suas relíquias.
Santo António de Lisboa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia (imagens)

1º de Junho – Justino, Martir de Roma, 167

jun 30 2012
justino

Justino Mártir.
Foto Wikipedia.

A conversão de Justino e seus escritos

Em um programa anterior eu falei sobre as perseguições que os cristãos experimentaram na igreja primitiva. {1} Uma das características mais marcantes dos cristãos perseguidos era o valor que eles tinham na hora da execução. De fato, nós sabemos por um adulto convertido do segundo século que este valor foi um fator de fazê-lo se abrir para o Evangelho. Este convertido foi um filósofo chamado Justino que você conhece bem como Justino, mártir. Justino foi um dos apologistas ou defensores mais antigos da Igreja. O historiador Robert Grant diz que Justino “foi o apologista mais importante do segundo século”. {2} Ao vermos o trabalho de Justino, ao decorrer deste estudo, veremos as semelhanças entre as acusações feitas contra os cristãos em sua época e na nossa. Talvez nós aprenderemos algo deste cristão do segundo século.

A vida de Justino

Crê-se que Justino nasceu depois de 100 d.C. Seu lugar de nascimento foi em Flavia Neapolis, na Síria-Palestina, ou Samaria. {3} A educação infantil de Justino incluía retórica, poesia e história. Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiramente estoicismo e platonismo. {4} Justino buscava a Deus que “é a meta da filosofia de Platão” dizia.{5}

Justino foi introduzido na fé diretamente por um velho homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou “como confiável testemunha da verdade”.{6} Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus. Justino disse depois que “meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil…é meu desejo que todos tivessem os mesmos sentimentos que eu e nunca desprezassem as palavras do Salvador.” {7} Justino buscou cristãos que lhe ensinaram história e doutrina cristã e então “se consagrou totalmente a expansão e defesa da religião cristã.” {8}

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1º de junho – Primeiro Culto da IEAB no Brasil

jun 29 2012

1º de junho – Primeiro Culto da IEAB  no Brasil, 1890 

“…A igreja voltada especialmente para os brasileiros começou intencionalmente em 1890. Foi nesse ano que dois missionários americanos, Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris, organizaram a missão em Porto Alegre. O primeiro culto foi realizado na tarde do dia 1.º de junho de 1890, Domingo da Trindade, em Porto Alegre, na Rua Voluntários da Pátria, n.º 387, numa ampla casa alugada, que ficou conhecida como Casa da Missão. Na época, a cidade tinha aproximadamente 60 mil habitantes. No ano seguinte, chegaram os missionários William Cabell Brown, John Gaw Meem e a professora Mary Packard. Esses cinco missionários podem ser considerados como os verdadeiros fundadores da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) em solo brasileiro. Em seguida, estabeleceram missões em Santa Rita do Rio dos Sinos (hoje Nova Santa Rita), Rio Grande e Pelotas. Essas três cidades e a capital do Estado logo se transformaram em importantes pontos estratégicos e centros irradiadores da expansão e do desenvolvimento da nascente igreja.

Desde o início, os missionários contaram com a imprescindível participação de muitos brasileiros. Entre esses intrépidos pioneiros e destemidos arautos do evangelho estão Vicente Brande, o primeiro a acolher os missionários em Porto Alegre; Américo Vespúcio Cabral, grande pregador e por isso conhecido como o “João Crisóstomo brasileiro”; Antônio machado Fraga, que ajudou a fundar a então Capela de Redentor em Pelotas, hoje catedral diocesana, e depois ele mesmo fundou o trabalho em São Leopoldo e Montenegro; Boaventura de Souza Oliveira, que se juntou aos missionários ainda em São Paulo para vir ao sul com a família; Júlio de Almeida Coelho, que trabalhou a maior parte de seu ministério em Jaguarão e São Gabriel; Antônio José Lopes Guimarães, fundador da igreja em Bagé; e Carl Henry Clement Sergel, um ex-bancário inglês que ajudou William Cabell Brown a estabelecer a igreja no Rio de Janeiro e que construiu as igrejas de Santa Maria e Santa do Livramento.

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