Category: Santos mês 05

21 de maio – Helena

maio 19 2021

21 de maio – Santa Helena

Flávia Júlia Helena (em latim: Flavia Iulia Helena; Drepanon, 250 – Constantinopla, 330), também conhecida como Santa Helena, Helena Augusta, e Helena de Constantinopla , foi a primeira mulher de Constâncio Cloro, e mãe do imperador romano Constantino.[1] Como nunca recebeu o título oficial de ‘Imperatriz de Roma’ como esposa do imperador, a maior parte dos historiadores defende que Helena nunca foi casada oficialmente com Constâncio, tendo sua união recebido apenas um reconhecimento superficial. De acordo com a tradição cristã, teria sido ela quem descobriu o local de crucificação de Jesus Cristo, tendo sido lá erguida a Basílica do Santo Sepulcro.

1 Origens familiares – Helena nasceu numa família modesta de Drepanon, cidade na província de Bitínia, na Ásia Menor (atual Turquia). Quando conheceu Constâncio Cloro era apenas uma serva e este ainda não tinha o título de César. Por esta razão, não existiu uma oposição à relação. Por motivos políticos, Constâncio divorciou-se de Helena para se casar com Flávia Maximiana Teodora, que era filha natural ou adotiva do imperador Maximiano, que o tinha nomeado como co-regente.

2 Augusta – Quando Constantino se tornou imperador em 306, Helena saiu da situação marginal em que se encontrara nos últimos treze anos. Helena adquiriu poder, tendo financiado a construção da nova capital do império, Constantinopla. Em 324 recebeu o título de Augusta, junto com a sua nora, Flávia Máxima Fausta.
Helena converteu-se ao cristianismo e algumas tradições fazem dela responsável pela conversão do filho, que em 313 tinha mandado publicar o Édito de Milão através do qual se passava a tolerar o cristianismo.
Helena gostava muito do seu neto mais velho, Crispus Caesar (filho de Constantino e de Minervina, uma relação ocorrida antes do casamento com Fausta), que foi nomeado pelo pai governante da Gália. Contudo, por volta de 326 Constantino decretou a execução de Crispus, então com vinte anos, que teria tentado seduzir a madrasta. Em vingança pela morte do neto, Helena teria mandado matar Fausta, embora não existam provas cabais disso.

3 Helena na Palestina
Logo após a morte de Fausta, Helena, que teria já perto de oitenta anos, fez uma peregrinação à Palestina. Lá dedicou-se a identificar os alegados locais onde se teria passado episódios da vida de Jesus Cristo. Ordenou a construção de igrejas, como a da Natividade em Belém e o Santo Sepulcro em Jerusalém. Helena faleceu pouco tempo depois de ter regressado da peregrinação, em Constantinopla, tendo sido sepultada em Roma.
Em 337 foi anunciado que a cruz onde Cristo foi crucificado (Vera Cruz ou Cruz Verdadeira) teria sido descoberta no Gólgota, tendo Helena sido identificada pela tradição com esta descoberta em finais do século IV.

4 – Bibliografia – LIGHTMAN, Marjorie; LIGHTMAN, Benjamin – Biographical Dictionary of Greek and Roman Women. Checkmark Books, 2000. ISBN 0-8160-4436-8
Ligações externas
Wikisource-logo.svg “St. Helena” na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.

5 Ligações externas – O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Helena de Constantinopla
B. A., Mundelein College; M. Div., Meadville/Lombard Theological School. «Did St. Helena Really Discover the True Cross?». ThoughtCo (em inglês). Consultado em 1 de

20 de maio – Alcuino

maio 19 2021

Alcuíno

Nascido em Iorque, Nortúmbria, atual (Grã-Bretanha), por volta de 735, em uma família nobre, foi levado por seus pais, ainda criança, para estudar na Catedral de Iorque, onde o arcebispo era Egberto. Seu mestre foi Elberto, discípulo do arcebispo.[1]

Lecionou posteriormente nessa mesma instituição durante quinze anos, tendo iniciado em 757,[1] e ali criou uma das melhores bibliotecas da Europa, tendo transformado a Escola em um dos maiores centros do saber. Foi também ordenado diácono.

No inverno 780, foi enviado a Roma pelo arcebispo Eambaldo de Iorque, para receber das mãos do Papa o pálio, uma sobrepeliz de lã, com uma cruz bordada e que era o símbolo dessas altas funções. Em março de 781, cruzou-se com Carlos Magno em Parma, e foi convidado pelo monarca para o ajudar a instruir e reformar a corte e o clero do seu reino. Entre outros empreendimentos, fundou o Palácio-escola (Aula Palatina) da Catedral de Aquisgrão, no qual eram ensinadas as sete artes liberais: o trívio (gramática, lógica e retórica) e o quadrívio (aritmética, geometria, astronomia e música). Contribuiu bastante para a Renascença carolíngia. Foi também conselheiro do imperador, permanecendo na corte de Carlos Magno até 790.[1]

É atribuída a ele a versão mais antiga do problema do fazendeiro, o lobo, o carneiro e a alface:

Um homem, um lobo, uma cabra e um repolho tem que atravessar um rio em um pequeno barco. No barco, o homem só pode levar ou o lobo, ou a cabra, ou o repolho, e ele não pode deixar, do lado do rio, o lobo sozinho com a cabra, nem a cabra sozinha com o repolho. Como fazer esta travessia?
O problema está no livro Proposições para Instruir os Jovens.[2]

É-lhe igualmente atribuído para a consolidação na Europa das bases para um ramo da matemática chamado análise combinatória – tipo de cálculo que está por trás da programação de computadores e da criptografia moderna.[3]

Depois de ter se retirado da corte carolíngia, foi abade de um mosteiro na cidade francesa de Tours. Com toda a justiça, Santo Alcuíno tornou-se o patrono das universidades cristãs. Morreu no dia 19 de maio de 804.

Fonte:Wikipedia

19 de maio – Dunstan

maio 18 2021
19 de maio – São Dunstan, Bispo de Cantuária

São Dunstano nasceu em 924, perto do mosteiro de Glastonbury, na Inglaterra. Seus pais eram da primeira nobreza, e desde a infância, fizeram-no educar nessa casa de Glastonbury, onde viviam alguns monges irlandeses que instruíam a juventude. Dunstano, ali aprendeu os primeiros elementos das ciências. Ao manejo corrente da língua latina, ajuntava um vasto conhecimento da filosofia; as santas Escrituras e as obras dos Padres constituíam o objeto de suas meditações constantes; seus êxitos nas diferentes artes, tais como a música, a pintura, a gravura, e sobretudo no trabalho dos metais, fizeram-no merecer os aplausos de todos.

Enfim, recebendo as ordens menores, mudou-se para Cantuária, junto do bispo Athelme, seu tio paterno, que o recomendou ao réu Edelstan e o colocou a seu serviço. Saiu-se bem em todos os encargos, e seu mérito suscitou invejosos, que o acusaram de ser mago e de ter partes com o demônio. A censura baseava-se no fato de ter Dunstano, certa vez, abandonado a harpa na parede e de ela ter tocado sozinha uma antífona.

Abandonou a corte espontaneamente, sem esperar ser a tal constrangido, e retirou-se junto de Santo Elfégio, bispo de Winchester, seu parente, que o exortou a abraçar a vida monástica; mas o jovem relutou durante algum tempo, crendo dever casar-se. Uma moléstia que o reduziu ao extremo, Fe-lo decidir-se, e, uma vez restabelecido, recebeu o hábito monástico da mão do santo bispo que, em seguida, o ordenou sacerdote, após os interstícios canônicos, dando-lhe por título a igreja de Nossa Senhora de Glastonbury.

Tendo recebido durante algum tempo, os ensinamentos de seu parente Elfégio, para fortificar-se contra as tentações, voltou a Glastonbury a fim de servir na sua igreja, perto da qual parecia uma sepultura. Não tinha mais de cinco pés de cumprimento, dois e meio de largura e a altura necessária para ali permanecer de pé. A porta formava um dos lados, e tinha pequenas janelas pelas quais recebia a luz para trabalhar. Jejuava e orava assiduamente, e essa espécie de vida lhe atraiu em breve visitas de toda sorte de pessoas, que tornavam públicas as suas virtudes.

Morto o rei de Edelstan, seu irmão e sucessor Edmundo chamou São Dunstano para a corte, a fim de auxiliá-lo com seus conselhos; mas em breve, envolvido pelas intrigas dos invejosos, colocou-o vergonhosamente em desgraça. No dia seguinte, o rei, que gostava muito da caça, perseguia a cavalo um cervo em meio à floresta. No auge da corrida, chegou à borda de um precipício; envidou o máximo esforço para deter o cavalo, mas em vão: não lhe restando esperança, recomendou-se a Deus, agradeceu-lhe pelo fato de não haver cometido pecado algum naquele dia, salvo a ofensa feita a Dunstano, prometendo repará-la se, pela misericórdia divina, o revisse. O cavalo, com os pés dianteiros já sobre o abismo, deteve-se. O rei Edmundo rendeu graças a Deus com o mais vivo reconhecimento, com o coração e com a boca.

Voltando a casa, mandou chamar Dunstano, disse-lhe que montasse a cavalo e o acompanhasse numa pequena viagem. Chegaram os dois a Glastonbury, entraram numa igreja; o réu orou com lágrimas nos olhos, pegou a mão direita de Dunstano, beijou-a com respeito e colocou-a sobre a cátedra sacerdotal, dizendo: Se o prelado desta cátedra e o abade fiel desta igreja; se algo te faltar, para o culto divino ou para a observação da regra, supri-lo-ei de bom grado.

Alguns dias após, Dunstano começou a lançar os fundamentos de uma igreja mais magnífica, e a construir mosteiros. Tudo pronto, reuniu sob a regra de São Bento, uma grande comunidade de monges, dos quais foi o primeiro abade, e os conduziu a uma grande perfeição. A doutrina e a piedade luziam de tal maneira no mosteiro, que dele tiraram, com o decorrer do tempo, grande número de bispos e abades; de sorte que São Dunstano foi o principal restaurador da religião em toda a Inglaterra (1) Porque, com os grandes bens que lhe deixaram pai e mãe, bem como a princesa Edelfleda, sobrinha do rei, não somente doou ao mosteiro de Glastonbury várias terras que estavam próximas, como também fundou ainda mosteiros em cinco lugares diferentes, onde se formaram depois, com seus cuidados, grandes e edificantes comunidades. (…)

Elevado à sede de Cantuária, Dunstano visitava todas as cidades do reino e de suas dependências, para pregar a fé àqueles que não a conheciam, se é que ainda os havia, e para instruir os fiéis na prática das boas obras. Não era fácil resistir-lhe, tanta sabedoria e eloqüência havia nas suas palavras. Quando dispunha de algum repouso, dedicava-se à oração e à leitura das Sagradas Escrituras, cujos exemplares corrigia; afinal, estava continuamente ocupado com os seus deveres. Julgava as pendências, apaziguava os homens encolerizados, refutava os erros dos hereges, separava casamentos ilegítimos, reparava antigas construções ou fazia novas, empregava os recursos da igreja para socorrer as viúvas, os órfãos e os estrangeiros. (…)

No dia da Ascensão, 17 de Maio de 988, após a leitura Do Evangelho, São Dunstano pregou como era seu costume; depois continuou a missa e deu a benção solene antes da comunhão. Exortou ainda o povo a afastar-se das coisas da terra; após ter dado o beijo da paz, não mais pode conter-se, e pediu-lhes que dele se lembrassem, e que estava próximo o dia em que Deus o chamaria. Levantou-se uma grande grita, torrentes de lágrimas correram; e um sacerdote, depois bispo, doutor e virtuoso, chamado Elgar, declarou que nesta manhã vira os anjos comunicar a Dunstano que se preparasse para o sábado próximo.

Após o jantar, o arcebispo voltou à igreja e marcou o lugar de sua sepultura. Quando subiu aos aposentos para descansar, os que o acompanhavam viram que era erguido no ar, e tomaram-se de espanto. Voltando para baixo, ele lhes disse: Vedes para onde Deus me chama, e ninguém deve temer não chegar ao céu seguindo as minhas pegadas. Procurai fazer em tudo a vontade de Deus. Não vos preocupeis de parecerdes bons, mas de sê-lo, nem de não parecerdes maus, mas de não sê-lo. Já vos predisse que a grande nação inglesa sofrerá muito e longo tempo da parte dos estrangeiros; mas por fim a misericórdia de Deus se esparzirá sobre ela. Assim falando, o santo prelado sentiu que as forças lhe faltavam pouco a pouco. Todavia continuou todo aquele dia e a sexta-feira seguinte a instruir e a consolar a todos que vinham recomendar-se a ele e pedir-lhe a benção.

No sábado, 19 de Maio, ele mandou que celebrassem diante dele os santos mistérios, e tendo recebido o santo viático, fez uma fervorosa ação de graças, depois da qual expirou cheio de alegria.

Foi enterrado na igreja de São Salvador, sua cátedra, no lugar que havia designado, diante dos degraus do altar. As lamentações de seu povo foram lancinantes; na sua sepultura, operaram-se depois grande número de milagres, dos quais temos uma história fiel, pelo monge Osbern de Canterbury, que viveu no século seguinte e que escreveu uma das cinco vidas que temos do santo arcebispo, entre as quais há uma escrita por um padre contemporâneo e testemunha ocular.

São Dunstano restabeleceu as letras na Inglaterra, bem como a disciplina monástica; atribuem-lhe diversos escritos, dos quais pouco resta que seja de sua autoria com certeza. A Igreja honra a sua memória no dia de sua morte. (1)


Fotos: santiebeati.it
(1) Acta SS, 19 MAII. Act. Bened. Sect. V.
(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume IX, pp. 45 à 47 – 51 – 61 à 63)

28 de maio – Lanfranco de Cantuária

maio 27 2020

Biografia
Após estudos em Pavia, particularmente sobre direito canônico, Lanfranco deixou a sua pátria e partiu para a França. Em 1039 torna-se professor em Avranches e por volta de 1042 entra na abadia do Bec, na Normandia. É nomeado prior três anos depois. Cria então uma escola que adquire rapidamente boa reputação, atraindo alunos como Ivo de Chartres, o futuro papa Alexandre II, e Anselmo de Cantuária. Em paralelo, dedica-se à exegese e à edição de textos dos Padres da Igreja. Compõe comentários sobre o Livro de Salmos, a De Civitate Dei de Santo Agostinho e o Moral de Job de Gregório o Grande.

Em 1049, Lanfranco toma parte na controvérsia da eucaristia: opõe-se a Berengário de Tours, que afirma que a presença de Cristo é puramente simbólica. Ele próprio é partidário do que viria a ser a doutrina da transubstanciação. É um dos primeiros a recorrer às categorias de Aristóteles para distinguir a aparência do pão e do vinho da sua essência ou substância que, segundo ele, é alterado durante a consagração. Em 1050, assiste ao concílio de Roma e condena Berengário.

Também está presente nos concílios de Vercelli (no mesmo ano) e de Tours (em 1055), onde continua a chocar com Berengário. Em 1059 a Igreja católica adota a presença real, durante um concílio em roma. Berengário é novamente condenado. Por volta de 1063 Lanfranco redige o De corpore et sanguine Domini como resposta ao scripta contra synodum de Berengário.

Em 1063, Lanfranco é escolhido para abade de Saint-Étienne de Caen, uma abadia recentemente criada sob a iniciativa de Guilherme, o Conquistador que entende fazer de Caen o centro de poder da Normandia. Após a coroação de Guilherme (1066), este empreende a reforma da Igreja de Inglaterra. Em 1070, Guilherme, sob o pretexto de simonia, provoca a destituição de Estigando, o arcebispo de Cantuária. Este último é substituído por Lanfranco que recebe o pálio em 1071 das mãos de seu antigo aluno Alexandre II. O seu episcopado é marcado pelo compromisso na luta de poder entre príncipes e papado, assim como pela concorrência do arcebispo de Iorque que pretende a primaz.

Em 1075, Lanfranco revela a Guilherme, o Conquistador uma conspiração de Raul I de Gaël e Rogério de Breteuil. Valdevo da Nortúmbria, que fizera jura de silêncio, confessara a Lanfranco. Este último pressiona Rogério de Breteuil a jurar fidelidade novamente, e finalmente excomunga-o assim como aos seus cúmplices. Informa então Guilherme, que estava na Normandia. Intercedeu pela vida de Valdevo, provavelmente inocente, não querendo que seja executado por causa dos outros, mas falha em convencer Guilherme.

Fonte:Wikipedia

27 de maio – João Calvino

maio 26 2020

João Calvino, batizado Jean Cauvin, nasceu em Noyon (10/07/1509), filho de Gérard Cauvin, oficial da Igreja católica na cidade, e de Jeanne de Lafranc, filha de abastado hoteleiro de Cambrai e influente membro da sociedade de Noyon. Católicos praticantes, consagraram dois filhos ao sacerdócio, Charles e Jean. Com os rumores da Reforma, Gérard passou a questionar a validade de preparar Jean para o sacerdócio. Obediente ao pai, Jean deixou Paris e seguiu estudos em Orleans, depois em Bourges (Direito). Depois, Letras Clássicas (Paris). Em 1532, Jean Cauvin publicou seu comentário da obra de Sêneca, De Clementia (sobre a clemência), conclamando o rei Francisco I a usar de clemência para com os reformadores, posto que a Igreja francesa condenava   impiedosamente quaisquer novas ideias que surgissem no campo do religioso.
A conversão de Cauvin ao protestantismo ocorreu entre 1532 e 1533, quando residira na casa de Etienne de Laforge, adepto da Reforma, e tornou-se amigo de outro novo adepto da Reforma, Nicolas Cop, professor de filosofia na Sorbonne. Foi a partir de então que começou a ocorrer a metamorfose de Cauvin em Calvin, tornando-se militante nas disputas dos Placards contra a missa católica e após prefaciar a Bíblia de Olivétan, traduzida para o francês por este seu primo. Sua postura anticatólica o fez fugir de Paris para Angoulême (onde iniciou as Institutas) e depois para Ferrara (Itália), onde mudou seu nome para Calvin, para fugir às perseguições. 

Calvino acabou passando por Genebra, onde encontrou Farel, líder protestante que começara ali a Reforma e obrigou Calvino a ficar em Genebra. Sua primeira permanência ali durou de 1536 a 1538, mas fracassou na ajuda a Farel de impor uma reforma tão radical, mesmo tendo escrito “Artigos Sobre o Governo Local” e “Confissões de Fé”, precisou ser expulso de Genebra. De lá para Estrasburgo, onde se casou, amadureceu, elaborou uma constituição religiosa baseada nas “Instituições”, participou de congressos, fez amigos reformadores e se tornou impressionante teólogo e pastor de refugiados das perseguições, até 1541, quando Genebra o chamou de volta, para impedir a tentativa do cardeal La Baume de restaurar o catolicismo numa cidade que se tornara reformada (Lux post Tenebras). Mais experiente, Calvino faz uma segunda e definitiva passagem por Genebra, onde veio a ser considerado o grande “reformador universal”. Participou do Conselho da Cidade para assuntos eclesiásticos, sem poder decidir, pois era estrangeiro, mas onde exerceu grande influência a respeito de seu governo civil, ajudando a elaborar leis, fundando a Academia de Genebra que foi a escola de grandes reformadores de toda a Europa, tornando Genebra o principal centro protestante da Europa. Calvino e o Conselho de Genebra estabeleceram importantes reformas na Igreja na cidade, onde trabalhou até a sua morte, em 27/05/1564, deixando um legado imenso, muitas obras publicadas e com seguidores do sistema presbiteriano (governo coletivo de presbíteros), mais tarde chamado de calvinismo, em toda Europa Ocidental onde foram chamados de huguenotes (França), presbiterianos (Escócia), puritanos (Inglaterra) e protestantes (Holanda). Do século 16 até hoje tem se espalhado por toda a terra o cristianismo de orientação calvinista.

Referências bibliográficas:

SILVESTRE, Armando A. Calvino: o potencial revolucionário de um pensamento. São Paulo: Vida, 2009.

Calvino e a resistência ao Estado. São Paulo: Mackenzie, 2003.

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): a Reforma protestante. Lugar na História, v. 49-50, Edições 70, 1993.

MARTINA, Giacomo. História da Igreja: de Lutero aos nossos dias. V. 1: A era da Reforma. São Paulo: Loyola, 1997.

Webgrafia:

https://www.ebiografia.com/joao_calvino/

http://www.mackenzie.br/7034.html