Category: Santos mês 10

25 de Outubro – São Crispim e São Crispiniano – mártires – século III

out 22 2020

25 de Outubro – São Crispim e São Crispiniano – mártires – século III

Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro, eram muito populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente, os dois foram para a Gália, atual França.

As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.

Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.

Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e à noite, em vez de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para sustentar-se e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.

O Martirológio Romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI. Depois, parte delas foi transportada para Roma, onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.

A Igreja celebra os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

15 de outubro – O Dia do Professor

out 14 2020

O Dia do Professor

A origem do Dia do Professor se deve ao fato de, na data de 15 de outubro de 1827, o imperador D. Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a instituição das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Além disso, o decreto estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores.

Tempos depois, mais precisamente no ano de 1947, o professor paulista Salomão Becker, em conjunto com três outros profissionais da área, teve a ideia de criar nessa data um dia de confraternização em homenagem aos professores e também em razão da necessidade de uma pausa no segundo semestre, até então muito sobrecarregado de aulas.

Mais tarde, em 1963, a data foi oficializada pelo decreto federal nº 52.682, que, em seu art. 3º, diz que “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”1. O responsável por aprovar esse decreto foi o presidente João Goulart. (Fonte: brasilescola.uol.com.br)

VERSÍCULOS BÍBLICOS HOMENAGEANDO O(A) PROFESSOR(A),
(MP. IEAB CLÁUDIO GOMES, TSSF/BA)

Provérbios  31:26  –  “Fala  com  sabedoria  e  ensina  com  amor”.

Provérbios 4:13-14  –  “Apegue-se  à  instrução,  não  a  abandone;  guarde-a  bem,  pois  dela  depende  a  sua  vida.  Não  siga  pela  vereda  dos  ímpios  nem  ande  no  caminho  dos  maus”.

Provérbios  13:14  –  “O  ensino  dos  sábios  é  fonte  de  vida  e  afasta o   homem  das  armadilhas  da  morte”.

2 João  1:9  –  “Todo  aquele  que  não  permanece  no  ensino  de  Cristo,  mas  vai  além  dele,  não  tem  Deus;  quem  permanece no   ensino  tem  o  Pai  e  também  o  Filho”.

Provérbios  19:20  –  “Ouça  conselhos  e  aceite  instruções,  e  acabará  sendo  sábio”.

Provérbios 20:18  –  “Os  conselhos  são  importantes  para  quem  quiser  fazer  planos,  e  quem  sai  à  guerra  precisa  de  orientação”.

Romanos  12:7  –  “Se  o  seu  dom  é  servir,  sirva;  se  é  ensinar, e nsine”.

Eclesiastes 12:9  –  “Além  de  ser  sábio,  o  mestre  também  ensi nou  conhecimento  ao  povo.  Ele  escutou,  exami nou  e  colecionou muitos   provérbios”.

Provérbios 22:6  –  “Instrua  a  criança  segundo  os  objetivos  que  você  tem  para  ela,  e  mesmo  com  o  passar  dos  anos não  se  desviará  deles”.

2 Timóteo  3:16-17  –  “Toda  a  Escritura  é  inspirada  por  Deus  e  útil  para  o  ensino,  para  a  repreensão,  para  a  correção e  para  a  instrução  na  justiça,  para  que  o  homem  de  Deus  seja  apto  e  plenamente  preparado  para  toda  boa  obra”.

Provérbios 4:5-8  – “Procure  obter  sabedoria  e  entendimento;  não  se  esqueça  das  minhas  palavras  nem  delas se  afaste.  Não  abandone  a  sabedoria,  e  ela  o  protegerá;  ame-a,  e  ela  cuidará  de  você.  O  conselho  da  sabedoria  é:
Romanos 15:4  –  “Pois  tudo  o  que  foi  escrito  no  passado  foi  escrito  para  nos  ensinar,  de  forma  que,  por  meio  da  perseverança  e  do  bom  ânimo  procedentes  das E scrituras,  mantenhamos  a  nossa  esperança”.

Procure obter  sabedoria;  use  tudo  o  que  você  possui  para  adquirir  entendimento.  Dedique  alta  estima  à  sabedoria,  e  ela  o  exaltará;  abrace-a,  e  ela  o  honrará”.

Salmos  32:8  – Instruir-te-ei   e  ensinar-te-ei  o  caminho  que  deves  seguir;  guiar-te-ei  com  os  meus  olhos.

Lucas  6:40 –  O   discípulo  não  é s uperior  a  seu  mestre,  mas  todo  o  que  for  perfeito  será  como  o  seu  mestre.

Mateus  5:19- Qualquer,  pois,  que  violar  um  destes  menores  mandamentos  e  assim  ensinar  aos  homens será  chamado  o  menor no  Reino  dos  céus;  aquele,  porém,  que  os  cumprir  e  ensinar  será  chamado  grande no  Reino  dos  céus.

2  Timóteo  2:15  – Procura apresentar-te  a  Deus  aprovado,  como  obreiro  que  não  tem  de  que  se envergonhar,  que maneja  bem  a  palavra  da  verdade.

1  Coríntios  15:58  – Portanto,   meus  amados  irmãos,  sede  firmes  e  constantes,  sempre  abundantes  na  obra do  Senhor,  sabendo  que o   vosso  trabalho  não  é  vão  no  Senhor.

 

16 de outubro – Ncolas Ridley e Hugh Latimer

out 13 2020

O Martírio de Hugh Latimer

No ano de 1539, Gardiner e outros eclesiásticos romanistas ganharam uma influência considerável sobre a mente do rei, e o ato de seis artigos foi aprovado, que restaurou alguns dos pontos principais do papado. Em razão disso Latimer renunciou ao seu bispado, e com muita alegria voltou à vida privada; no entanto,  foi conduzido à Torre por instigação do bispo Gardiner, e embora o rei não permitisse a seus inimigos darem contra ele em toda a extensão que desejassem, ele foi mantido prisioneiro durante os seis anos restantes daquele reinado.
Com a ascensão de Eduardo VI, Latimer foi libertado. Ele foi pressionado a reassumir seu bispado, mas recusou mais uma vez o encargo, por conta de sua idade e enfermidades que, no entanto, não o impediram de prosseguir com diligência os seus estudos, e para este propósito era seu costume levantar-se às duas horas da madrugada. Ele também sempre pregou o evangelho, tanto na corte e em várias partes do país.
Sua residência principal durante este período foi a Cranmer Lambeth, onde muitos vieram ter com ele para aconselhamento quanto aos seus sofrimentos e erros de natureza temporal, bem como para aconselhamento espiritual.
Um exemplo notável disto temos no caso de John Bradford, que, em suas cartas ao Padre Traves, repetidamente, mencionava ter recorrido a Latimer em busca de conselho, e isto foi citado também por ele em um de seus sermões perante o rei e a corte.
“Eu não posso me dedicar ao meu livro”, disse ele, “porque pessoas pobres vêm a mim, para falar a respeito de seus problemas.” O estado deplorável da administração da justiça naqueles tempos, é muitas vezes severamente advertida em  seus sermões.
Fox o historiador dos mártires da igreja cristã, descreve, da seguinte forma, os trabalhos de Latimer durante este reinado:
“Assim como a diligência deste homem de Deus nunca cessou, durante todo o tempo do Rei Eduardo, para o lucro da igreja, tanto publica quanto privadamente, assim, entre outras ações em que ele foi observado, isto não pode deixar de ser considerado, mas é digno de ser observado, porque Deus não somente lhe deu o seu Espírito de forma plena e consoladora para pregar a sua palavra à sua igreja, mas também pelo mesmo Espírito ele mostrou de forma evidente e profetizou acerca de todos os tipos de pragas que aconteceriam depois. E, no tocante a si mesmo, ele sempre afirmou que a pregação do evangelho custaria a sua vida, para o que ele alegremente se preparou, e se sentiu certamente convencido de que Winchester (bispo Gardiner)  foi mantido na Torre por este motivo, como o caso também verdadeiramente provou.”
Quando a rainha Maria, a sanguinária, subiu ao trono, Latimer foi ao bairro de Coventry, e o concílio enviou uma citação para que ele comparecesse diante deles. O objetivo daquela intimação era evidente, e John Careless, um tecelão protestante daquela cidade, que depois morreu na prisão por causa da verdade do evangelho, apressou-se em informar a Latimer sobre a aproximação do oficial. O venerável mártir, foi assim, avisado com seis horas de antecedência, durante as quais ele poderia ter escapado, e mesmo depois, ele teve ainda mais oportunidades, porque o oficial somente deixou a citação e foi embora, sem fazer qualquer contato com a pessoa de Latimer. É provável que os conselheiros da rainha, tivessem desejado conduzir o velho Latimer à rainha, do que  exibi-lo ao povo como um sofredor pela verdade.
Como Fox observa: “Eles sabiam muito bem que  a sua constância e firmeza o levariam ao papado, e que confirmaria a santidade na verdade.”
Mas Latimer sentiu que, depois do público e decidido testemunho que ele havia dado das verdades do evangelho, que era seu dever não se encolher e fugir do sofrimento por causa delas, e sua idade e enfermidades não lhe davam oportunidade de servir o seu Senhor e Mestre em qualquer outra forma que fosse provavelmente tão rentável para as almas dos outros.
Ele estava plenamente consciente do destino preparado para ele, e como ele passou por Smithfield, em sua chegada a Londres, ele disse:
“Aquele lugar há muito tempo gemia por mim”, à espera de ser conduzido às chamas onde tantos haviam sido queimados em anos anteriores. Com a mesma constância e alegria de espírito, quando novamente preso na Torre, e quando chegava o inverno, disse ao tenente, que “a menos que eles permitissem que ele fosse queimado, ele iria decepcioná-los, porque eles tinham intentado fazer dele um miserável ardendo no fogo, mas ele deveria morrer de frio.”
Como o número de presos aumentou, Cranmer, Ridley e Bradford foram confinados na mesma cela com Latimer.
Em abril de 1554, os três bispos foram removidos para Oxford, onde eles foram designados para argumentarem em  público contra o sacramento.
Um relato completo do que se passou foi elaborado pelo bispo Ridley.
Quando os romanistas pressionavam com suas distinções acadêmicas e argumentos dos padres sobre Latimer, ele imediatamente lhes disse que tais alegações não tinham nenhum efeito sobre ele, que os padres muitas vezes foram enganados, e ele não via nenhuma razão para depender deles, exceto quando eles dependiam da Escritura. Depois destas disputas, Cranmer, Ridley e Latimer foram condenados, e mantidos na prisão por muitos meses, tempo durante o qual se ocuparam em conferências sobre assuntos religiosos, em fervorosa oração, ou por escrito, para a instrução e apoio de seus irmãos. Fox diz: “Latimer, por razão da debilidade de sua idade, foi o que menos escreveu de todos eles neste último momento de sua prisão; ainda em oração, ele estava fervorosamente ocupado, onde, muitas vezes, ele continuou assim por muito tempo de joelhos, porque ele não era capaz de se levantar sem ajuda.” Os principais assuntos de suas orações estão relacionados por Fox, e foram como se segue:
“Em primeiro lugar, que, assim como Deus lhe havia designado para ser um pregador de sua palavra, assim também ele lhe daria graça para sustentar a sua doutrina até a sua morte, e  ele poderia dar o sangue de seu coração para isto. Em  segundo lugar, para que Deus por sua misericórdia restaurasse o evangelho novamente na Inglaterra, e acrescentou estas palavras, “mais uma vez , uma vez novamente,” ele fez isso repetidamente como se tivesse visto a Deus diante dele, e falado face a face com ele. Em terceiro lugar orou para a preservação da majestade da rainha, que agora era a Rainha Elizabeth, de quem em suas orações ele estava acostumado a citar, e por quem pedia a Deus sinceramente que pudesse ser feita um conforto para a o reino da Inglaterra.” Estas eram orações de fé e, como tal, não foram oferecidas em vão.
No dia 30 de setembro de 1555, Ridley e Latimer foram perante os comissários nomeados pelo papa examiná-los e condená-los. A aparição de Latimer é assim descrita: “Ele segurava o chapéu na mão, tendo um lenço na sua cabeça, e sobre ele um boné, e uma grande capa, como era comum o uso dos citadinos.”
Na manhã do dia 16 de outubro de 1555, Latimer e Ridley foram levados para o local preparado para a sua queima, na parte da frente do Baliol College, em Oxford. Eles se ajoelharam e oraram separadamente, e depois conversaram juntos. Um sermão foi pregado em seguida, em que suas doutrinas e seus caracteres foram difamados, mas eles foram impedidos de responder. “Bem”, disse Latimer, “não há nada escondido, mas isto será aberto.”
O carcereiro, em seguida, tirou as roupas superiores, para prepará-los para a estaca, quando foi visto que Latimer tinha colocado uma mortalha como roupa de baixo, e, embora ele tivesse a aparência de um velho enrugado, e seu corpo curvado sob o peso do anos, ele agora “ficou de pé, como um pai gracioso e com um poder que qualquer um poderia contemplar.”
Tudo estava preparado, uma tocha acesa foi trazida e  colocada aos pés de Ridley. Latimer, então, se virou e se dirigiu aos seu companheiros de sofrimento, com estas palavras memoráveis e enfáticas: “Tende bom conforto, Mestre Ridley, e seja homem; nós seremos neste dia como uma vela, pela graça de Deus, na Inglaterra, assim como eu creio que jamais se apagará.” O fogo queimava ferozmente; Ridley sofreu muito com grande firmeza e constância, mas Latimer foi logo entregue. Ele exclamou em voz alta : “Ó Pai do céu, recebe a minha alma.” Curvado sob as chamas ele parecia abraçá-las, e banhava as mãos nelas, e rapidamente partiu. Quando o fogo queimava baixo,  e os espectadores lotavam em volta das brasas mortais, eles viram que o seu coração não fora consumido, e uma quantidade de sangue jorrou dele, lhes lembrando da sua oração já mencionada. Ele tinha realmente derramado o sangue do seu coração como um testemunho da verdade das doutrinas que ele havia pregado.
Este terrível testemunho da verdade não foi inútil. Julius Palmer, um companheiro do Magdalen College, estava  presente, ele tinha sido um papista fanático, mas sua mente estava animada para examinar as doutrinas sustentadas por aqueles que sofreram o martírio, para que pudesse verificar o que lhes permitiu passar por tão cruéis tormentos impassivelmente. Ele esteve presente nos exames e na queima de Ridley e Latimer, e a firmeza cristã deles foi o meio de dissipar seus preconceitos. Ele mesmo, pouco depois, sofreu por causa da verdade, mas tinha sido ensinado a calcular o custo, e antes da hora do sofrimento chegar, ele declarou:
“Na verdade, é uma questão difícil para eles queimarem aquilo que está ligado na mente, na alma e no corpo, assim como o pé do ladrão é amarrado em um par de grilhões; mas se um homem é capaz, pela ajuda do Espírito de Deus, de separar e dividir a alma do corpo, porque para ele não é mais difícil   queimar, do que para mim, o ato de comer este pedaço de pão.” Há também uma razão para crermos que os sofrimentos de Latimer e Ridley, e de outros mártires, foram úteis para pelo menos um dos eclesiásticos espanhóis que estavam naquele tempo na Inglaterra.
A característica distintiva de Latimer era a sinceridade, ou zelo fiel à verdade; – em um seguidor de Cristo estas qualidades são inseparáveis. Elas foram especialmente apresentadas nos seus sermões, e a atenção de seus ouvintes foi fixada pelo animado estilo alegre em que ele entregou as verdades do evangelho, e pela reprovação das más práticas dos homens. Quando pregava, frequentemente apresentava histórias e depoimentos detalhados, numa forma que parece singular em um pregador moderno; mas isso é para ser contabilizado pelos costumes dos tempos em que viveu, e sua ansiedade para se valer das oportunidades de utilidade tão peculiarmente apresentada por ele. Muitas destas ilustrações parecem duras aos ouvidos modernos, mas eram bem adequadas para fazer uma boa impressão sobre as mentes quase totalmente não familiarizadas com as Escrituras, e essa ignorância era tão geral, naqueles dias, que era suficientemente responsável por seu excepcional detalhamento dos acontecimentos da história sagrada.
A pregação de Latimer foi assim descrita: “O método e curso de sua doutrina era, para definir a lei de Moisés diante dos olhos das pessoas em todas as severidades e maldições que, assim, as colocava em temor de pecar, e para colocar por terra a confiança deles em suas próprias realizações, e, assim, levá-los a Cristo, convencendo-lhes da sua necessidade dele, e de fugirem para ele por meio da fé evangélica. Ele falou contra a opinião de obtenção de perdão do pecado e salvação, através de cerimônias religiosas. Ele ensinou, pelo contrário, que somente Cristo foi o autor da salvação, e que ele, por uma só oblação de seu corpo, santificou para sempre todos aqueles que acreditam nele – que era a chave de Davi, e que ele abria, e ninguém podia fechar, e que aquilo que ele fechou, ninguém podia abrir. Ele pregou que Deus amou o mundo, e o amou  entregando o seu Filho único para ser morto, para que todos os que daí em diante acreditarem nele não pereçam, mas tenham a vida eterna; que ele foi um propiciação por nossos pecados e, portanto, somente sobre ele devemos lançar toda a nossa esperança, e que, embora, os homens estivessem carregados de pecados, eles nunca pereceriam por causa dAquele que não conheceu o pecado, e que nenhum deles deixaria de crer nele.” Estes foram os tons espirituais contidos nos sermões de Latimer, e este é o relato do homem culto,  Sir R. Morryson, que viveu naqueles dias, e afirma: “Jamais alguém floresceu, eu digo, não somente na Inglaterra, mas em qualquer país do mundo, desde os apóstolos, que tenha pregado o evangelho mais sincera, pura e honestamente do que Hugh Latimer, bispo de Worcester.”

Nota do tradutor: nosso principal objetivo com este breve relato do testemunho de um mártir do evangelho não é o de reacender o sentimento abominável e reprovável que vingou muito em dias passados em ressentimentos mútuos, por motivo de disputas religiosas, mas deixar registrado que quando se ama a Cristo e o evangelho isto é feito acima do amor que temos por nossa própria segurança e vida, conforme ficou patentemente demonstrado no testemunho de Hugh Latimer.

Apocalipse 12.11: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.”
Silvio Dutra
Enviado por Silvio Dutra em 17/10/2013
Código do texto: T4529931
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Recanto das letras

11 de outubro – Filipe Diácono e Evangelista

out 03 2020

Filipe, o Evangelista

 Nascimento c. Desconhecido (século I) em Cesareia, Palestina
Morte 11 de outubro (século I) em Éfeso
Veneração por Igreja Católica
Igreja Ortodoxa Copta
Igreja Apostólica Armênia
Igreja Ortodoxa Etíope
Igreja Ortodoxa Siríaca Ortodoxia Oriental,
Luteranismo
Festa litúrgica 11 de outubro
Filipe, o Evangelista (em grego clássico: Φίλιππος; romaniz.: Philippos), foi um missionário cristão do século I e um dos Setenta Discípulos. Ele é citado diversas vezes no Atos dos Apóstolos, mas não deve ser confundido com Filipe (apóstolo).

Junto com Estêvão, era um dos sete “homens acreditados, cheios de espírito e de sabedoria” (veja Sete Diáconos), escolhidos para a distribuição de alimentos entre as viúvas cristãs em Jerusalém (Atos 6:1-6).

Quando a perseguição espalhou a maioria dos cristãos, Filipe foi a Samaria; proclamou ali o evangelho, realizou milagres, e com muita alegria muitos aceitaram a mensagem e foram batizados, inclusive Simão, que praticava artes mágicas. (Atos 8:4-13). Logo depois batizou um eunuco da Etiópia e foi “arrebatado” até Asdode, de onde seguiu pregando até Cesareia.

Por todas estas obras ele realizou a obra dum “evangelizador” em Atos 21:8. Anos mais tarde, viveu em Cesareia, onde pregava com suas quatro filhas. Por volta do ano 56 d.C. foi visitado por Paulo e Lucas que ficaram por um tempo em sua casa.

A tradição diz que ele residiu em Trales se tornando bispo da Igreja local.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

6 de outubro – Miles Coverdale

out 03 2020

Miles Coverdale

Myles Coverdale, o primeiro nome também soletrado Miles (Yorkshire, 1488 – Londres, 20 janeiro de 1569) foi um reformador eclesiástico inglês, conhecido principalmente como um tradutor da Bíblia, pregador e, momentaneamente, o Bispo de Exeter (1551-1553).

Biografia
Em relação a seu provável condado de nascimento, Daniell cita John Bale, autor de um scriptorium do século XVI, dando-o como Yorkshire.[1] Tendo estudado filosofia e teologia em Cambridge, Coverdale tornou-se um frade agostiniano e foi à casa da sua ordem em Cambridge. Em 1514, John Underwood, um bispo sufragâneo e arquidiácono de Norfolk, ordenou-o padre em Norwich. Ele estava na casa dos agostinianos quando em cerca de 1520, Robert Barnes voltou de Louvain para se tornar seu prior.

Em 1535, Coverdale produziu a primeira tradução impressa completa da Bíblia para o inglês.[2] Ele também é significativo porque durante sua longa vida, ele experimentou oito décadas de importância crucial na história religiosa.[3] Seu desenvolvimento teológico é um paradigma do progresso da Reforma Inglesa de 1530 a 1552. No momento de sua morte, ele havia se tornado um puritano primitivo, afiliado a Calvino, mas ainda defendendo os ensinamentos de Agostinho.

Fonte: Wikipedia