Category: Santos mês 05

28 de maio – Lanfranco de Cantuária

maio 27 2020

Biografia
Após estudos em Pavia, particularmente sobre direito canônico, Lanfranco deixou a sua pátria e partiu para a França. Em 1039 torna-se professor em Avranches e por volta de 1042 entra na abadia do Bec, na Normandia. É nomeado prior três anos depois. Cria então uma escola que adquire rapidamente boa reputação, atraindo alunos como Ivo de Chartres, o futuro papa Alexandre II, e Anselmo de Cantuária. Em paralelo, dedica-se à exegese e à edição de textos dos Padres da Igreja. Compõe comentários sobre o Livro de Salmos, a De Civitate Dei de Santo Agostinho e o Moral de Job de Gregório o Grande.

Em 1049, Lanfranco toma parte na controvérsia da eucaristia: opõe-se a Berengário de Tours, que afirma que a presença de Cristo é puramente simbólica. Ele próprio é partidário do que viria a ser a doutrina da transubstanciação. É um dos primeiros a recorrer às categorias de Aristóteles para distinguir a aparência do pão e do vinho da sua essência ou substância que, segundo ele, é alterado durante a consagração. Em 1050, assiste ao concílio de Roma e condena Berengário.

Também está presente nos concílios de Vercelli (no mesmo ano) e de Tours (em 1055), onde continua a chocar com Berengário. Em 1059 a Igreja católica adota a presença real, durante um concílio em roma. Berengário é novamente condenado. Por volta de 1063 Lanfranco redige o De corpore et sanguine Domini como resposta ao scripta contra synodum de Berengário.

Em 1063, Lanfranco é escolhido para abade de Saint-Étienne de Caen, uma abadia recentemente criada sob a iniciativa de Guilherme, o Conquistador que entende fazer de Caen o centro de poder da Normandia. Após a coroação de Guilherme (1066), este empreende a reforma da Igreja de Inglaterra. Em 1070, Guilherme, sob o pretexto de simonia, provoca a destituição de Estigando, o arcebispo de Cantuária. Este último é substituído por Lanfranco que recebe o pálio em 1071 das mãos de seu antigo aluno Alexandre II. O seu episcopado é marcado pelo compromisso na luta de poder entre príncipes e papado, assim como pela concorrência do arcebispo de Iorque que pretende a primaz.

Em 1075, Lanfranco revela a Guilherme, o Conquistador uma conspiração de Raul I de Gaël e Rogério de Breteuil. Valdevo da Nortúmbria, que fizera jura de silêncio, confessara a Lanfranco. Este último pressiona Rogério de Breteuil a jurar fidelidade novamente, e finalmente excomunga-o assim como aos seus cúmplices. Informa então Guilherme, que estava na Normandia. Intercedeu pela vida de Valdevo, provavelmente inocente, não querendo que seja executado por causa dos outros, mas falha em convencer Guilherme.

Fonte:Wikipedia

27 de maio – João Calvino

maio 26 2020

João Calvino, batizado Jean Cauvin, nasceu em Noyon (10/07/1509), filho de Gérard Cauvin, oficial da Igreja católica na cidade, e de Jeanne de Lafranc, filha de abastado hoteleiro de Cambrai e influente membro da sociedade de Noyon. Católicos praticantes, consagraram dois filhos ao sacerdócio, Charles e Jean. Com os rumores da Reforma, Gérard passou a questionar a validade de preparar Jean para o sacerdócio. Obediente ao pai, Jean deixou Paris e seguiu estudos em Orleans, depois em Bourges (Direito). Depois, Letras Clássicas (Paris). Em 1532, Jean Cauvin publicou seu comentário da obra de Sêneca, De Clementia (sobre a clemência), conclamando o rei Francisco I a usar de clemência para com os reformadores, posto que a Igreja francesa condenava   impiedosamente quaisquer novas ideias que surgissem no campo do religioso.
A conversão de Cauvin ao protestantismo ocorreu entre 1532 e 1533, quando residira na casa de Etienne de Laforge, adepto da Reforma, e tornou-se amigo de outro novo adepto da Reforma, Nicolas Cop, professor de filosofia na Sorbonne. Foi a partir de então que começou a ocorrer a metamorfose de Cauvin em Calvin, tornando-se militante nas disputas dos Placards contra a missa católica e após prefaciar a Bíblia de Olivétan, traduzida para o francês por este seu primo. Sua postura anticatólica o fez fugir de Paris para Angoulême (onde iniciou as Institutas) e depois para Ferrara (Itália), onde mudou seu nome para Calvin, para fugir às perseguições. 

Calvino acabou passando por Genebra, onde encontrou Farel, líder protestante que começara ali a Reforma e obrigou Calvino a ficar em Genebra. Sua primeira permanência ali durou de 1536 a 1538, mas fracassou na ajuda a Farel de impor uma reforma tão radical, mesmo tendo escrito “Artigos Sobre o Governo Local” e “Confissões de Fé”, precisou ser expulso de Genebra. De lá para Estrasburgo, onde se casou, amadureceu, elaborou uma constituição religiosa baseada nas “Instituições”, participou de congressos, fez amigos reformadores e se tornou impressionante teólogo e pastor de refugiados das perseguições, até 1541, quando Genebra o chamou de volta, para impedir a tentativa do cardeal La Baume de restaurar o catolicismo numa cidade que se tornara reformada (Lux post Tenebras). Mais experiente, Calvino faz uma segunda e definitiva passagem por Genebra, onde veio a ser considerado o grande “reformador universal”. Participou do Conselho da Cidade para assuntos eclesiásticos, sem poder decidir, pois era estrangeiro, mas onde exerceu grande influência a respeito de seu governo civil, ajudando a elaborar leis, fundando a Academia de Genebra que foi a escola de grandes reformadores de toda a Europa, tornando Genebra o principal centro protestante da Europa. Calvino e o Conselho de Genebra estabeleceram importantes reformas na Igreja na cidade, onde trabalhou até a sua morte, em 27/05/1564, deixando um legado imenso, muitas obras publicadas e com seguidores do sistema presbiteriano (governo coletivo de presbíteros), mais tarde chamado de calvinismo, em toda Europa Ocidental onde foram chamados de huguenotes (França), presbiterianos (Escócia), puritanos (Inglaterra) e protestantes (Holanda). Do século 16 até hoje tem se espalhado por toda a terra o cristianismo de orientação calvinista.

Referências bibliográficas:

SILVESTRE, Armando A. Calvino: o potencial revolucionário de um pensamento. São Paulo: Vida, 2009.

Calvino e a resistência ao Estado. São Paulo: Mackenzie, 2003.

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): a Reforma protestante. Lugar na História, v. 49-50, Edições 70, 1993.

MARTINA, Giacomo. História da Igreja: de Lutero aos nossos dias. V. 1: A era da Reforma. São Paulo: Loyola, 1997.

Webgrafia:

https://www.ebiografia.com/joao_calvino/

http://www.mackenzie.br/7034.html

 

 

8 de maio – Juliana de Norwich

maio 06 2020

Biografia

Juliana de Norwich (em inglês: Julian; Norfolk, c. 8 de novembro de 1342 – Norwich, c. 1416) foi uma anacoreta e mística inglesa. O seu livro Revelações do Amor Divino (Revelations of Divine Love, em inglês), escrito por volta de 1395, foi o primeiro em língua inglesa que se sabe ter sido escrito por uma mulher. Juliana foi também uma autoridade espiritual dentro da sua comunidade, que serviu como conselheira. É venerada na Igreja Católica, apesar de não ter sido beatificada ou canonizada, e nas Igrejas Anglicanas e Luteranas.[1]   

Sabe-se pouco sobre a vida de Juliana de Norwich. O seu verdadeiro nome é desconhecido, o nome de Julian como é conhecida em inglês deriva do facto da sua cela de anacoreta ter sido construída dentro da Igreja de São Julião em Norwich. Pode ter vindo de uma família abastada que residia em Norwich ou arredores. Poderá ter-se tornado anacoreta solteira ou, como alguns supõem, tendo perdido a sua família devido à peste, viúva. Também não está assente se era freira professa num convento dos arredores ou simplesmente uma leiga. As suas datas de nascimento e morte calculam-se a partir dos seus escritos.

Quando tinha 30 anos e vivia em casa, sofreu de uma doença grave. Julgando-se que estivesse perto da morte, o seu padre veio-lhe administrar a Santa Unção em 8 de Maio de 1373. Como parte do ritual, o padre manteve o crucifixo no ar acima dos pés da cama. Juliana relata que estava a perder a vista e entorpecida, mas quando olhou para o crucifixo viu que a imagem de Jesus começou a sangrar. Durante as horas seguintes, Juliana teve uma série de dezasseis visões de Jesus Cristo, que terminaram quando recuperou da sua doença, em 13 de Maio de 1373.[2] Juliana escreveu sobre as suas visões imediatamente depois de terem acontecido, apesar do texto final poder não ter sido terminado durante alguns anos, numa primeira versão das Revelações do Amor Divino, agora conhecida como o Texto Curto, com 25 capítulos e cerca de 11,000 palavras. Vinte a trinta anos depois, talvez no início da década de 1390, Juliana começou a escrever uma explicação teológica do significado das visões, conhecida esta versão como o Texto Longo, que consiste em 86 capítulos e cerca de 63,500 palavras. Este trabalho parece ter passado por várias revisões, antes de ser completado, talvez na primeira ou na segunda década do séc. XV.
A mística inglesa Margery Kempe relata ter visitado Juliana em Norwich em 1414. O Cardeal Adam Easton, beneditino de Norwich, poderá ter sido o director espiritual de Juliana e editado o seu Texto Longo.

Texto Curto sobrevive apenas num manuscrito, de meados do séc. XV, o Manuscrito Amherst, que foi copiado de um original escrito em 1413, ainda em vida de Juliana. O Texto Curto parece não ter sido muito lido e apenas seria publicado em 1911. O Texto Longo parece ter sido um pouco mais bem conhecido, mas mesmo assim parece não ter sido muito divulgado na Inglaterra do final da Idade Média. O único manuscrito sobrevivente desta época é o Manuscrito de Westminster, escrito de meados a finais do séc. XVI, que contém uma parte do Texto Longo, sem referência à autoria, reescrito como um tratado didáctico em contemplação. A primeira edição impressa das Revelações do Amor Divino foi da responsabilidade do monge beneditino inglês Serenus Cressy, tendo sido publicada em 1670. Esta versão foi reedita em 1843, 1864 e 1902. O moderno interesse pela obra aumentou na sequência da edição da responsabilidade de Grace Warrack, em 1901, com uma linguagem modernizada, tendo sido a principal responsável por dar a conhecer aos leitores contemporâneos esta obra. As Revelações do Amor Divino têm vindo a ser publicadas em várias línguas, tornando-se muito populares no âmbito da literatura mística cristã. No mundo Católico e Anglicano, a obra é celebrada por causa da claridade e profundidade das visões de Juliana. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Juliana_de_Norwich

17 de Maio – PASCHAL BAYLON

maio 03 2020

Presença masculina, (Companheira Devocional , 231)

PASCHAL BAYLON (1592), 17 de Maio – Ordem Primeira 

            Paschal Baylon nasceu em Espanha em 1540 e quando jovem trabalhou como pastor de ovelhas. Até na roça ele era devoto e prestava atenção ao sino da igreja que badalava na elevação da hóstia durante a Missa. Em 1564 ele se fez membro dos Frades Menores e apesar de ser encorajado a se fazer sacerdote, preferiu ficar irmão leigo. Serviu como porteiro, cozinheiro, jardineiro, mendicante oficial, mas dedicou as horas de folga em oração ante o Sagrado Sacramento. Faleceu em 1592.

Coleta: O Deus, tu encheste teu servo Paschal com um maravilhoso amor pelos Sagrados Mistérios do Corpo e Sangue de teu filho; concede que nós possamos obter o mesmo enriquecimento espiritual que ele recebeu neste Banquete do Céu. Pedimos isso por Jesus Cristo nosso Senhor que vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo, um só Deus, por todo o sempre. Amém.

10 de Maio – YVES DA BRITÂNIA

maio 01 2020

(Companheira Devocional , 230)

YVES DA BRITÂNIA (1303), 10 de Maio, Ordem Terceira 

            Educado nas Universidades de Paris e Orleans, Yves da Britânia se tornou advogado de direito civil e canônico. Como juiz diocesano, ele se distinguia por sua imparcialidade e incorruptibilidade e por se preocupar com os interesses dos pobres e ignorantes. Quando foi ordenado padre, se deu completamente ao trabalho paroquial. O seu conhecimento de direito sempre esteve à disposição dos seus paroquianos, assim como o seu tempo e suas posses. Foi exemplo de vida simples e modesta.

Coleta: Ó Deus, que escolheu o bem-aventurado Yves, teu confessor, como ministro notável para o bem-estar de almas e para as necessidades dos pobres, te pedimos que possamos imitar a sua caridade e sermos guiados pelo seu exemplo. Por Cristo nosso Senhor. Amém.