Category: Santos mês 09

27 de setembro – Vicente de Paulo 

set 14 2020

Vicente de Paulo nasceu em Pouy, perto da cidade de Dax, no sul da França, aos 24 de abril de 1581; foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras). Seus pais eram agricultores e muito religiosos. Todos os seis filhos receberam o ensino religioso de sua mãe.

Seus dois irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura e Vicente cuidava de ovelhas e de porcos. Desde pequeno, demonstrava muita inteligência e grande religiosidade. Em frente à sua casa, em um pé de carvalho, havia um buraco; ele colocou lá uma pequena imagem da Santíssima Virgem, a quem diariamente ajoelhava e fazia uma oração. Diariamente conduzia os animais para melhores pastagens, onde ficava a vigiá-los. Aos domingos ia à aldeia, com seus pais, para assistir à missa e frequentar o catecismo.

O Sr. Vigário aconselhou a seu pai para colocar o garoto Vicente em uma escola; via nele um grande futuro, devido à sua inteligência. O pai, que era ambicioso, colocou-o em um colégio religioso, desejando que fosse padre e se tornasse o arrimo da família. Foi matriculado em um colégio de padres Franciscanos, na cidade de Dax, onde ele fez os estudos básicos.

Para seguir a carreira sacerdotal fez os estudos teológicos na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600. Continuou os estudos por mais 4 anos, recebendo o título de Doutor em Teologia.

Uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou-lhe sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.

Ele foi atrás do devedor; encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ia regressar de navio, por ser mais rápido e mais barato. Na viagem o barco foi aprisionado por barcos de piratas e levado para a Tunísia. Em Túnis foi vendido como escravo.

Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou pra um seu sobrinho, que vendeu-o para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e que com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era muçulmana e, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se, e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita. O patrão de Vicente, arrependido, propôs ao escravo fugirem para a França. Esta fuga só foi realizada 10 meses depois.

Em um pequeno barco, atravessaram o Mar Mediterrâneo e foram dar na costa francesa, em Aigues-Mortes e de lá foram para Avinhão. Naquela cidade encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou a exercer o ministério de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica.
Padre Vicente e o renegado ficaram residindo em casa do Vice-Legado. Tendo ele de viajar a Roma, levou os dois em sua companhia. Padre Vicente aproveitou a estadia naquela cidade e freqüentou a Universidade, formando-se em Direito Canônico. O renegado pediu para ser admitido em um mosteiro e tornou-se monge.

Tendo o Papa de mandar um documento sigiloso para o Rei da França, padre Vicente foi o escolhido. Pelos serviços prestados, o Rei indicou-o como Capelão da Rainha. Seu serviço era distribuir esmolas para os pobres que rodeavam o Palácio e visitar os doentes do Hospital da Caridade, em nome da Rainha.

Padre Vicente não gostava do ambiente do Palácio e passou a morar em uma pensão, no mesmo quarto com um juiz. Certo dia amanhecera doente; o empregado da farmácia que foi atendê-lo, precisando de um copo, foi apanhar em um armário, e viu lá um dinheiro, que era do juiz, e ficou com ele. Na volta, o juiz, não encontrando seu dinheiro, quis que padre Vicente desse conta dele; como ele não sabia do acontecido, o juiz colocou-o para fora do quarto e coluniou-o de ladrão.

Padre Vicente fica conhecendo o padre Bérulle, que mais tarde foi nomeado Cardeal e ele indicou-o para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.

Na paróquia pobre, a maioria dos habitantes era de horticultores. Padre Vicente se deu bem com eles; as missas eram bem participadas e instituiu a comunhão geral nos primeiros domingos o mês. Criou a Confraria do Rosário, para todos os dias visitarem os doentes. Padre Vicente, atendendo ao seu diretor, padre Bérulle, deixou a paróquia e foi ser preceptor dos filhos do general das Galeras.

Foi residir no Palácio dos Gondi, família rica e da alta nobreza. Eles tinham grandes propriedades e padre Vicente, em companhia da senhora De Gondi, visitava uma das propriedades; foi chamado para atender um agonizante e ouvir sua confissão. O doente disse à senhora De Gondi, que, se não fosse a presença do sacerdote, iria morrer em grandes faltas e ia permanecer no fogo eterno.

Padre Vicente percebeu que o povo do campo estava abandonado e na missa dominical concitou o povo a fazer a confissão geral. Teve que arranjar outros padres para ajudá-lo nas confissões, tantos eram os que queriam confessar-se. Padre Vicente esteve morando com a família Gondi 5 anos. Depois de ir para outra paróquia, atendendo a um chamado do padre Bérulle, padre Vicente voltou para morar em casa dos Gondi, onde ficou mais 8 anos.

Com o auxílio da senhora de Gondi, fundou a Congregação da Missão em 1625 e a Confraria da Caridade em 1617. A primeira cuida da evangelização dos camponeses e a segunda dá assistência espiritual e corporal aos pobres. Em Follevile, fundou uma Confraria de Caridade para homens, em 1620.

A Congregação da Missão surgiu espontaneamente. Padre Vicente conseguiu alguns colegas para pregar aos camponeses; exigia deles a simplicidade nas pregações, para o povo entender, e rapidamente seu grupo foi aumentando. No princípio, alugaram uma casa para sua moradia. Com o aumento mudaram para um velho Colégio.

O número aumentava. Um cônego que dirigia um leprosário sem doentes ofereceu em doação os prédios do leprosário para residência dos padres.

A instituição demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633, quando recebeu a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo a Congregação.
Padre Vicente sempre se preocupou com as crianças enjeitadas e abandonadas, com os velhos e os pobres e doentes. Durante sua vida criou grandes obras, que até hoje estão prestando serviços à humanidade.

A primeira irmã de caridade foi uma camponesa de nome Margarida Naseau. Com colaboração de Santa Luisa de Marilac, ele estabeleceu a Companhia das Irmãs da Caridade. Começaram 4 camponesas, hoje são milhares. Isto se deu em 29 de novembro de 1633.

Padre Vicente criou tantas obras, que em pouco tempo não é possível enumerar; a história de sua vida é uma beleza. A seu respeito existem biografias, que poderão serem estudadas por vocês. Padre Vicente tinha quase 80 anos quando faleceu, dia 27 de setembro de 1660.

Em 16 de junho de 1737, foi canonizado pelo papa Clemente XII, e, em 12 de maio de 1885, foi declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

Seu corpo repousa na Capela da Casa-Mãe, São Lázaro, em Paris.

“Voltemos nossa mente e nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de ação e oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em gênio da caridade, nos ajude a todos a pôr mais uma vez as mãos no arado – sem olhar para trás – para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos pobres…

(João Paulo II)

Oração a São Vicente de Paulo

Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. Obtende junto do Senhor ajuda para os pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranqüilidade e ordem para as nações e salvação para todos. Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa misericórdia intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida. Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade.
Amém.

Fonte: site do Santuário do Caraça

16 de setembro – Edward Bouverie Pusey

set 14 2020

16 de setembro – Edward Bouverie Pusey

Teólogo inglês nascido em Pusey, Berkshire, que iniciou o puseísmo, movimento ritualístico que aproximou do catolicismo uma parte da Igreja anglicana. Estudou no Christ Church College, Oxford, e foi eleito fellowship em Oriel College (1823). Estudou teologia e idiomas semíticos em Göttingen e Berlim e foi ordenado um padre anglicano (1828) e foi feito professor regius de hebraico (1828) em Oxford, e cânon da Christ Church, um posto que ele manteve pelo resto de sua vida. Alinhou-se formalmente e foi uma das principais figuras do Oxford Movement (1833), movimento que buscou reavivar no Anglicanismo os ideais da igreja do século XVII.

O principal ponto defendido pelo movimento era demonstrar que a Igreja Anglicana era uma descendente direta da Igreja estabelecida pelos apóstolos.. A partir de sua posição de Regio Professor de Hebraico em Oxford e de Cânon da Igreja de Cristo, procurou restaurar na alta constituição da Igreja, doutrinas tais como a da confissão auricular e a transubstanciação. Tornou-se (1836) editor da influente Library of Fathers e contribuiu com vários estudos de trabalhos de patrísticos e retirou-se do movimento de Oxford (1841).

Morreu no dia 16 de setembro (1882), em Ascot Priory, Berkshire, e seu nome foi perpetuado na Pusey House, em Oxford, onde sua biblioteca foi mantida. Suas principais obras foram os sermões The Holy Eucharist, a Comfort to the Penitent (1843), The Entire Absolution of the Penitent (1846) e The Rule of Faith (1851) e Eirenicon (3 partes, 1865-1870), um empenho para achar maneiras de reunir o Catolicismo romano com a Igreja de Inglaterra e que gerou uma controvérsia considerável com o Cardeal Newman.

Fonte: Biografias – Unidade Acadêmica de Engenharia Civil / UFCG

17 de setembro – Santa Hildegarda de Bingen

set 14 2020

17 de setembro – Santa Hildegarda de Bingen

Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179) foi uma monja beneditina, musicista, naturalista médica, poetisa e escritora alemã.

Santa Hildegarda de Bingen nasceu em Bermersheim vor der Höhe. Foi a décima filha de Hildebert e Mechtild. Desde a infância, já tinha visões místicas que, aliadas à sua frágil saúde, é possível que tenha sido motivos para que fosse enviada ao mosteiro.

Santa Hildegarda não é conhecida do grande público, porém, possui história e feitos impressionantes para a fé cristã. Numa época em que não era comum mulheres participarem das decisões políticas e religiosas. Além de mística, foi compositora, médica, poetisa, dramaturga e mestra do mosteiro de Rupertsberg. Sempre tinha como missão combater as heresias que ameaçavam a igreja católica. Em suas pregações, também condenava com muita coragem e veemência os vícios e abusos do clero.

Hildegarda foi também teóloga e discorreu sobre assuntos complexos, como a criação do homem, a concepção, estrutura e destino do cosmos, hierarquia dos anjos, entre outros.

Embora sua contribuição como musicista, teóloga e escritora tenha sido esquecida pouco depois de sua morte, Hildegarda teve grande influência junto à ordem beneditina. Foi considerada autoridade em assuntos religiosos pela Universidade de Paris e teve suas ideias bastante divulgadas na Inglaterra até os século XIV.

Obras mais importantes de Santa Hildegarda: a trilogia ”Liber scivias Domini”, “Liber scivias Domini” e “Liber divinorum operum”, sobre suas visões místicas; “A Ordem das Virtudes” e “Sinfonia da Harmonia das Revelações Celestes”, obras musicais.

 

Fonte: Dilva Frazão
Possui bacharelado em Biblioteconomia pela UFPE e é professora do ensino fundamental. Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para a web.

16 de setembro – Ninian Bispo e Missionário na Escócia – 432

set 14 2020

16 de setembro – Ninian Bispo e Missionário na Escócia – 432

(NINIAS, NINUS, DINAN, RINGAN, RINGEN)

Bispo e confessor; data de nascimento desconhecida; morreu cerca de 432; o primeiro apóstolo do cristianismo na Escócia. O primeiro relato sobre ele está em Beda (Hist. Eccles., III, 4): “os pictos do sul receberam a verdadeira fé pela pregação do Bispo Ninias, um homem muito reverente e santo da nação britânica, que tinha sido regularmente instruído em Roma na fé e nos mistérios da verdade; cuja sé episcopal, em homenagem a São Martinho, o Bispo, e famosa por uma igreja dedicada a ele (onde o próprio Ninias e muitos outros santos repousam no corpo), está agora na posse da nação inglesa. O local pertence à província dos bernicianos e é comumente chamado de Casa Branca [Cândida Casa], porque ali construiu uma igreja de pedra, o que não era comum entre os bretões “. Os fatos apresentados nesta passagem formam praticamente tudo o que sabemos da vida e obra de São Ninian.

A vida posterior mais importante, compilada no século XII por Santo Ælred, professa dar um relato detalhado baseado em Bede e também em um “liber de vita et miraculis eius” (isto é Niniani) “barbarice scriptus”, mas o lendário elemento é amplamente evidente. Ele afirma, no entanto, que enquanto se empenhava na construção de sua igreja na Candida Casa, Ninian ouviu falar da morte de São Martinho e decidiu dedicar a construção a ele. Agora São Martinho morreu por volta de 397, de modo que a missão de Ninian para os pictos do sul deve ter começado no final do século IV. São Ninian fundou em Whithorn um mosteiro que se tornou famoso como uma escola de monaquismo um século após sua morte; seu trabalho entre os pictos do sul parece ter tido apenas um sucesso de curta duração. São Patrício, em sua epístola a Corótico, chama os pictos de “apóstatas”, e as referências aos convertidos de Ninian que abandonaram o cristianismo são encontradas nos Santos. Columba e Kentigern. O corpo de St. Ninian foi enterrado na igreja de Whithorn (Wigtownshire), mas não há relíquias conhecidas. O “Clogrinny”, ou sino de St. Ringan, de construção muito rústica, está no Museu de Antiquários de Edimburgo.

Fonte: Home > Catholic Encyclopedia >  St. Ninian

15 de setembro – Cipriano de Cartago 258

set 14 2020

São Cipriano de Cartago  (†258) Bispo de Cartago e Mártir

áscio Cecílio Cipriano nasceu no norte da África, provavelmente em Cartago, entre os anos 200 e 210 dC. Filho de família abastada, recebeu formação superior, dedicando-se à oratória e advocacia. Converteu-se ao Cristianismo, já adulto, por volta de 245. Três anos depois foi eleito bispo de Cartago. Foi degolado nas imediações da cidade, na presença de grande multidão de cristãos e pagãos, aos 14 de setembro de 258, durante a perseguição de Valeriano.

A Igreja na época de São Cipriano vivia intenso fervor. As sangrentas perseguições, que desde Nero (ano 64 dC) a sacudiam, somente faziam aumentar o fervor, e os mártires entregavam suas vidas com amor e fé.

Mesmo com todo este fervor, surgiam grupinhos de hereges que, desejosos de ‘autonomia’, pregavam uma doutrina diferente da dos Apóstolos e dos Bispos da Santa Igreja de Cristo. Para combater estas heresias, Cipriano divulga por volta do outono do ano de 251, como ele mesmo diz, um livrinho de conduta cristã denominado: “Catholicae Ecclesiae Unitate” – “A Unidade da Igreja Católica”.

São maravilhosas as palavras de São Cipriano. Ele demonstra uma clareza de idéias e um espírito decidido na meta que almeja alcançar. Homem de Deus, baseou-se totalmente nas escrituras para defender a unidade da Igreja Católica, o Primado de Pedro, e outras Santas Doutrinas recebidas diretamente dos Apóstolos.

Martírio de São Cipriano

No dia décimo oitavo das calendas de outubro pela manhã, grande multidão se reuniu no campo de Sexto, conforme a determinação do procônsul Galério Máximo. Este, presidindo no átrio Saucíolo, no mesmo dia ordenou que lhe trouxessem Cipriano. Chegado este, o procônsul interrogou-o: “És tu Táscio Cipriano?” O bispo Cipriano respondeu: “Sou”.

O procônsul Galério Máximo: “Tu te apresentastes aos homens como papa do sacrílego intento?” Respondeu o bispo Cipriano: “Sim”.

O procônsul Galério Máximo disse: “Os augustíssimos imperadores te ordenaram que te sujeites às cerimônias”. Cipriano respondeu: “Não faço”.

Galério Máximo disse: “Pensa bem!” O bispo Cipriano respondeu: “Cumpre o que te foi mandado; em causa tão justa, não há que discutir”.

São Cipriano, detalhe de um mosaico do século VI que representa a procissão dos mártires, na Basílica de Santo Apolinário Novo, Ravena

Galério Máximo deliberou com o seu conselho e, com muita dificuldade, pronunciou a sentença, com esta palavras: “Viveste por muito tempo nesta sacrílega idéia e agregaste muitos homens nesta ímpia conspiração. Tu te fizeste inimigo dos deuses romanos e das sacras religiões, e nem os piedosos e sagrados augustos príncipes Valeriano e Galieno, nem Valeriano, o nobilíssimo César, puderam te reconduzir à prática de seus ritos religiosos. Por esta razão, por seres acusado de autor e guia de crimes execráveis, tu te tornarás uma advertência para aqueles que agregaste a ti em teu crime: com teu sangue ficará salva a disciplina”. Dito isto, leu a sentença: “Apraz que Tarcísio Cipriano seja degolado à espada”. O bispo Cipriano respondeu: “Graças a Deus!”

Após a sentença, o grupo dos irmãos dizia: “Sejamos também nós degolados com ele”. Por isto houve tumulto entre os irmãos e grande multidão o acompanhou. E assim Cipriano foi conduzido ao campo de Sexto. Ali tirou o manto e o capuz, dobrou os joelhos e prostrou-se em oração ao Senhor. Retirou depois a dalmática, entregando-a aos diáconos e ficou de alva de linho e aguardou o carrasco, a quem, quando chegou, mandou que os seus lhe dessem vinte e cinco moedas de ouro. Os irmãos estenderam diante de Cipriano pano de linho e toalha. O bem-aventurado quis vendar os olhos com as próprias mãos. Não conseguindo amarrar as pontas, o presbítero Juliano e o subdiácono Juliano o fizeram.

Desde modo morreu o bem-aventurado Cipriano. Seu corpo, por causa da curiosidade dos pagãos, foi colocado ali perto, de onde, à noite, foi retirado e, com círios e tochas, hinos e em grande triunfo, levado ao cemitério de Macróbio Candiano, administrador, existente na via Mapaliense, junto das piscinas. Poucos dias depois, morreu o procônsul Galério Máximo.

Mártir santíssimo Cipriano foi morto, no dia décimo oitavo das calendas de outubro, sob Valeriano e Galieno imperadores, reinando, porém, nosso Senhor Jesus Cristo, a quem a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

FONTE: Do livro “Escola da Fé 1: Sagrada Tradição” pp. 68-70, Tradução: Toni Lopes