Category: Santos mês 06

3 de junho – Os Mártires de Uganda Século XIX

maio 29 2019

     Carlos Lwanga e José Mkasa, junto com 20 companheiros, foram martirizados entre os anos 1885 e 1887 em Uganda, por ter formado a sociedade dos Missionários da África, conhecida como os Padres Brancos, que se encarregou da evangelização desse continente durante o século XIX.

Em 3 de junho de 1886, doze deles foram queimados vivos juntos a outros 20 anglicanos, porque se negaram a renunciar a sua fé. Os outros 10 mártires foram esquartejados.

No começo do apostolado, os Padres Brancos se encarregaram da região de Uganda como parte do Vicariato do Nilo superior (1878). Conseguiram entrar na região e obter muitos neófitos.

O próprio rei, chamado Mtesa, a princípio, favoreceu os missionários, mas depois, por medo de que a nova religião fosse um obstáculo para o comércio de escravos que ele mantinha, obrigou-os a se afastar.

Tempos depois, foi sucedido no trono por seu filho Muanga, que foi amigo dos cristãos. Entretanto, aquele panorama se complicaria novamente.

O líder da comunidade católica, que na época tinha 200 membros, era um jovem de 25 anos chamado José Mkasa (Mukasa), que trabalhava como mordomo da corte de Muanga. O rei mandou mata-lo por confrontar uma decisão sua. José disse aos carrascos: “Um cristão que entrega sua vida por Deus não tem medo de morrer”. Foi queimado em 15 de novembro de 1885.

Os cristãos, longe de ficarem com medo, continuaram com suas atividades. Por sua parte, Carlos Lwanga, favorito do rei, substituiu José como chefe da comunidade cristã e suas orações conseguiram com que Muanga desistisse das perseguições por 6 meses.

Em maio do ano seguinte, a violência se desencadeou. Os cristãos foram capturados e chamados diante do rei. Este lhes perguntou se tinham a intenção de seguir sendo cristãos. “Até a morte!”, responderam. O rei ordenou que fossem executados em um lugar chamado Namugongo, a 60 quilômetros de distância.

Carlos Lwanga, Andrés Kagwa e outros 20 jovens foram beatificados em 6 de junho de 1920 pelo Papa Bento XV. Posteriormente, foram canonizados por Paulo VI em 18 de outubro de 1964.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/hoje-a-igreja-celebra-sao-carlos-lwanga-e-companheiros-martires-de-uganda-81344

13 de junho – Antonio de Lisboa, 1231

jun 13 2017

13 de Junho de 1231: Morre Santo António de Lisboa, em Pádua

Antonio de Lisboa

Antonio de Lisboa

Fernando de Bulhões de seu nome de batismo, Santo António de Lisboa, ou Santo António de Pádua, nasceu por volta de 1195, em Lisboa, e morreu a 13 de Junho de 1231, em Pádua, na Itália. Aos vinte anos professou a vida religiosa entre os Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Ordenado sacerdote em 1220, fez-se frade franciscano no eremitério de Santo Antão dos Olivais, partindo depois para Marrocos em missão de apostolado aos muçulmanos. Foi dos mais categorizados representantes da cultura cristã no período de transição da pré-escolástica para a escolástica. Figura notável pela sua erudição, impôs-se também pelo exemplo na pregação solene e doutrinal, na discussão com os hereges e no ensino nas escolas conventuais.Por isso, é ainda hoje considerado uma das personalidades franciscanas mais significativas.
 A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo. Santo António de Lisboa é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela colectânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspetos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio, o Velho, Cícero, Séneca, Boécio, Galeno e Aristóteles, entre muitas outras. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo. Leccionou em universidades italianas e francesas e foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano. São Boaventura disse que ele possuía a ciência dos anjos. Hoje é visto como um dos grandes santos do Catolicismo, recebendo larga veneração e sendo o centro de rico folclore. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, em 30 de Maio de 1233. Em Pádua foi erigida uma conhecida basílica em sua memória, e lá se encontram as suas relíquias.
Santo António de Lisboa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia (imagens)

1º de Junho – Justino, Martir de Roma, 167

jun 30 2012
justino

Justino Mártir.
Foto Wikipedia.

A conversão de Justino e seus escritos

Em um programa anterior eu falei sobre as perseguições que os cristãos experimentaram na igreja primitiva. {1} Uma das características mais marcantes dos cristãos perseguidos era o valor que eles tinham na hora da execução. De fato, nós sabemos por um adulto convertido do segundo século que este valor foi um fator de fazê-lo se abrir para o Evangelho. Este convertido foi um filósofo chamado Justino que você conhece bem como Justino, mártir. Justino foi um dos apologistas ou defensores mais antigos da Igreja. O historiador Robert Grant diz que Justino “foi o apologista mais importante do segundo século”. {2} Ao vermos o trabalho de Justino, ao decorrer deste estudo, veremos as semelhanças entre as acusações feitas contra os cristãos em sua época e na nossa. Talvez nós aprenderemos algo deste cristão do segundo século.

A vida de Justino

Crê-se que Justino nasceu depois de 100 d.C. Seu lugar de nascimento foi em Flavia Neapolis, na Síria-Palestina, ou Samaria. {3} A educação infantil de Justino incluía retórica, poesia e história. Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiramente estoicismo e platonismo. {4} Justino buscava a Deus que “é a meta da filosofia de Platão” dizia.{5}

Justino foi introduzido na fé diretamente por um velho homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou “como confiável testemunha da verdade”.{6} Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus. Justino disse depois que “meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil…é meu desejo que todos tivessem os mesmos sentimentos que eu e nunca desprezassem as palavras do Salvador.” {7} Justino buscou cristãos que lhe ensinaram história e doutrina cristã e então “se consagrou totalmente a expansão e defesa da religião cristã.” {8}

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1º de junho – Primeiro Culto da IEAB no Brasil

jun 29 2012

1º de junho – Primeiro Culto da IEAB  no Brasil, 1890 

“…A igreja voltada especialmente para os brasileiros começou intencionalmente em 1890. Foi nesse ano que dois missionários americanos, Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris, organizaram a missão em Porto Alegre. O primeiro culto foi realizado na tarde do dia 1.º de junho de 1890, Domingo da Trindade, em Porto Alegre, na Rua Voluntários da Pátria, n.º 387, numa ampla casa alugada, que ficou conhecida como Casa da Missão. Na época, a cidade tinha aproximadamente 60 mil habitantes. No ano seguinte, chegaram os missionários William Cabell Brown, John Gaw Meem e a professora Mary Packard. Esses cinco missionários podem ser considerados como os verdadeiros fundadores da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) em solo brasileiro. Em seguida, estabeleceram missões em Santa Rita do Rio dos Sinos (hoje Nova Santa Rita), Rio Grande e Pelotas. Essas três cidades e a capital do Estado logo se transformaram em importantes pontos estratégicos e centros irradiadores da expansão e do desenvolvimento da nascente igreja.

Desde o início, os missionários contaram com a imprescindível participação de muitos brasileiros. Entre esses intrépidos pioneiros e destemidos arautos do evangelho estão Vicente Brande, o primeiro a acolher os missionários em Porto Alegre; Américo Vespúcio Cabral, grande pregador e por isso conhecido como o “João Crisóstomo brasileiro”; Antônio machado Fraga, que ajudou a fundar a então Capela de Redentor em Pelotas, hoje catedral diocesana, e depois ele mesmo fundou o trabalho em São Leopoldo e Montenegro; Boaventura de Souza Oliveira, que se juntou aos missionários ainda em São Paulo para vir ao sul com a família; Júlio de Almeida Coelho, que trabalhou a maior parte de seu ministério em Jaguarão e São Gabriel; Antônio José Lopes Guimarães, fundador da igreja em Bagé; e Carl Henry Clement Sergel, um ex-bancário inglês que ajudou William Cabell Brown a estabelecer a igreja no Rio de Janeiro e que construiu as igrejas de Santa Maria e Santa do Livramento.

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02 de junho – James Watson Morris

jun 28 2012

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02 de junho:
James Watson Morris

O Seminário de Virginia nos Estados Unidos foi sempre um foco irradiador do espírito missionário da Igreja Episcopal americana. Desde 1830 surgiram missionários enviados em nome de Cristo e sua Igreja para o Japão, China, Ásia e África.
Dentro do próprio Seminário, entre os próprios estudantes havia un núcleo da Aliança Missionária de Seminários, do qual era presidente o estudante James Watsom Morris. Nas imediações do Seminário, residia uma família onde parava uma filha do Rev. Simonton, pioneiro da Igreja Presbiteriana no Brasil. Através dessa moça, que conhecia o Brasil, os estudantes vieram a saber muita coisa sobre nossa Pátria e ficaram entusiasmados. Morris, que pretendia ser missionário no Oriente, mudou de idéia, optando pelo Brasil. Aproximando-se o tempo de sua ordenação, foi a Nova York decidir com a direção da Igreja sua vinda ao Brasil. A Sociedade Missionária, porém, só enviaria dois, a exemplo do que fez Jesus com a missão dos 70 (Lucas 10).
Enquanto Morris lá se angustiava pelo impasse da falta de um companheiro, por divina providência, este aparece na pessoa de seu colega Lucien Lee Kinsolving, que do Seminário telegrafara para a chefia da Igreja, dizendo: “Enviai-me com Morris. Kinsolving”.

Depois de fracassadas as tentativas de Martyn em 1805, de Cooper em 1853 e de Holden em 1859, vê-se Morris realmente ser o pioneiro da Igreja no Brasil. Desde o início ele manteve sua decisão, enfrentando dificuldades, mas sempre disposto a ir até o fim e fazer triunfar o seu ideal, como de fato aconteceu.
Finalmente, Morris e Kinsolving foram ordenados ao diaconato em 29 de junho_de 1889 na Capela do Seminário. Por terem de partir em missão, por concessão especial, foram elevados ao presbiterado em 4 de agosto de 1889. No dia 31 desse mês, embarcaram para o Brasil no vapor Aliança, aqui chegando em 26 de setembro. Seguiram direto para São Paulo e dali para Cruzeiro, pequena cidade do interior paulista. Durante seis meses permaneceram em Cruzeiro estudando português com o Rev. Benedito Ferraz, da Igreja Presbiteriana.

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