Category: Santos mês 05

8 de maio – Juliana de Norwich

maio 06 2020

Biografia

Juliana de Norwich (em inglês: Julian; Norfolk, c. 8 de novembro de 1342 – Norwich, c. 1416) foi uma anacoreta e mística inglesa. O seu livro Revelações do Amor Divino (Revelations of Divine Love, em inglês), escrito por volta de 1395, foi o primeiro em língua inglesa que se sabe ter sido escrito por uma mulher. Juliana foi também uma autoridade espiritual dentro da sua comunidade, que serviu como conselheira. É venerada na Igreja Católica, apesar de não ter sido beatificada ou canonizada, e nas Igrejas Anglicanas e Luteranas.[1]   

Sabe-se pouco sobre a vida de Juliana de Norwich. O seu verdadeiro nome é desconhecido, o nome de Julian como é conhecida em inglês deriva do facto da sua cela de anacoreta ter sido construída dentro da Igreja de São Julião em Norwich. Pode ter vindo de uma família abastada que residia em Norwich ou arredores. Poderá ter-se tornado anacoreta solteira ou, como alguns supõem, tendo perdido a sua família devido à peste, viúva. Também não está assente se era freira professa num convento dos arredores ou simplesmente uma leiga. As suas datas de nascimento e morte calculam-se a partir dos seus escritos.

Quando tinha 30 anos e vivia em casa, sofreu de uma doença grave. Julgando-se que estivesse perto da morte, o seu padre veio-lhe administrar a Santa Unção em 8 de Maio de 1373. Como parte do ritual, o padre manteve o crucifixo no ar acima dos pés da cama. Juliana relata que estava a perder a vista e entorpecida, mas quando olhou para o crucifixo viu que a imagem de Jesus começou a sangrar. Durante as horas seguintes, Juliana teve uma série de dezasseis visões de Jesus Cristo, que terminaram quando recuperou da sua doença, em 13 de Maio de 1373.[2] Juliana escreveu sobre as suas visões imediatamente depois de terem acontecido, apesar do texto final poder não ter sido terminado durante alguns anos, numa primeira versão das Revelações do Amor Divino, agora conhecida como o Texto Curto, com 25 capítulos e cerca de 11,000 palavras. Vinte a trinta anos depois, talvez no início da década de 1390, Juliana começou a escrever uma explicação teológica do significado das visões, conhecida esta versão como o Texto Longo, que consiste em 86 capítulos e cerca de 63,500 palavras. Este trabalho parece ter passado por várias revisões, antes de ser completado, talvez na primeira ou na segunda década do séc. XV.
A mística inglesa Margery Kempe relata ter visitado Juliana em Norwich em 1414. O Cardeal Adam Easton, beneditino de Norwich, poderá ter sido o director espiritual de Juliana e editado o seu Texto Longo.

Texto Curto sobrevive apenas num manuscrito, de meados do séc. XV, o Manuscrito Amherst, que foi copiado de um original escrito em 1413, ainda em vida de Juliana. O Texto Curto parece não ter sido muito lido e apenas seria publicado em 1911. O Texto Longo parece ter sido um pouco mais bem conhecido, mas mesmo assim parece não ter sido muito divulgado na Inglaterra do final da Idade Média. O único manuscrito sobrevivente desta época é o Manuscrito de Westminster, escrito de meados a finais do séc. XVI, que contém uma parte do Texto Longo, sem referência à autoria, reescrito como um tratado didáctico em contemplação. A primeira edição impressa das Revelações do Amor Divino foi da responsabilidade do monge beneditino inglês Serenus Cressy, tendo sido publicada em 1670. Esta versão foi reedita em 1843, 1864 e 1902. O moderno interesse pela obra aumentou na sequência da edição da responsabilidade de Grace Warrack, em 1901, com uma linguagem modernizada, tendo sido a principal responsável por dar a conhecer aos leitores contemporâneos esta obra. As Revelações do Amor Divino têm vindo a ser publicadas em várias línguas, tornando-se muito populares no âmbito da literatura mística cristã. No mundo Católico e Anglicano, a obra é celebrada por causa da claridade e profundidade das visões de Juliana. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Juliana_de_Norwich

17 de Maio – PASCHAL BAYLON

maio 03 2020

Presença masculina, (Companheira Devocional , 231)

PASCHAL BAYLON (1592), 17 de Maio – Ordem Primeira 

            Paschal Baylon nasceu em Espanha em 1540 e quando jovem trabalhou como pastor de ovelhas. Até na roça ele era devoto e prestava atenção ao sino da igreja que badalava na elevação da hóstia durante a Missa. Em 1564 ele se fez membro dos Frades Menores e apesar de ser encorajado a se fazer sacerdote, preferiu ficar irmão leigo. Serviu como porteiro, cozinheiro, jardineiro, mendicante oficial, mas dedicou as horas de folga em oração ante o Sagrado Sacramento. Faleceu em 1592.

Coleta: O Deus, tu encheste teu servo Paschal com um maravilhoso amor pelos Sagrados Mistérios do Corpo e Sangue de teu filho; concede que nós possamos obter o mesmo enriquecimento espiritual que ele recebeu neste Banquete do Céu. Pedimos isso por Jesus Cristo nosso Senhor que vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo, um só Deus, por todo o sempre. Amém.

10 de Maio – YVES DA BRITÂNIA

maio 01 2020

(Companheira Devocional , 230)

YVES DA BRITÂNIA (1303), 10 de Maio, Ordem Terceira 

            Educado nas Universidades de Paris e Orleans, Yves da Britânia se tornou advogado de direito civil e canônico. Como juiz diocesano, ele se distinguia por sua imparcialidade e incorruptibilidade e por se preocupar com os interesses dos pobres e ignorantes. Quando foi ordenado padre, se deu completamente ao trabalho paroquial. O seu conhecimento de direito sempre esteve à disposição dos seus paroquianos, assim como o seu tempo e suas posses. Foi exemplo de vida simples e modesta.

Coleta: Ó Deus, que escolheu o bem-aventurado Yves, teu confessor, como ministro notável para o bem-estar de almas e para as necessidades dos pobres, te pedimos que possamos imitar a sua caridade e sermos guiados pelo seu exemplo. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

05 de maio – Primeira Orden. Feminina na IEAB – Carmen Etel

abr 29 2020

05 de maio – Primeira Ordenação Feminina na IEAB – Carmen Etel

Carmen Etel: a primeira reverenda da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)

 “O Senhor ficou comigo e me deu poder, para que por meio de mim fosse anunciada a sua mensagem” (II Timóteo 4:17)

Como cristã que está ainda fascinada pela tradição anglicana há quase três anos, gostaria de lhes apresentar um pouco sobre a história da ordenação feminina da minha igreja. Propositadamente, escolhi uma brasileira gaúcha que, dentre as anglicanas, não detém o cargo de maior prestígio, mas é uma coluna e inspiração para as ordenações femininas subsequentes. Acompanhem-me nesta jornada, que tive o prazer de compilar em algumas centenas de palavras.

Um pouco de história

A Igreja Anglicana não é muito conhecida no Brasil como são as demais vertentes cristãs, então um preâmbulo se faz necessário.

A história que nos contam na escola é que foi fundada pelo rei Henrique VIII que decidiu romper com a Igreja Católica para se divorciar da esposa e se casar com a amante – ou seja, fruto de um adultério, mais um pontinho de culpa para somar às mulheres. Porém, essa é uma versão no mínimo simplista, dizemos nós anglicanas e anglicanos.

Pensem comigo: antes de se instituir a Igreja Romana, existiam apenas cristãos sem denominação. Por onde os apóstolos passavam, paravam, e construíam uma “igreja” (o sentido mais original, como reunião de pessoas), que ganhava o nome do povo local. Na Grã-Bretanha, virou Igreja Celta: uma adaptação do cristianismo aos costumes, crenças e tradições da região. No século VI, já a mando da Igreja Católica, santo Agostinho virou o arcebispo de Cantuária e colocou a Inglaterra sob a tutela do Vaticano, com o intuito de converter os anglo-saxões. A despeito disso, por questões geográficas, a igreja nas terras inglesas tinha seu desenvolvimento bastante autônomo. Foi assim por quase 1000 anos, até que o Rei Henrique VIII, particularmente afetado pelas regras do catolicismo, decidiu proclamar a independência, instaurando a Church of England.

Em tempos de conquista de territórios, a Anglicana pautou sua conduta pela adaptação como peça fundadora e fundamental da sua estrutura, em vez da imposição, ao deixar que os povos colonizados contribuíssem com seus próprios valores e ideias. Atualmente, é uma das vertentes cristãs que mais cresce no mundo[1].

A primeira ordenação feminina

Antes de ser um consenso fruto de diálogo, a ordenação feminina foi fruto da necessidade. Em 1944, a Igreja de Hong Kong passava por uma situação singular, devido à falta de homens – que estavam lutando contra a ocupação japonesa – naquela província[2]. Os bispos da   decidiram, então, ordenar uma mulher. Florence Li Tim Oi[3] entrou para a história como a primeira sacerdotisa de uma religião cristã e como reverenda na Comunhão Anglicana, na Colônia de Macau – apesar de ter renunciado o título ao final da guerra, ela é um marco para o início de uma discussão mais ampla.

Desde então, ordenação de mulheres na Comunhão Anglicana é uma tendência desde a década de 70, intensificando-se após a virada do século XX. Atualmente, a maioria das   da Comunhão Anglicana[4] ordenam mulheres para uma das três ordens tradicionais, consagrando bispas, reverendas e/ou  . Outras províncias ordenam mulheres como diáconas e reverendas, mas não como bispas; outras, ainda, apenas como diáconas; e sete províncias não ordenam mulheres a qualquer uma dessas ordens do ministério[5].

Dentro de algumas províncias que permitem a ordenação de mulheres, a aprovação da legislação canônica, permitindo tal prática, é de responsabilidade das dioceses, seguindo a tendência de autonomias das dioceses em relação umas às outras.

O ministério ordenado de mulheres no Brasil

Em 1973, por ocasião do 24° Concílio da Diocese Sul Ocidental, de 4 a 7 de janeiro, em Santana do Livramento/Rio Grande do Sul, a irmã Maria Elvira Zimmermann Noble fez o primeiro discurso apologético em defesa da ordenação feminina na então Igreja Episcopal do Brasil. Doze anos depois, a IEAB aprova, em assembleia sinodal, o pleito da ordenação de mulheres.

Por fim (ou pra início de conversa) em 05 de maio de 1985, a IEAB realiza a primeira ordenação feminina ao diaconato, sendo ordenada Carmen Etel Alves Gomes, precursora dessa caminhada que foi seguida por dezenas de outras mulheres até a presente data[6].

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) comemora, em 2019, 34 anos de ministério ordenado de mulheres. Passemos, então, ao legado da primeira ordenação feminina, com algumas incursões pessoais:

Carmen Etel, ontem e hoje

Carmen Etel Alves Gomes nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. É formada em Ciências Sociais e Teologia. Já atuou como presbítera em várias regiões do Brasil, e do mundo, e atualmente trabalha no Centro de Estudos Anglicanos em Porto Alegre e é Pároca na Igreja de Todos os Santos em Novo Hamburgo[7]. Nos anos 80, já pregava sobre novas teologias, utilizando-se da linguagem da práxis, consciência e fé política –  o que concedeu a ela o rótulo de padre vermelho, pela sua voz profética de denunciar as injustiças.

A reverenda trata o sexismo como pecado presente na sociedade que respinga, por óbvio, nas nossas comunidades, no contexto de uma cultura patriarcal. Apesar da boa relação histórica da IEAB com relação à ordenação de mulheres, ressalta que não há plena igualdade de gênero. Denuncia que uma mulher mesmo tendo uma ótima bagagem teológica, bíblica, pastoral – concorrendo com um homem, não ganharia a eleição. Não por falta de capacidade, mas devido ao patriarcado arraigado nas comunidades e na sociedade, porque nós mulheres sofremos cotidianamente quanto ao questionamento da nossa capacidade para cargos de liderança, ou mesmo da nossa sanidade. A luta toma proporções de saúde mental a ponto de duvidarmos de nós mesmas.

Sobre as demais ordenações cristãs, lamenta a invisibilidade da mulher no altar, devido a interpretações de textos da Bíblia que endossam a ideia de que mulheres não podem ser sacerdotisas. Isso se dá muito da nossa leitura bíblica, como se só fosse escrita por homens, embora tenhamos textos bíblicos de presença e participação proeminente da mulher. Afirma que, mesmo tendo na Bíblia um forte  [8], se consegue, com a   feminista[9], descobrir que Deus se apresenta na história da libertação usando as mulheres desde o início da caminhada do Êxodo. Nesse sentido, Redomas traz consigo muitos olhares femininos sobre a Bíblia e nossa caminhada com Cristo como mulheres numa sociedade machista.

Por isso Carmen acredita no ministério feminino, principalmente na missão fora do templo, junto das bases. Profetiza que mulheres vocacionadas contribuem para uma Igreja Profética, aberta, solidária e acolhedora em todos os sentidos: nós mulheres contribuímos quando somos vozes proféticas de denúncia dessa violência que estamos vivendo hoje, e  anunciamos a busca da construção de uma cultura pela Paz!

Existem tópicos, para Carmen, em que a contribuição da mulher é salutar, como na questão da prevenção e enfrentamento da Violência de Gênero. Além disso, para ela as mulheres ordenadas ainda ajudam na construção de uma nova teologia. Cita a Teologia Feminista de Ivone Gebara[10], a Hermenêutica de Fiorenza[11], e como a Hermenêutica Feminista abriu os olhos para nos permitir apropriarmo-nos dos “textos”, tornando-os como luzes para a caminhada de hoje.

Ainda, a reverenda entende que a linguagem patriarcal que se refere a Deus nas nossas liturgias é instrumento de condicionamento sutil que age para fragilizar o sentimento de dignidade, de poder e de autoestima da mulher: essa imagem de Deus Pai introjetada só tem contribuído para que a sociedade continue oprimindo a mulher, permitindo que os mecanismos de opressão contra esta pareçam corretos e adequados. Que Deus a Igreja tem pregado?

Deus: Pai e Mãe

Dito isso, importante ressaltar que, em 2015, a igreja Anglicana reformou seu Livro de Oração Comum, para uma linguagem mais inclusiva[12].

Juliana de Norwich, da Comissão Nacional de Liturgia da IEAB, salienta que pequenas mudanças foram feitas de modo a refletir esse princípio de forma mais evidente, estendendo por meio da liturgia o testemunho de que a humanidade – independente de gênero – é feita à imagem e semelhança de Deus, Pai e Mãe: isso não é fruto do acaso, mas graças, sobretudo, pela oportunidade da reforma ter sido efetuada por uma comissão composta por uma maioria de mulheres.

Nas suas palavras, onde mulheres têm voz, podemos enxergar seus problemas de exclusão de maneira mais clara – algo que os homens só vivem em teoria, sem que seja experiência de vida.

Como podemos aprender com o exemplo de Carmen?

Às vezes idealizamos os exemplos importados, e ignoramos a riqueza das mulheres mais próximas a nossa realidade brasileira. Em pleno século XXI, ainda há a discussão sobre o papel que o gênero feminino exerce na hierarquia. Mesmo que a ela seja permitido e/ou incentivado estudar, muitas tradições cristãs ainda veem como inconciliável uma mulher no comando de uma congregação, visto que ela dominaria sobre o homem, independente de que ela possa ser mais estudada que alguns homens nessa função. Assim, à mulher resta ensinar – em silêncio, invisível, e com um sorriso impecável.

Carmen chegou onde chegou pela dor de suas ancestrais e pela luta de suas irmãs. Nunca foi um presente. É conquista histórica que fazemos nos ombros umas das outras, dando as mãos. Assim, por meio do seu exemplo, ela também possibilitou a abertura de portas na IEAB para outras reverendas, diáconas, presbíteras e, recentemente, a primeira bispa anglicana do Brasil (e da América do Sul), Marinez Rosa Bassotto[13] – que, aliás, é coautora em um excelente artigo sobre as mulheres e a eleição episcopal, para quem desejar mais aprofundamento[14]).

A Igreja deve repensar como se relaciona com as novas dinâmicas na configuração da sociedade contemporânea, uma vez que caíram por terra as funções limitadas ao gênero: mulheres trabalham, estudam, encabeçam seus lares, não precisam necessariamente se casar. Não obstante, a pressão da tradição, especialmente cristã, ainda oprime irmãs que buscam o sacerdócio feminino. Cada vez mais se faz urgente uma releitura dos textos bíblicos e da nossa forma de enxergar a Bíblia, que por vezes faz mulheres reprimirem seus dons para mestras e pastoras.

As sementes da isonomia de gênero plantadas na primeira metade do século, que viraram árvores no pós segunda guerra, estão dando seus frutos, inclusive no modo como enxergamos e experimentamos a liturgia anglicana, sendo que esta, por sua vez,    as demais vertentes cristãs.

Por fim, uno-me ao clamor de  Carmen Etel, para que os homens também se empenhem em ajudar a quebrar o sexismo, uma vez que, invariavelmente, a construção de uma sociedade igualitária passa por todos os seus componentes.

 

Que a Ruah Divina[15] seja louvada e que muitos outros fatos sejam possíveis na história da ordenação feminina na IEAB!

25 de março de 2019  projetoredomas 0 Comments episcopado, igreja anglicana, invisíveis, mulheres do cristianismo, mulheres na igreja

Carmen Etel: a primeira reverenda da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)

28 de maio – MARIANA DE JESUS DE PAREDES

abr 28 2020

Presença feminina  (Companheira Devocional , 231e 232)

MARIANA DE JESUS DE PAREDES (1645)

28 de Maio, Ordem Terceira   

     Mariana nasceu em Quito, Equador, e, tendo perdido seus pais quando criança, se dedicou a Deus. Não podendo entrar num monastério, ela abraçou a vida ascética na sua própria casa, se dedicando à oração, jejum e atos de piedade. Depois de se unir à Ordem Terceira, ela se empenhou também em ajudar os índios nativos e afro-americanos em todo tipo de atividades caridosas. Deus também favoreceu Mariana com extraordinários dons místicos: com o sinal da Cruz ou aspergindo água benta, ela restabeleceu a saúde a muitos dos doentes e trouxe uma mulher morta de volta à vida. Depois da sua morte, um bonito lírio brotou do seu sangue;* por isso ela foi chamada de “Lírio de Quito”.

Coleta: Pai divino, tu achaste por bem fazer a Mariana crescer como um lírio entre os espinhos das tentações do mundo. Possamos nós, pelo exemplo dela, ser protegidos dos vícios e procurar a perfeição; por Jesus Cristo, teu Filho que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, por todo o sempre. Amém.

 

“*Além das penitências procuradas, Mariana queria sofrer ainda mais por amor de Deus. Recebeu então como dádiva diversas moléstias dolorosas, o que a obrigava a ser sangrada muitas vezes. Uma empregada pegava esse sangue e jogava num buraco no jardim, onde ele permanecia rubro como se estivesse fresco. Depois da morte da santa, nele brotou um lírio de admirável beleza”. http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/28/mes/Maio2001